Ao longo da infância ensinam-nos que é feio mentir, roubar e ser egoísta.
Nessa altura, o egoísmo circunscreve-se a actos de partilha de brinquedos e só
a maturidade que a idade traz consigo, é que permite que as crianças o consigam
fazer de um modo mais pacífico.
Existem depois alguns mitos sobre o egoísmo. Diz-se, por exemplo, que os
filhos únicos são mais egoístas. Não creio que uma coisa implique
necessariamente a outra. Conheci bastantes filhos únicos que praticavam actos
de altruísmo, enquanto que outros, embora crescessem no seio de uma prole
numerosa, tendiam a viver egocentrados. Tudo se baseia muito mais na educação e
nos valores que são transmitidos e interiorizados.
A verdade é que muitas pessoas mantêm uma postura egoísta ao longo de toda a
vida. São totalmente incapazes de ver algo que vá para além dos cinco
centímetros do seu umbigo. Os outros estão ali unicamente
para os servir. Adoram ter uma plateia que os oiça, pouco se importando se
mesmo ao lado, existe um amigo que necessita de um ombro.
Não escutam ninguém, até porque os problemas das outras pessoas não lhes
interessam rigorosamente nada! Importa verem-se rodeados de gente alegre, “boa
onda”, com sorriso nos lábios e piada na ponta da língua... em regra
procuram amizades com as quais possam lucrar algo, quer se trate de
comodidades, ou de status já que vivem numa lógica de “autoestima por
procuração”, ou seja, acabam por sentir que, ao darem-se com alguém que se
destaca socialmente, podem eles próprios usufruir desse brilho e saírem valorizados.
Certo é que se olharmos para os lados, constataremos de imediato que na
nossa sociedade imperam os egoístas. Daqui se pode concluir, numa lógica de
selecção natural, que estão mais adaptados à realidade e, por isso mesmo, os
altruístas passaram a ser em menor número. Será então que o egoísmo, se pode
considerar como parte integrante do instinto de sobrevivência?
Duvido um pouco mas o que é inegável é que os egoístas vivem melhor, porque
criaram uma imunidade ao exterior, uma espécie de carapaça de protecção que não
permite que nada os toque profundamente e esquivam-se a qualquer sofrimento ou
angústia existencial. Jamais perderão uma noite de sono a pensar na tristeza
que viram no olhar de um amigo, ou no modo como o podem ajudar (até porque não
possuem essa capacidade de empatia). E assim vão vivendo, à margem de tudo o
que vá para além deles … sofrem menos, é verdade, mas também não sentem a
emoção de um amor ou de uma amizade verdadeira...
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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel
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