Um dos grandes desafios do ser humano é ser melhor do que
ele é. A mudança surge como a nossa maior dificuldade.
“There is nothing wrong with change, if it is in the right direction”[1]
Winston Churchill
Quais serão as razões pelas quais almejamos ser melhores do
que somos?
O que é que nos motiva? É uma necessidade real? É uma forma
disfarçada de egocentrismo e de competitividade? É algo nobre? Queremos fazê-lo
para manter alguém perto de nós? Queremos fazê-lo por alguém? No que é que nos
queremos modificar? Queremos eliminar alguma característica? Queremos
conquistar alguma coisa nova? Temos o que é preciso para conseguir a mudança?
Queremos dar-nos ao trabalho?
Podemos pensar na mudança como no tempo, tem um Passado, um
Presente e um Futuro. Podemos considerar o Presente, o momento que rodeia a
mudança propriamente dita.
Porquê falar neste assunto, na mudança, na evolução?
Como estudantes de uma filosofia ocultista, a nossa vida é à
volta da mudança, da evolução. Aumentar a consciência, o conhecimento, o não
fazer o mal, o bem fazer, ajudar os outros a crescer,…
Vamos então organizar a confusão da mudança e o que ela
implica na vida espiritual.
Em primeiro lugar temos de pensar, precisamos de mudar?
“Nothing is permanent, but change.[2]”
Heraclitus
Em tantas filosofias e mesmo na química, nada permanece
igual, tudo está em constante alteração, umas mais subtis, outras mais
evidentes. Assim, poderemos eventualmente chegar à conclusão que não temos
escolha, estamos sempre a mudar, mesmo que não tenhamos consciência disso. Mas
para uma melhor compreensão deste facto, foco a nossa atenção na vida humana.
Do nascimento à vida adulta, crescemos, aprendemos, cultivamos capacidades,
ganhamos competências sobre o nosso corpo (controlo de esfíncteres, p.e.), competências
sobre os outros (convencer os pais que precisamos de um determinado brinquedo),
competências sobre o mundo material (construção, agricultura, …), e de adultos
até à morte, vamos perdendo essas mesmas competências que nos custaram vários anos
a adquirir.
Mas por dentro, parece que nunca mudamos realmente. Quem não
se lembra de como era olhar para dentro e para fora nas diferentes idades da
vida? Há uma grande diferença de pequenos para jovens, mas a partir daí, parece
que o pensamento deixa de se alterar e tantas vezes ouvimos os mais velhos
dizer: “o corpo parece que vai ficando perro, deixo de reconhecer a pessoa que
me olha no espelho, mas por dentro, parece que nada se alterou, parece que
continuo com os meus 30 anos”.
A forma de sentir o pensar, a consciência que olha para
dentro e para fora, muda muito pouco ao longo dos anos. As nossas competências
mudam radicalmente, mas a consciência, essa, permanece praticamente igual. E o
que é que permanece praticamente igual também? Aquilo que chamam de
personalidade, de feitio, o nosso interior. Não são muitas as coisas que
conseguimos mudar numa vida. Para a maior parte das pessoas, é mesmo apenas uma
migalha daquilo que são.
Um dos grandes exemplos disto, é que os defeitos que temos
aos 20-30 anos, são os maiores determinantes da nossa personalidade aos 70
anos.
Mas será realmente assim?
Pensemos na clássica divisão da consciência, temos o
subconsciente, o consciente e o supra-consciente (ou id, ego e super-ego).
Temos o subconsciente, que poderíamos dizer que representa
os nossos impulsos, os nossos desejos. O consciente, é o que temos acesso ao
nosso “eu” num estado normal de consciência, é o que controla os nossos
impulsos e faz a gestão do que somos e, o supra-consciente é a base moral que nos
guia.
Poderíamos quase comparar um ao diabinho (subconsciente) e outro ao
anjinho (supra-consciente) que os desenhos animados costumam ter no seu ombro.
O nosso consciente passa muito tempo a parar os impulsos do inconsciente e uma
das demonstrações deste facto são os doentes que sofrem lesões no lobo
pré-frontal e que ficam “desfrontalizados”, exibindo comportamentos
inapropriados ao contexto em que se encontram, como masturbarem-se à frente do
empregado de mesa.
Com conceitos como este, surgem diferentes abordagens
filosóficas de como deveremos viver.
Em dois extremos teremos sub-grupos culturais, num deles
poderiam estar pessoas que seguem todos os impulsos que sentem no seu interior
e, no extremo oposto, os grupos de religiosos fanáticos que se esquartejam e
dilaceram o seu corpo como forma de corrigirem os seus impulsos.
Devemos controlar/modificar os nossos impulsos? Devemos
mudar aquilo que somos?
A resposta a esta questão e a forma de cada um encarar a
urgência da mudança, levarão a colocar-se entre os dois grupos e o que farão
para conseguir ou evitar a mudança.
Mas voltando atrás, teremos mesmo aos 70 anos, os defeitos
que tínhamos aos 30?
A verdade é que seremos o que formos sendo. Todas as
pequenas opções que formos tomando todos os dias da nossa vida, transformar-nos-ão
no que seremos no futuro e pelo que os outros conhecerão de nós.
Carregamos o peso de todas as decisões da nossa vida e em
cada momento, quando optamos pelo caminho dos impulsos, ou pelo caminho da
contenção, ou outra forma de viver a dualidade, estamos a modificar o que
somos.
Poderíamos dizer de forma leve que a mudança só depende das
nossas escolhas diárias.
Para fundamentar a minha argumentação com ensinamentos da
filosofia, focaria agora a atenção nos nossos corpos espirituais. Um deles, o
vital, baseia a sua estrutura no ritmo. É um corpo extraordinariamente
organizado e definido, pelo que qualquer alteração que se deseje fazer nele, é
necessário que se faça repetidamente. Ele é a base da nossa inércia que nos
dificulta a mudança, mas também permite, que dificilmente percamos as nossas
boas características.
Imaginemos o seguinte. Temos um daqueles pianos que tocam
sozinhos e ele está a tocar infinitamente a mesma música. Para alterarmos a
música, poderemos carregar em teclas novas, ou mesmo nas teclas que ele iria
tocar, impedindo a nota de soar. Mas, mal interrompêssemos a nossa acção, lá
voltaria ele a tocar a mesma música, sem alteração alguma.
Com o corpo vital, passa-se algo de semelhante, mas a
diferença é que ele tem memória. Assim, a mudança é possível, mas à custa de
muita repetição. Cada pequena alteração que vamos fazendo, cada momento que
escolhemos viver de outra forma, acrescenta uma pequena migalha diferente no
corpo vital. Com o tempo, com a soma de pequenas migalhas energéticas, vamos
mudando a sua estrutura, até que o que predomina é o que mudámos, mas ainda
assim a tarefa não acabou, a mudança do que somos só é completada, quando
retiramos completamente o padrão antigo, o que demora mais do que alterar
simplesmente o corpo vital, é também mudar os arquétipos do próprio corpo vital
e dos outros corpos.
Porquê o corpo vital? O corpo de desejos e a mente,
conseguem ter boas emoções e pensamentos facilmente, mas são instáveis.
Facilmente voltam ao ponto de partida, passam pelo cepticismo, alcançam a
glória e voltam ao sentimento de miséria. O corpo vital e o denso, funcionam
como barreiras e o que conquistarmos neles, aumentarão a sua capacidade de nos
defenderem. Ainda assim, não é apenas o trabalho neles que nos elevam, é
preciso também trabalhar o corpo de desejos e a mente. A vantagem de perceber a
necessidade de repetição, de disciplina, é o que fará a diferença entre o
avanço espiritual conquistado pelas diferentes pessoas.
Devemos lembrar as palavras do Apóstolo que Max Heindel cita
e que não me lembro onde, que nos dizem que apesar de anos e anos de
serenidade, o animal que existe dentro de nós pode sempre vir ao topo e dominar
o acontecimento.
Max Heindel diz que mesmo a mente mais impura pode ser
purificada em seis meses se a pessoa for instruída em colocar indiferença nos
pensamentos e emoções impuras. Ele próprio é exemplo disso, como se confessa em
vários escritos.
Assim, apesar de ter de se repetir várias vezes, a mudança é
possível. Só depende das nossas escolhas repetidas. Aqui, poderíamos citar o
velho exemplo dos fumadores e da dificuldade de abandonar esse vício. Mas há
aqueles que abandonam. Mas, tal como os alcoólicos, convém que mantenham a
escolha de não fumarem, ou o vício, mais cedo ou mais tarde, pode voltar.
Chegamos então à conclusão de:
- · É impossível não mudar, pois a mudança é a base da vida.
- · Temos impulsos dentro de nós, que estamos sempre a controlar, estamos sempre a modificar.
- · Seremos o que escolhermos ser.
- · A mudança só depende da nossa escolha diária.
E agora, vamos analisar: “o mudar para onde” e “até onde”.
Socialmente sabemos quais são as “boas” características de
uma pessoa. Mas espiritualmente quais são elas? Temos o mesmo objectivo que os
ateus? Temos o mesmo objectivo que as outras religiões e filosofias?
Podemos dizer que sim e que não, pois se é verdade que
queremos ser “boas pessoas”, que queremos ajudar os outros directa e
indirectamente, também é verdade que não estamos preocupados com o inferno, em
fazer ofertas aos espíritos da natureza ou com a impermanência do mundo.
Mas antes de “para onde”, é mais fácil falar do “até onde”.
Poderemos citar o Fernão Capelo Gaivota e dizer que os
limites são apenas aqueles que colocarmos a nós próprios. Estamos limitados
pelas nossas capacidades actuais, mas mais limitados ainda por aquilo que nos
limitarmos. É fácil demonstrar isto no mundo físico, pois quem tem medo de
alturas não consegue sequer olhar para a paisagem de um ponto de vista alto,
mas quem não tem medo, pode até realizar saltos em queda livre. O limite aqui é
o medo criado e gravado dentro de nós. Mas e a parte espiritual? Todas aquelas
características que parecem de livros de fantasia aos olhos do mundo? Essas
dizem que estão igualmente ao nosso alcance, mas o que nos limita não é só o
medo, mas o nosso trabalho interior e exterior. A purificação e aumento de
consciência interior e o trabalho exterior pelos outros e pelo mundo. Mas
também é dito que habitualmente, mesmo com muito trabalho, dificilmente numa
vida se faz mais do que 1 ou 2 iniciações e para muitos, nem sequer a este
passo chegarão. É de realçar que este facto não depende das regras cósmicas,
mas da dificuldade que realmente é, diariamente sermos melhores e melhores até
sermos dignos de tal honra.
Mas há uma informação importante que poderemos encontrar em
várias filosofias e religiões e que ainda não referi.
O acreditar, a fé. É mesmo como o Fernão disse, só depende
dos limites que colocamos na nossa mente. Se respondermos por impulso, sem
pensar, no que é que realmente acreditamos?
Aqui, é altura de lançar para o debate uma questão que me
apoquentou o espírito e dar-lhe um ponto de vista controverso.
O Pai Natal.
A fantasia do Pai Natal é dita como o que mantém as crianças
com fantasia, a acreditar na magia, no bem do mundo. E se eu disser que a
fantasia do Pai Natal pode mesmo ser uma das coisas que contribui para a
destruição do acreditar na magia e na fantasia?
O ponto de vista é este. Enquanto crianças, vamos
construindo a nossa fé, o nosso acreditar no que os nossos pais nos ensinam, no
que vivemos com eles. A maior parte dos adultos não acredita mesmo na magia e
na fantasia, e mesmo o acreditar em Deus, é algo vago e impreciso. É isto que
eles sentem. Mas tentam dar às crianças a noção da magia e da fantasia. E
fazem-no com algo que sabem que não existe. E fazem-no com algo bastante
egoísta: “fazes a carta ao Pai Natal e pode ser que ele te traga o que queres”.
Mas e quando a criança percebe que lhe mentiram e que as prendas são colocadas
por alguém da família? O que é que isso faz ao seu interior? À magia em que
eles acreditavam?
Uma possibilidade é que o momento em que se perde o
acreditar no Pai Natal faz com que se anule não apenas a fantasia do Pai Natal,
mas a noção do invisível e essa dor fica tão marcada, que durante anos poderá
ser um verdadeiro bloqueio interior, invisível ao acesso da consciência, mas
que inconscientemente nos bloqueia ao verdadeiro mundo da magia e das energias.
E depois, passamos anos e anos a tentar modificar a nossa fé, o nosso acreditar,
no verdadeiro mundo de onde viemos.
E quem diz o Pai Natal, dirá qualquer fantasia que se crie e
que não seja real. E se em vez de criarmos fantasias do que não existe,
ensinemos as “fantasias” que existem?
Mas lá está, é apenas uma ideia, no fundo surge de uma
grande questão:
Se somos seres
espirituais, viemos de um mundo espiritual, porque é que em todos os lados do
mundo existe o problema da fé e do acreditar e parece que ninguém tem uma
solução fácil?
Deixando agora devaneios intelectuais sobre o problema da insuficiência
do acreditar, é importante reforçar que é no que acreditamos do fundo do
coração, que nos limita e nos orienta para a mudança.
“Change means movement. Movement means friction. Only in the
frictionless vacuum of a nonexistent abstract world can movement or change
occur without that abrasive friction of conflict.[3]”
Saul Alinsky
Ainda antes de chegarmos à conclusão de qual é o nosso guia
para a mudança, temos que perceber o quanto ela nos vai custar.
Se existe uma grande verdade do pensamento materialista, é
que nada é de graça. Nada nos é oferecido no caminho espiritual. Tivemos que
trabalhar bastante para o conquistarmos.
Assim, é importante juntarmos à discussão que as mudanças
são possíveis, mas à custa de trabalho, dedicação, mas também à custa de algo
mais. Para mudarmos, para crescermos, precisamos de ganhar alguma nova
característica, mas para isso acontecer, passa normalmente por perder alguma
coisa.
Se quisermos ser pessoas sempre/quase sempre serenas, o que
é que temos de abdicar? Temos que abdicar da impulsividade, pois se somos
impulsivos, não conseguiremos manter a calma quando somos provocados. E que
mais? Para as nossas emoções estarem calmas, e sermos calmos por dentro e por
fora, então não podemos cultivar um corpo de desejos descontrolado, temos que
mantê-lo orientado e sossegado. E para tal temos que evitar ambientes confusos,
barulhentos, perturbadores. Até quando? Até termos conseguido transformar o
nosso interior ao ponto de nãos nos perturbarmos e permanecermos calmos.
Este é um exemplo da nossa estabilidade emocional, mas e das
capacidades espirituais? Nessas temos o relato do Max Heindel que nos escreve
em relação à visão espiritual. Ele diz-nos que, regra geral, para vermos nos
mundos espirituais, deixaremos de ver tão claramente no mundo físico, ou seja,
a nossa visão física fica mais desfocada, menos clara. Na prática, aqueles que
não precisavam de óculos, poderão vir a precisar.
Mas no final de tanta conversa, temos de mudar, depende do
que acreditamos, mas e para onde devemos mudar, o que é que devemos mudar? E
com que intenção?
Tal como em variadíssimos momentos e partes da nossa vida, a
motivação com que fazemos uma coisa, é quase tão importante quanto o que
fazemos.
No mundo da espiritualidade, o estado emocional e mental,
incluindo a motivação na origem, determina o resultado, uma vez que se admite
que as emoções e pensamentos de cada um, influenciam o mundo.
Não será demais referir o problema de uma pessoa querer
desenvolver-se espiritualmente para atingir algum benefício monetário. Também é
importante referir o problema da ambição do poder, da fama, da influência, …
Qualquer uma destas alternativas, resulta em graves consequências para a pessoa
que por estas motivações agir. A grande regra da espiritualidade é que qualquer
capacidade, faculdade, dom, … deve ser utilizada para o bem dos outros, para a
evolução humana e do universo, e não pode conter qualquer traço que seja para a
superioridade de alguma forma de quem a pratica. Devemos estar imbuídos do mais
elevado altruísmo quando agimos. É aqui que entra a recomendação de não se
levar dinheiro por qualquer capacidade verdadeiramente espiritual. Não podemos
cobrar pelos ensinamentos e pelas faculdades que não nos foram cobradas.
O problema da intenção com que fazemos algo é que vai
contaminar as nossas acções. Assim, dar de comer a quem nada tem, se for feito
porque fica bem ou algo do género, essa mesma superficialidade que nos
alimenta, alimentará o acto e a pessoa alvo, será nutrida a nível físico, mas ficará
pobre a nível espiritual. E essa pobreza de profundidade, de sentido, criará um
vazio na pessoa que realizou o acto, levando-a mais tarde ou mais cedo a ficar
vazia por dentro.
A motivação segura que nos pode guiar é o bem fazer pelos
outros, sem esperarmos retorno.
E qual deve ser o nosso objectivo? Para onde devemos fixar o
nosso horizonte?
Como na condução de um carro, devemos saber qual é o nosso
destino na viagem, mas se estivermos apenas preocupados com o destino, vamos
bater nos outros carros e perdermo-nos pelo caminho e se só estivermos
preocupados com os outros carros e com o caminho que vemos, também não
chegaremos a nenhum destino em especial.
Devemos ter objectivos a curto, médio e longo prazo, só
assim poderemos manter-nos orientados e claro, devemos estar preparados para a
necessidade de os mudarmos. Mas o foco da nossa atenção deve ser mantê-los a
todos em vista, mas com particular cuidado com os objectivos a curto prazo.
No estudo da nossa filosofia, poderíamos dizer que
deveríamos colocar como objectivos: melhorar o nosso interior, servir a
humanidade e desenvolver as nossas capacidades. Os métodos para isto se tornar
realidade, dependem de cada um. E os objectivos em particular que escolheremos,
também vão depender de cada um, ao que cada um já resolveu e dá prioridade. Mas
será também de relembrar que podemos querer ter todas as capacidades
fantásticas, mas se não tivermos estrutura mental e emocional para elas, será a
nossa perdição e destruição. Quanto maior o poder, maior o desenvolvimento,
maior é a responsabilidade pelas nossas acções directas e indirectas.
O nosso objectivo primordial deve ser melhorar e desenvolver
o nosso interior pelo trabalho rotineiro, disciplinado e servindo os outros,
começando no nosso círculo próximo.
Como conclusão deste longo texto temos:
- · É impossível não mudar, pois a mudança é a base da vida.
- · Temos impulsos dentro de nós, que estamos sempre a controlar, estamos sempre a modificar.
- · Seremos o que escolhermos ser.
- · A mudança só depende da nossa escolha diária.
- · Os limites da mudança dependem dos nossos limites, do que acreditamos.
- · O que acreditamos, orienta-nos a mudança, mas não a determina.
- · A mudança depende de perdermos qualquer coisa e este perder, pode ser mais vasto do que imaginávamos.
- · O acreditar são os faróis que iluminam a estrada, os nossos objectivos e motivações são o condutor, mas são as nossas acções que são o volante e o motor que determinam o caminho que percorremos.
- · Temos de ter bastante cuidado com os objectivos, com o que nos motiva e qual a prioridade que damos aos diferentes objectivos.
- · Relembrar o famoso ditado: “de boas intenções, está o inferno cheio”. E é fundamental também relembrar que nem sempre a mudança nos traz logo felicidade, mas que o mundo e a vida são feitos de ciclos e a escuridão desaparecerá com o início da iluminação.
O nosso interior é forte, mas as nossas emoções e
pensamentos são facilmente corruptíveis. É preciso estarmos sempre atentos ao
nosso interior e ao nosso exterior, é a única forma de nos assegurarmos diariamente
que estamos a ir para onde desejamos.
E após já me ter alongado bastante, termino dizendo que este
tema e os que aqui foram desenvolvidos, têm muito mais para serem desenvolvidos
e estruturados.
A evolução
é a mudança orientada para algo melhor.
--------------------------------
Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel
[1]
“Não há nada de errado com a mudança, desde que seja na direcção correcta.”,
Winston Churchill
[2]
“Nada é permanente, apenas a mudança.”, Heraclitus
[3]
“Mudança significa movimento. Movimento significa fricção. Apenas no vácuo sem
fricção de um mundo abstracto inexistente pode o movimento ou a mudança ocorrer
sem a fricção abrasiva do conflito”, Saul Alinsky