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O Trabalho dos Auxiliares Invisíveis - Helen T. Crawford

O Trabalho dos Auxiliares Invisíveis
 Helen T. Crawford 

Trad. da revista alemã "Rosen-kreuzer Zeitschrift" , de junho de 1933, por Francisco Ph. Preuss

  

 Dias atrás recebi um interessante relato de uma amiga, de como se curou, por intermédio dos auxiliares invisíveis da Fraternidade Rosacruz. Acho oportuno divulgá-lo.
 Esta amiga sofria, há muito tempo, de horríveis espasmos nevrálgicos. Seu marido é estudante da Fraternidade Rosacruz e sugeriu-lhe pedir ajuda ao Departamento de Cura. Ela concordou e preencheu o formulário. Obteve orientação mas não notava nenhuma ajuda imediata.
 Desesperava- se com os espasmos e algumas vezes atingia o desespero, chegando até à idéia de suicídio, para acabar de vez com aquela situação que a medicina não sabia debelar. Um dia... bem, prefiro que ela mesma o relate; usarei as suas próprias palavras:
 "Orava desesperadamente e adormeci. Devia estar num profundo sono quando entrou em meu quarto um Senhor. Não abriu a porta: parecia atravessá-la como se ela não existisse. Percebi quando se aproximou de minha cama e parou, olhando sobre mim. Não senti qualquer temor, ainda que não soubesse de quem se tratava." 
 "Ele parecia refletir profundamente. Meneou a cabeça, com um gesto de pena e de admiração para o que observava em mim. Pus-me a reparar melhor: em seu braço direito havia, dobrada, uma espécie de capa de tonalidade violeta, difícil de explicar." 
"Estendeu para mim a mão esquerda; apanhou minha mão direita e disse-me com suavidade: "levanta-te" . Senti que me puxava estranhamente a mão. Senti-me deslisando sobre mim mesma ao tentar sentar-me e depois levantar-me fora da cama". 
 "Ele abriu aquela espécie de capa violeta e insinuava colocá-la sobre meus ombros. Tomou outra vez minha mão e chamou minha atenção para o meu corpo, que jazia dormido na cama. Depois disse: "Vim auxiliar-te, pois muito tempo o desejaste, se bem que fracamente. Esperava porque tinhas fortes dúvidas..." 
 "Eu me achava entre admirada e horrorizada, olhando meu corpo — um montículo desgraçado, em trajes noturnos listrados. Notei meu rosto cansado e distorcido, os cabelos desordenados. ~Fiz um gesto para ajeitá-los e o Senhor m'o impediu, dizendo: "Como é possível fazer-se um mínimo de ajuda, quando consideras tudo perdido? Por que te apegas tanto ao que não é teu verdadeiro ser? Importa caminharmos constantemente, para a frente e para cima, através da eternidade que somos! Não te esqueças disto, a partir de hoje". 
 "Afastei-me um pouco de minha cama e justifiquei- me: "Odeio parecer-me com essa pessoa que aí está dormindo". E ele contestou: "A culpa desta situação cabe inteiramente a ti e a mais ninguém". 
 "— Sim — adicionei — mas eu me esforcei muito, saiba o Senhor disso — apesar de me sentir tão cansada e enferma!" 
 "Ele olhou alguns segundos em meu rosto e disse: "Procura lembrar-te; sempre andaste pensando em doença; sempre estiveste alimentando esta doença em pensamento. Deves aprender a não viver em doença". 
"Indicou-me uma vez mais o corpo adormecido, tomou-me por uma das mãos e me conduziu para fora do quarto. Passamos pela porta, como ele havia entrado. Lá fora não parecia muito escuro. Ele levantou e movimentou a sua mão, acima da cabeça. Começamos a voar suavemente. Nem cheguei a notar quando meus pés se desprenderam da terra. Fomos subindo e enquanto nos movimentávamos, percebi nitidamente os telhados das casas e as copas das árvores lá em baixo. Já estávamos longe, quando observei a meu companheiro: "em criança eu costumava sonhar que viajava assim, voando para lugares distantes". Ele concordou com a cabeça e depois, fitando-me, disse: "Tua família está preocupada contigo. É preciso que te livres deste medo com que te atormentas. Serás auxiliada por nós, se aprenderes a aceitar as oportunidades que te apresentarmos, na hora. Fica sempre na expectativa" . 
 Na carta de minha amiga, segue-se uma viva descrição da luz e da cor que ela notava no Mundo dos Desejos que visitava. Contou algo sobre os seres que viu lá, quando viajavam pelo espaço. 
 "A volta e a descida não foram muito agradáveis para mim — continuava ela — porque fiquei com medo. Com aquele ser a meu lado ainda, aproximei-me de casa e nela entrei, tal como saí. Vi minha mãe e filhos dormindo e quando cheguei junto ao meu corpo, examinei-o atentamente, de novo". 
 — "Esforcei-me, esta noite, para provar-te que aquilo que está dormindo no leito não é a verdadeira vida. Continuarei te ajudando e outros também virão ajudar-te. Mas tu mesma deves dar mais atenção a isto" — disse meu acompanhante. Em seguida, mostrando os frascos de drogas químicas que se achavam à cabeceira da cama, acrescentou: "Isto só pode retardar tua evolução". Tirou aquela espécie de capa de cima de meus ombros e dobrando-a, colocou em seu braço esquerdo. Inclinou-se, tomou uma das mãos do corpo, que estava dependurada para fora do leito. Senti fortes puxões. Sentei-me na cama. Meu companheiro me deu instruções para que eu me deitasse. Uma calma sensação, mui agradável, invadiu--me o ser. Ele me olhou ainda por alguns momentos e, pondo sua mão direita sobre meu coração, levantou os olhos e disse: "Assim seja!" E, virando-se, abandonou meu quarto". 
"Acordei-me no dia seguinte. Sentia-me muito bem, como há muitos anos não me sentia. Lembrei-me nitidamente de tudo. Levantei-me e, a primeira .coisa que fiz foi jogar os medicamentos fora".
 Quando chegou domingo, à noite, meu marido me convidou: "tens vontade de ir comigo à reunião da Fraternidade Rosacruz?"

 Concordei imediatamente. Era minha primeira visita. Chegamos cedo à reunião. Pude olhar calmamente o salão quando, pousando os olhos sobre um quadro, reconheci o Auxiliar Invisível que me visitara aquela noite: era Max Heindel!" 

Serviços e Rituais

Serviços e rituais há muitos e podem ter as suas vantagens e desvantagens, mas porquê que Max Heindel não fala quase nada sobre eles?

Convém então abordarmos este assunto para o clarear e libertar do peso habitual.

Ritual, é um conjunto de acções, realizadas principalmente pelo seu valor simbólico, sendo ditado por uma religião, tradição ou comunidade. Pode ser executado em ocasiões específicas ou aleatórias, por um indivíduo ou um grupo, pode ter um local próprio ou aleatório, público ou privado. Os seus objectivos são os mais variados, desde obrigações religiosas ou ideais, satisfação de necessidades espirituais ou emocionais dos praticantes, fortalecer laços sociais, educação social e moral, demonstração de respeito ou submissão, afirmação de afiliação, obtenção de aceitação social, pelo praz ...

O ritual pode incluir adoração e devoção às entidades de religiões ou cultos, passagem para novos estados e responsabilidades, expiação e purificação, juramentos de fidelidade, cerimónias de dedicação, coroações e inaugurações presidenciais, casamentos e funerais, tradições escolares e graduações, encontros de clubes, eventos desportivos, festas, paradas, compras de Natal… Muitas actividades da vida diária estão cheias de pequenos rituais, como dizer olá, um aperto de mão. São usados símbolos e actos apenas por tradição.
Voltando a nossa atenção para os rituais que nos interessam, os ligados ao lado espiritual, o que há a saber?

A primeira coisa a saber é: Quando se começa a assumir conscientemente a nossa vida e capacidades espirituais, é como se carregássemos no acelerador da nossa evolução. Tudo começa a acontecer mais depressa e somos confrontados com os nossos medos, com os nossos defeitos numa velocidade superior ao que estávamos habituados. Todos os testes acontecem num intervalo de tempo menor. Por isso, devemos ter a certeza que queremos realmente mudar a nossa vida e assumir a responsabilidade.

A segunda coisa a saber é: O grande aviso de Max Heindel. Não se juntem em grupo para concentrações, meditações… Qualquer coisa desenvolvida em grupo, é como uma flor de estufa e nos mundos ocultos, não precisamos de flores de estufa que dependem de um determinado ambiente para existirem. Em conjunto, as energias individuais e capacidades, multiplicam-se e dependem exclusivamente da energia desenvolvida pelo grupo. São capacidades fora do controlo de quem as tem e desenvolve-se a clarividência involuntária. E quanto mais isto acontecer, mais longe a pessoa fica da clarividência voluntária e da clareza proporcionada por ela. É bastante grave o desenvolvimento desta forma, porque a vida não é em grupo. As pessoas que desenvolvem capacidades involuntárias são uma porta aberta para as influências negativas do outro reino e transportam essa fragilidade para a sua vida e para a vida de todos os que as rodeiam. Não é só a evolução da pessoa que está em risco, mas a de todos que estejam próximos. Existem determinadas energias negativas que se podem “apegar” a nós. Uma pessoa clarividente involuntária, facilmente atrai este tipo de situações. O problema é que as coisas que lhe ficam ligadas, são sub-reptícias, toldam a mente e a sua energia vai ser negativa e fortemente influenciada, o que fica complicado para todos os que estejam próximos. É por isso um assunto muito sério.

A terceira coisa a saber é: A linha entre o bem e o mal é muito ténue e a qualquer momento a podemos cruzar e quando percorremos o caminho consciente, os avanços e os danos na nossa evolução e na dos outros são exponenciais.

A quarta coisa a saber é: Por alguma razão tantas pessoas têm medo em “mexer” no sobrenatural. Em tudo na vida, mas principalmente em tudo para além do mundo material, saber é poder e não saber é o maior perigo e o maior pecado. Temos de aprender e saber bem o que estamos a fazer, antes de o fazer, ou facilmente as coisas podem virar-se contra nós.

A quinta coisa a saber é: Não existe maior aliado que a nossa intuição. Não é uma coisa qualquer que fala dentro de nós. É aquela sensação de que estamos a fazer uma coisa bem ou não, que nos indica qual é o caminho mais luminoso. Também é importante saber-se que quando estamos mal, numa situação desagradável e tudo fugiu do nosso controlo e da nossa capacidade para fazermos algo, se pedirmos ajuda ao ser mais elevado que acreditarmos, recebemos ajuda.

Na Fraternidade os rituais são nomeados como serviços. Provavelmente a principal razão deve-se a serem puramente para ajudar a humanidade, para servir. Os principais serviços são os de Cura e os de Templo. Os de Cura ocorrem em dias específicos, que variam consoante as influências lunares. Os de Templo servem para manter a orientação energética do Templo. Ambos têm características próprias e este texto serve apenas para uma introdução ao tema. Por tudo o que foi dito, os serviços devem ser reservados para quem se dedica verdadeiramente ao caminho. Por exemplo, no Templo, em Oceanside, os serviços estão reservados para probacionistas.

Existem coisas verdadeiramente importantes na organização do ritual, a primeira coisa é a definição de um objectivo. Logo a seguir, é fundamental o planeamento geral do que se vai fazer. É fundamental que quem participa, seja devidamente ensinado e que treine devidamente. Por exemplo, num casamento, o padre e os noivos devem saber o que fazer e o que dizer, nos momentos apropriados. Depois é preciso tratar da parte física. Os materiais com que se vão trabalhar, o altar, … nada deve ser deixado ao acaso e não se deve utilizar algo que não se saiba para o que é. Aqui é muito importante percebermos as crenças de quem participa e as palavras que se utilizam. Se forem pessoas de diferentes credos, devem-se evitar expressões de credos, preferindo-se o silêncio e deixando-se trabalhar apenas as energias. Se as pessoas partilharem o mesmo credo, podem utilizar as palavras. Este é um aspecto importante porque determina as emoções que cada um sente durante o ritual. Deve-se treinar o ritual, para se estar preparado e deve-se saber a razão de todos os procedimentos. Durante a realização, o mais importante é a intenção e a vontade. Também é fundamental que todos remem na mesma direcção. Depois de qualquer ritual, é fundamental nutrir o corpo. Durante as “acções” energéticas, muita energia é dispensada, tornando-se fundamental a alimentação e o cuidado com ela, porque a sensibilidade aumentou.

Este é apenas um resumo introdutório, para pensarem sobre o tema, nenhum ritual será abordado. Quem estiver interessado em investigar melhor estas coisas e crescer, aconselhamos a leitura do Cap. XVII do Conceito, sempre com calma e cuidado para não fazerem juízos precipitados nem embarcarem numa revolução na vossa vida que acabe com ela. Muita calma e luz para todos.


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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel