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Bem-vindo ao nosso Blogue.

É nosso objectivo de uma forma simples organizar alguma informação e dar a conhecer a Filosofia Rosacruz e a possibilidade de a estudar e de a viver.

Sintam-se à vontade para questionar a validade de tudo, pois só o que fizer reflexo em nós, só o que acreditarmos como verdade, é que o devemos aceitar.

Em seguida aparece a última mensagem que foi escrita e no final o Arquivo do Blogue.

Que a Luz esteja convosco.

Saber Amar

“Não ama a Deus quem maltrata seu semelhante lhe fere a alma e o coração”.
“Só uma coisa o Mundo precisa saber: só existe um bálsamo para todas as humanas dores; só há um caminho que conduza aos céus: este caminho e COMPAIXAO e  AMOR”.  Max Heindel

SABER AMAR....
Muitas vezes duas almas se chamam, mas mais parecem duas magoas que se atraem....
Qual será o motivo que nos leva a escolher alguém que vai reabrir as nossas feridas?
 Escolhemos sempre o mesmo tipo de pessoa, repetimos os mesmos comportamentos errados (agradar, esconder as nossas fraquezas, calar as duvidas, os medos....).e depois a cada insucesso deduzimos que somos incapazes de nos fazer amar!

Essa dedução vem de bem longe, a criança sempre prefere pensar que é ela a culpada da falta de amor da parte dos pais! E vai carregar essa crença ao longo da vida.
Para poder amar livremente devemo-nos livrar desses sentimentos de vergonha e de desvalorização

O que é amar?
Erich Fromm diz: “O amor é uma preocupação activa pela vida e o crescimento de quem amamos. Onde falta essa preocupação afectiva não há amor.” (L’Art d aimer)
O que significa que no momento em que magoamos, humilhamos, traímos uma pessoa, não a amamos. As únicas intervenções brutais realmente motivadas pelo amor são as que se destinam a salvar um ser de um perigo.

E será que é esse mesmo estado interior que nos move quando obrigamos os nossos filhos a fazer algo e a obedecer? Nesses momentos estamos a ensinar erradamente que amar e ser frio, duro, inacessível e ignorar os sentimentos. Deveremos ao contrario ensinar que o verdadeiro amor é feito de empatia e de partilha, de atenção e respeito, de intimidade e ternura, de aproximação afectiva e de gratidão.

O amor implica a responsabilidade. Como explica a raposa ao Principezinho, “tu ficas responsável para todo e sempre por aquilo que aprisionaste”.

Amar é responder pela relação, estar atento as necessidades do outro. Não toma-las a nosso cargo, mas respeita-las, ouvi-las e dar-lhes respostas. Amar é estar atento a nossa maneira de tratar o outro.
O amor implica comunicação, escuta, respeito e não é compatível com a humilhação (que são manifestações de frustração e raiva).

O respeito é a capacidade de ver a pessoa tal como ela é, desejar o seu desenvolvimento segundo os seus próprios desejos e caminhos e não os nossos projectos.

Enquanto tivermos necessidade do outro para preencher os nossos vazios, aquilo que chamamos amor parece-se com amor, mas não e amor.

Amar é abrir-se á realidade do outro, tal como ele é, sem procurar modela-lo segundo as nossas expectativas, e encoraja-lo no seu caminho, mesmo que não seja o nosso, respeitando e exprimindo as nossas necessidades obviamente.

Temos que ser gratos a essa pessoa não tanto por tal gesto ou palavra, mas simplesmente porque ela existe e nos permite viver essa experiencia.

Para que uma relação seja duradoura deve ser um lugar de desenvolvimento mútuo, precisa de se manter sã, fluida e simultaneamente sólida e leve (junco).

Amar não quer dizer confundir-se um com o outro. Um casal vivo é uma relação que permite a cada um tornar-se, dia a dia, cada vez mais ele próprio. O outro confronta-nos connosco, com os nossos limites, a nossa educação, os nossos sentimentos recalcados. Quando fechamos o nosso coração ao outro, quando o acusamos de todos os males, e porque tropeçamos nas nossas próprias emoções inconscientemente. 

Conservar o coração aberto de cada vez que podemos ter vontade de fecha-lo é uma maneira não só de proteger a relação mas de crescer pessoalmente.

Ser altruísta não é negação de nos próprios, mas pelo contrário, o alargamento da nossa consciência para integrar o outro. O altruísta é capaz de empatia, de cooperação e comprometimento social. É responsável, o que quer dizer que tem consciência das consequências dos seus actos a curto e longo prazo, perante o outro e o futuro. Dirige a sua vida com ética. O altruísta ama-se e respeita-se suficientemente para nunca realizar um acto que ira contra a sua auto-estima.

A PRISÃO DO ORGULHO
Choro, metido na masmorra
Do meu nome.
Dia após dia, levanto, sem descanso,
Este muro à minha volta;
E à medida que se ergue no céu,
Esconde-se em negra sombra
O meu ser verdadeiro.
Este belo muro
É o meu orgulho,
Que eu retoco com cal e areia
Para evitar a mais leve fenda.
E com este cuidado todo,
Perco de vista
O meu ser verdadeiro.
— Rabindranath Tagore, "O Coração da Primavera"

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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel