Carência - falta, ausência, privação,
necessidade, privação…
Afectos - é algo que se exprime
através das emoções que traduz em geral à mente emoções ditas primárias ou
universais – alegria, tristeza, medo, cólera, surpresa ou aversão…
A expressão “estou carente” surge também de um pedido
indirecto de atenção e afecto, cujas origens serão diversas.
- de infância, derivado à falta de carinho parental ou
surgimento de um irmão mais novo em que a divisão de afectos pode vir a
constituir um sentimento de falta. Posteriormente a criança pode desenvolver um
sentimento de que não merece mais do que lhe é proporcionado e pode desenvolver
comportamentos exibicionistas como forma de chamar atenção. Com frequência uma
infância infeliz é muitas vezes desculpa para provocar uma reacção de compaixão
ou até de protecção. A vida parece ficar mais leve e colorida quando temos o
apoio de alguém do nosso lado “amar e ser amado”, parece ser a fórmula para
resolver os nossos problemas, contudo, na contramão da nossa vida esquecemos
que pode surgir a falta desse amor e termos que caminhar sós e surge a
insegurança. (medo de não ser amado)
- de outras vidas, desde tempos primórdios que se diz que o
ser humano nasceu para viver em grupos, por isso é comum que se deseje
companhia na maior parte do tempo. Nas eras primitivas esse agrupamento tinha
como finalidade defender-se de predadores, depois a família em defesa de uma
sociedade, etc., e assim se criou o paradigma de que quem está só, corre
perigo. (medo da solidão, só, não ter
com quem contar)
Sempre que colocarmos as nossas necessidades mais prementes
no exterior ou nos outros, jamais iremos conseguir resolver as nossas
inseguranças. As pessoas ou coisas que desejamos encontrar não é senão os
reflexos daquilo que buscamos internamente para nos preencher. As pessoas
doam-se inteiramente a outro, abrindo mão da sua própria vida, julgando assim
suprir as suas necessidades. Não vêem que o fosso cada vez fica maior. Baixa de
auto estima leva-nos a mais carências. Devemos aprender a reconhecer nos outros,
pequenos gestos como uma atitude afectiva, que nos irá suprindo e também
reconhecer o quanto somos maravilhosos e merecedores. (Os relacionamentos deverão ser motivados pelo companheirismo e não pela
necessidade.) a relação implica uma troca, em que se dá e se recebe, mas
normalmente estamos habituados a dar e a ficar à espera – cobrança. Sem nos
apercebermos damos, para assim obrigarmos o outro a dar de volta.
Muitas são as causas, porém faz parte do consenso geral, que
a forma como nos afectam estão relacionadas directamente com a forma como cada indivíduo
é introduzido nas experiências sociais, seu carácter, pois é certo que cada
pessoa, por ser única, reage de acordo com a sua maneira de ser e de encarar a
vida, quando exposta a diferentes circunstâncias em seu processo de
desenvolvimento e suas vivencias.
Ser carente não é de facto o problema, mas o que fazemos com
essa carência é que nos revela.
Muitos usam a carência como defesa, solução ou desculpa.
Podemos estar acompanhados e sentirmo-nos sós.
O processo de autoconhecimento é parte de um processo para
vivermos mais felizes e parar de idealizar, ordenando sonhos e expectativas,
ajuda-nos a superar a nossa dor.
Somos responsáveis pelas nossas decisões, escolhas, de uma
forma ou de outra tudo foi desejado consciente ou não, e as nossas escolhas
devem levar-nos a um caminho de felicidade mesmo que esta aparentemente não
esteja tão visível.
E por conclusão tudo deriva de uma origem – MEDO.
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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel
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