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Bem-vindo ao nosso Blogue.

É nosso objectivo de uma forma simples organizar alguma informação e dar a conhecer a Filosofia Rosacruz e a possibilidade de a estudar e de a viver.

Sintam-se à vontade para questionar a validade de tudo, pois só o que fizer reflexo em nós, só o que acreditarmos como verdade, é que o devemos aceitar.

Em seguida aparece a última mensagem que foi escrita e no final o Arquivo do Blogue.

Que a Luz esteja convosco.

Carências Afectivas

Carência - falta, ausência, privação, necessidade, privação…
Afectos - é algo que se exprime através das emoções que traduz em geral à mente emoções ditas primárias ou universais – alegria, tristeza, medo, cólera, surpresa ou aversão…
A expressão “estou carente” surge também de um pedido indirecto de atenção e afecto, cujas origens serão diversas.
- de infância, derivado à falta de carinho parental ou surgimento de um irmão mais novo em que a divisão de afectos pode vir a constituir um sentimento de falta. Posteriormente a criança pode desenvolver um sentimento de que não merece mais do que lhe é proporcionado e pode desenvolver comportamentos exibicionistas como forma de chamar atenção. Com frequência uma infância infeliz é muitas vezes desculpa para provocar uma reacção de compaixão ou até de protecção. A vida parece ficar mais leve e colorida quando temos o apoio de alguém do nosso lado “amar e ser amado”, parece ser a fórmula para resolver os nossos problemas, contudo, na contramão da nossa vida esquecemos que pode surgir a falta desse amor e termos que caminhar sós e surge a insegurança. (medo de não ser amado)
- de outras vidas, desde tempos primórdios que se diz que o ser humano nasceu para viver em grupos, por isso é comum que se deseje companhia na maior parte do tempo. Nas eras primitivas esse agrupamento tinha como finalidade defender-se de predadores, depois a família em defesa de uma sociedade, etc., e assim se criou o paradigma de que quem está só, corre perigo. (medo da solidão, só, não ter com quem contar)

Sempre que colocarmos as nossas necessidades mais prementes no exterior ou nos outros, jamais iremos conseguir resolver as nossas inseguranças. As pessoas ou coisas que desejamos encontrar não é senão os reflexos daquilo que buscamos internamente para nos preencher. As pessoas doam-se inteiramente a outro, abrindo mão da sua própria vida, julgando assim suprir as suas necessidades. Não vêem que o fosso cada vez fica maior. Baixa de auto estima leva-nos a mais carências. Devemos aprender a reconhecer nos outros, pequenos gestos como uma atitude afectiva, que nos irá suprindo e também reconhecer o quanto somos maravilhosos e merecedores. (Os relacionamentos deverão ser motivados pelo companheirismo e não pela necessidade.) a relação implica uma troca, em que se dá e se recebe, mas normalmente estamos habituados a dar e a ficar à espera – cobrança. Sem nos apercebermos damos, para assim obrigarmos o outro a dar de volta.
Muitas são as causas, porém faz parte do consenso geral, que a forma como nos afectam estão relacionadas directamente com a forma como cada indivíduo é introduzido nas experiências sociais, seu carácter, pois é certo que cada pessoa, por ser única, reage de acordo com a sua maneira de ser e de encarar a vida, quando exposta a diferentes circunstâncias em seu processo de desenvolvimento e suas vivencias.
Ser carente não é de facto o problema, mas o que fazemos com essa carência é que nos revela.
Muitos usam a carência como defesa, solução ou desculpa.
Podemos estar acompanhados e sentirmo-nos sós.
O processo de autoconhecimento é parte de um processo para vivermos mais felizes e parar de idealizar, ordenando sonhos e expectativas, ajuda-nos a superar a nossa dor.
Somos responsáveis pelas nossas decisões, escolhas, de uma forma ou de outra tudo foi desejado consciente ou não, e as nossas escolhas devem levar-nos a um caminho de felicidade mesmo que esta aparentemente não esteja tão visível.

E por conclusão tudo deriva de uma origem – MEDO.


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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel