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Bem-vindo ao nosso Blogue.

É nosso objectivo de uma forma simples organizar alguma informação e dar a conhecer a Filosofia Rosacruz e a possibilidade de a estudar e de a viver.

Sintam-se à vontade para questionar a validade de tudo, pois só o que fizer reflexo em nós, só o que acreditarmos como verdade, é que o devemos aceitar.

Em seguida aparece a última mensagem que foi escrita e no final o Arquivo do Blogue.

Que a Luz esteja convosco.

O Apelo à Mudança

Escolhi este tema porque penso que nos tempos que correm, todos nós somos, de uma maneira ou, de outra chamados a mudar.

Para mim uma das maiores dádivas que a vida dá ao ser humano, é isso mesmo, o livre arbítrio, é a capacidade de em qualquer altura se poder mudar. Está-se sempre a tempo. Nós sabemos que temos coisas no nosso interior, coisas que guardamos muito bem guardadas, e que sabemos que estão lá, que precisam de ser mudadas, que existem porque fazem parte de nós mesmos e sem elas não era possível crescer e evoluir.

A mudança. A palavra, em si é muito simples. Mas, na prática uma mudança pessoal pode levar anos, mesmo muitos anos a ser efectuada. Implica muitos factores, a aceitação, o tempo próprio para acontecer, quando se efectua, e depois, o merecimento enorme que se sente, quando a mudança se dá. Tenho a percepção, ou a noção, porque já o senti, da sensação de satisfação, de estarmos bem, quando se passa por tal experiência. É, como se o mundo mudasse quando nós mudamos.

Comigo aconteceu, e gostava de vos falar aqui sobre isso.

Durante muitos anos fugi de mim mesmo. Fugi de um problema negando-o, ao mesmo tempo que dizia para toda a gente, que estava tudo bem mas, sobretudo era a mim mesmo que enganava. Fui, como que construindo uma máscara à volta do que a vida me dizia para encarar com coragem. Porquê. Por medo do que iria ser encarar o problema de frente. Sim, com medo de que o resultado, de enfrentar esse mesmo problema, isso resultasse numa experiência, que me trouxesse mais sofrimento. No fundo sentia que em alguma altura iria dar o salto. Mas, o conforto ilusório de permanecer na mesma, era sempre mais forte. Então a vida deu um jeito. Como não queria perceber a bem, então comecei por apanhar com coisas mais dolorosas. Sempre adiando, e dizendo que não as merecia, lá vinha outra experiência, para me acordar, para que despertasse da minha letargia. Não vos vou dizer, o número de pessoas que se cruzaram no meu caminho, lembrando-me para a importância de mudar. Foram bastantes mas, eu é que estava certo, todos os outros é que estavam errados.

No meu caso mudar passou pelo facto de aceitar que possuo uma doença. Acreditem, que quando disse e aceitei isto a mim mesmo, foi como se um sem número de portas se abrissem no meu caminho. É simplesmente, isto, dizer sim aquilo que somos com as nossas limitações. É um passo gigante no conhecimento de nós mesmos. E, depois somos levados a pensar, o quanto somos criaturas fantásticas. Embora vos diga que não acaba aqui, pois logo de seguida, aparece um novo desafio, por resolver. O importante é perceber as diferenças, e não paramos nunca no tempo.

Penso pois que mudar é aceitar, mas também querer crescer espiritual e emocionalmente. Ninguém disse que seria fácil, pois assim sendo, não valeria a pena.

Eu mudei porque cheguei a um tal ponto que percebi que a única pessoa a quem estava realmente a fazer mal, era a mim mesmo.

Depois veio o meu trabalho. Posso dizer-vos, que andei vinte e poucos anos, a tentar dar um sentido aquilo que fazia e, após esse tempo a empresa sentou-me numa cadeira, durante quase dois anos, para que percebesse, o que realmente queria fazer. Sou um rapaz de sorte porque nos dias de hoje, já teria sido despedido.

Até que a oportunidade, de que andava à procura durante todos aqueles anos surgiu. Mudei e evolui, essa mudança trouxe-me uma nova ocupação, um trabalho que para mim constitui um desafio, mais motivante e no qual me empenho.

As lições são duras até que percebamos que não vale a pena resistir. O Universo é perfeito e tem aquilo de que precisamos. Porquê preocupar-mo-nos. Não vale a pena, as coisa são mesmo assim.

Contudo a mudança de que aqui estou a falar é profunda, saí do íntimo de cada um. Cada pessoa sabe e tem consciência disso mesmo, ou seja daquilo que precisa alterar a bem de si próprio e dos outros.

Não se trata de sinais exteriores como ter uma grande casa, ter um belo carro, andar vestido com roupas da última moda.

Penso que a crise que vivemos tem a ver com isto, as pessoas continuam a fugir de um lado para o outro, à procura do ter sem se lembrarem do mais importante que é o ser.

As pessoas não querem perceber, então o Universo começa por tirar coisas, passa a haver desemprego.

A obsessão de arranjar dinheiro para não terem de abdicar das suas vidas. Mais tarde ou mais cedo vem uma lição dura, ou mais dura ainda, se for preciso uma lição duríssima.

Tudo porque continuamos a querer levar a vida que sempre fizemos.

Por isso a mudança mais tarde ou mais cedo ocorre, e apercebe-mo-nos , do quanto importante isso é, e o significado que emana para as pessoas que nos rodeia e para o mundo. Considero-a uma bênção.

Existe uma espécie de perigo no excesso de confiança em relação ao acharmos que se já mudámos, já não voltamos a cair no mesmo erro. Não é verdade. Quando por vezes precisamos de ser abanados, a vida encarrega-se de nos dar um empurrão.


É verdade quando menos se espera lá estamos nós a viver as mesmas emoções, por vezes o medo assola-nos, e inconscientemente, a nossa realidade diz-nos que é preciso parar para pensar. Estamos a fazer alguma coisa da maneira errada. E, assim vamos aprendendo, com o tempo a ler os sinais, e a evoluirmos sem que isso nos traga tanto sofrimento. Por vezes esquece-mo-nos mas, a nossa luz interior está lá para nos lembrar e ajudar.

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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel