Bem-vindo

Bem-vindo ao nosso Blogue.

É nosso objectivo de uma forma simples organizar alguma informação e dar a conhecer a Filosofia Rosacruz e a possibilidade de a estudar e de a viver.

Sintam-se à vontade para questionar a validade de tudo, pois só o que fizer reflexo em nós, só o que acreditarmos como verdade, é que o devemos aceitar.

Em seguida aparece a última mensagem que foi escrita e no final o Arquivo do Blogue.

Que a Luz esteja convosco.

O poder da palavra "não"

Será que muitas vezes não dizemos não pelo medo da crítica, da reprovação ou de assumir a posição de rejeição e consequentemente para não ferir a nossa faceta egocêntrica?

Ou será porque não assumimos certas fraquezas e temos por vezes pouca auto confiança e preferimos a aprovação imediata dos outros?

Por outro lado ninguém aceita um não sem perguntar porquê…ou quem o diz tem necessidade de se explicar e essa explicação pode ser incómoda, complexa e difícil.
Porque é que à primeira vista o não é sempre doloroso e tem conotação negativa?L

E o sim tem uma interpretação mais positiva, permissiva e é encarado com mais facilitismo? J

Na minha  otica o sim não necessita de tanto desgaste energético porque não gera discussão ou discórdia, mas faz muitas vezes engolir “muitos sapos”.

No entanto o sim pode ter consequências pouco proveitosas ou “didáticas” . Pode até ter consequências nefastas quando utilizado indevidamente, como por exemplo por preguiça mental, ou para evitar criticas ou discórdia…

O não pode ser dito de várias formas e por várias palavras com uma conotação menos agressiva:

Talvez…
Veremos…
Decidirei mais tarde…
Depende do assunto e a quem se diz.

O não tem a vertente do dizer e do ouvir. O que custa mais dizer ou ouvir não? Deixo esta questão…

Tanto o não como o sim devem ser pensados e ditos sempre com muita ponderação.
Pois essa palavra conotada tão negativamente também terá a sua vertente necessária.

Todas as palavras aplicadas com ponderação e explicadas devidamente serão compreendidas.

O poder da palavra não - “a capacidade de dizer não”

Um tema comum que nos persegue quase todos os dias. A mudança de título de “a capacidade de dizer não” para “o Poder da palavra não”, aconteceu porque quando comecei a pesquisar percebi que a palavra “não” tem muito mais para sabermos do que apenas saber dizê-la.
Etimologia[1]:
  1. Latim SIC, “assim”. Estranhamente, não existia “sim” nesse idioma. Para responder afirmativamente, ou eles repetiam a frase interrogativa ou diziam “assim”.
  2. Latim NON, “não”, do Indo-Europeu NE, “não”. Mudou pouco em milhares de anos.
Definição no dicionário:
“Não: advérbio. Partícula negativa à oposta afirmativa sim.”
Quando fiz a pesquisa etimológica da palavra, esta não foi muito esclarecedora pois todos nós sabemos o que quer dizer “não” e que essa palavra tem uma conotação negativa, de recusa ou de negação. Mas achei interessante que contrariamente à palavra “sim”, “não” sempre existiu e que se manteve quase inalterado ao longo de todos estes séculos (por isso já deveríamos estar mais confortáveis com ela).


A capacidade de dizer não

Acho que a capacidade de dizer não, é um tema sensível a muitos (pelo menos a mim, é), porque não somos capazes de o fazer, ou porque se o fazemos a nossa consciência fica pesada e a pensar o que outro achou da nossa decisão. 

Durante a minha pesquisa sobre este assunto encontrei uma frase que, na minha opinião, ilustra muito bem esta situação:

”Dependendo do grau de submissão que sentimos em relação à opinião dos outros sobre nós mesmos, percebemos maior ou menor dificuldade em dizer não.”

Esta frase demonstra que o maior entrave à nossa capacidade de dizer não, somos nós próprios, a nossa baixa autoestima, eu diria até alguma falta de autoconfiança.

Relembrando um pouco o texto do mês passado eu penso que esta questão está também interligada, pois ao dizer “não” a nossa atitude por ser vista com egoísta, mas se dissermos sempre “sim” a tudo, deixamos de ser altruístas, e fazemos as coisas para não querer ter chatices com os outros.

Um bom exemplo disso é a luta constante entre pais e filhos, em que muitas vezes (e cada vez mais) o pai acaba sempre por ceder e o filho vai crescendo com uma sensação de força e poder sobre eles. Essa criança vai um dia ser adulta e vai ter muita dificuldade em ser contrariada e de ouvir “não”.
A capacidade de ouvir “não”

É algo, como eu referi acima que começa desde cedo, faz parte da educação de cada um.
Li um artigo num blog[2] que falava sobre uma criança com necessidades especiais ter aversão à palavra “não” e ficar muito agressiva quando contrariada. Reação aparentemente causada por uma experiência negativa que teve anteriormente em casa. Neste caso a culpa não é da criança, mas sim dos pais que não souberam lidar com a situação e dizer “não” de uma maneira mais subtil.

Há pessoas mais “bem resolvidas” que conseguem aceitar críticas e utilizá-las para o próprio crescimento pessoal, mas existem pessoas que necessitam ainda de trabalhar para desenvolver essa capacidade, que na minha opinião começa em nós próprios.

A capacidade de dizer não a nós próprios: Autodisciplina

Não é porque nos tornamos adultos que a educação tem que acabar. Deixamos de ser educados pelos nossos pais para passarmos a educar-nos, a autodisciplinarmo-nos, e para isso é preciso termos a capacidade de dizer não a nós próprios, de dizermos não ao comodismo, à preguiça, à saída mais fácil. Contrariar essa nossa parte fará de nós pessoas mais “bem resolvidas” e capacitadas de aceitar um “não” vindo de outros.

--------------------------------
Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel




[1]
                        [1] Informação retirada do blog: http://origemdapalavra.com.br/palavras/nao/