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Sexo e Espiritualidade

O Frágil Equilíbrio do Sexo
Suas Relações Num Mundo em Transformação


“A relação entre os corpos físicos masculino e feminino, que o Homem denomina relação sexual, é considerada de suma importância nesta época. No vale da ilusão, o símbolo absorve freqüentemente a atenção e se esquece o que este representa. Com a solução desta relação sobrevirá a iniciação racial, e disto a raça ocupa-se agora.” Alice Bailey 

O SEXO E A ESPIRITUALIDADE
“Uma mente que está buscando não é uma mente apaixonada, pois a única maneira de descobrir o amor é dar com ele sem buscá-lo – encontrá-lo não deliberadamente, nem como resultado de qualquer esforço ou experiência. Tal classe de amor, descobrirão, não pertence ao tempo; semelhante amor é tanto pessoal como impessoal, é a unidade, é os muitos. É como uma flor perfumada; pode-se deter ante o seu aroma ou seguir o caminho. A flor é para todos e para quem que se toma ao trabalho de inalar-lhe profundamente e observá-la com prazer. Estar próximo do jardim ou muito longe é o mesmo para a flor, que está tão transbordante de perfume que o compartilha com todos.

O amor é algo novo, fresco, vivente. Não tem ontem nem amanhã. Mora além da agitação do pensamento. Somente a mente inocente conhece o que é o amor, e a mente inocente pode viver no mundo que não é inocente. Encontrar esta coisa tão extraordinária que o homem tem perseguido incessantemente através do sacrifício, da adoração, da relação, do sexo ou de toda forma de prazer ou de dor, só é possível quando o pensamento chega a compreender a si mesmo e naturalmente esgotar-se e chega a seu fim. Assim, o amor não tem oposto, não tem conflito.” J. Krishnamurti – Liberdade Total

“A energia sexual utilizada pela Natureza para o propósito da reprodução é em seu caráter essencial a energia fundamental da vida. Não pode ser usada para a elevação mas sim para certa intensificação da vida vital-emocional; pode ser controlada e desviada do propósito sexual e usada para uma frutificação estética ou artística, ou qualquer outra forma de criação ou produtividade, ou preservada para a elevação do intelecto ou outras energias. Sendo completamente controlada, é possível sua transformação numa força de energia espiritual. A energia do sexo mal empregada leva à desordem e à desintegração da energia vital e seus poderes.” Sri Aurobindo – A Mãe Natureza, sobre o Alimento e a Vida

É significativo o fato de que a função do centro sacro, o mais associado com o impulso sexual, seja a correspondência inferior do centro laríngeo, o centro criativo do ser humano. Embora os ensinamentos da Sabedoria Antiga advirtam contra qualquer tipo de concentração sobre os centros, é importante reconhecer que o centro laríngeo é o responsável pela estimulação do pensamento, investigação, cultura, e toda atividade criativa que realize o valor da beleza e da vida sobre a Terra. É-nos dito que devido à crescente polarização mental da raça humana este centro está sendo estimulado como nunca antes o havia sido, e como resultado do entrante sétimo raio, o centro sacro também está sendo energizado da mesma maneira. E à medida que aumenta a polarização mental da raça, produz-se um deslocamento natural das energias que gravitam em torno da sexualidade humana para uma modalidade de expressão mais elevada e criativa. 

Gradualmente, a preocupação pelo sexo e a criação de uma nova vida dará lugar a um interesse pelas criações da mente, mais do que pela criação de formas corporais. Quando consideramos as transcendentais implicações coletivas deste redirecionamento ou transferência de energias, começamos a perceber as oportunidades que se apresentam a nós e à nossa civilização numa nova rota evolutiva. Estamos em processo de cumprir nosso destino humano de ser “co-criadores com Deus”.

A sexualidade humana deveria assim, de forma ideal, como algum dia o fará, expressar o amor criativo entre um homem e uma mulher, de forma tal que ficará forjado um nível mais profundo de cooperação e entendimento mútuos que enriquecerá a vida sobre a Terra. Em lugar de condicionar-se à dependência e à necessidade, que só servem para diminuir o potencial criativo de cada um, o casal pode, como unidade, demonstrar grandeza, fortaleza e maior criatividade no sentido mais depurado do termo. Este tipo de relação contribuirá para uma compreensão da unidade essencial da vida, com seus padrões interdependentes de associação, todos eles sustentados em coerente simetria dentro do “círculo do amor divino”.

Em geral, uma das áreas de maior confusão e dificuldade que defrontam muitos aspirantes na Senda Espiritual, relaciona-se com o tema do sexo. De muitas maneiras estas pessoas se separaram da consciência de massa, com sua identificação com a forma, com a miragem e maya dos três mundos, funcionando a partir de uma clareza mental recentemente adquirida. O discipulado é um estágio muito difícil dentro do caminho do crescimento evolutivo, já que por um lado ele é humano, com todas as suas necessidades – físicas, emocionais e mentais – de contato e relação, e por outro lado se vê confuso, e se pergunta que lugar ocupam tais necessidades dentro do contexto da vida espiritual. Os ensinamentos espirituais tradicionais, na sua maioria, aproximam-se da moralidade e advertem contra os assim chamados “pecados” de comportamento. Muitas escolas de pensamento religiosas também defendem o celibato como a melhor senda de transformação interna. E ninguém pode negar as necessidades da própria alma e o fato de que o seu propósito pode, em certos trechos do caminho durante certas existências, requerer a vida celibatária. Mas o conceito imposto à vida que coloca a expressão sexual num lugar separado da espiritualidade, é certamente uma má interpretação que, afortunadamente, será clarificada durante o desenvolvimento da próxima era.

Como nos é explicado em “Psicologia Esotérica” – Tomo I: “Crer que o discípulo deve levar uma vida de celibato e abster-se de praticar toda função natural é incorreto e indesejável. ...não pode haver uma esfera de atividade humana na qual o homem não atue de forma divina ou que todas as funções não possam ser iluminadas pela luz da razão pura e pela inteligência divina. ...a vida que não estiver perfeitamente integrada e que não exerça todas as funções da sua natureza animal, humana e divina, (o homem tem as três num só corpo) é frustrada, inibida e anormal. É verdade que nem todos podem contrair matrimônio nestes tempos, mas isto não nega a realidade maior que Deus criou o homem para unir-se em matrimônio”. (15)

A regulação da vida sexual não significa que a sua expressão seja negada. Ainda assim, quando alguns indivíduos empreendem ardorosamente o Caminho Espiritual, erroneamente supõem que o sexo, de que maneira for, é algo que deve ser descartado. É verdade, não obstante, que se não há uma boa regulação da vida, a prática da meditação levará a uma intensificação dos problemas de natureza sexual. As alturas do contato espiritual conseguidas durante a sua prática atraem a energia da alma para a personalidade e tal energia, com freqüência, deriva-se diretamente para o centro sacro, no lugar de ser contida no laríngeo, como deveria ocorrer. É-nos dito que isto pode levar a perversões da vida sexual, e que a imaginação perigosamente estimulada, conduzirá à perda de controle. Esta é a explicação do porque uma vida contemplativa solitária, alijada do mundo e carente de qualquer via real de canalização externa em termos de serviço, etc, pode tornar-se problemática. A Sabedoria Antiga, portanto, nos insta a nos entregar ativamente a vidas criativas de serviço, utilizando ao máximo nossas capacidades mentais. Isso permitirá um livre afluir das energias com as quais se fez contato, e deveria ajudar a aliviar qualquer estímulo indevido do centro sacro. Diz o “Um Tratado sobre Magia Branca”: “Quando as energias do centro sacro, focalizadas até agora no trabalho da criação e da geração físicas e portanto a fonte da vida e do interesse sexual, são sublimadas, reorientadas e elevadas para o centro laríngeo, então o aspirante se torna uma força consciente e criadora nos mundos superiores; penetra o véu e começa a criar o cânon das coisas que, oportunamente, estabelecerá o novo céu e a nova terra”. (16)

Encontramo-nos agora numa etapa do nosso crescimento evolutivo em que as energias da mente e as da alma estão melhor assentadas e já pode ser efetuada a transferência necessária das energias com as quais tenha sido feito contato. Este redirecionamento é, na sua totalidade, parte de um ponto decisivo na história da evolução planetária, e um fragmento vital da contribuição que a humanidade está destinada a oferecer dentro do esquema planetário.

PENSAMENTOS FINAIS
Sabemos que o mundo interior está velado para nós e que se manifesta em forma de símbolos no mundo externo. Como já foi dito, o sexo é um dos símbolos mais profundos de que dispomos, já que retrata, de certa maneira, o impulso inesgotável para a união com o divino. Desafortunadamente, este símbolo exterior tem velado tão profundamente a realidade subjetiva que, para muitos hoje em dia, o sexo perdeu toda classe de parentesco com a sua origem divina e transformou-se em mera manifestação física. O culto do sexo, como o do dinheiro e o da beleza no plano físico, desprovido de suas dimensões mais excelsas, nunca alcançará o objetivo a que se destina. É apenas algo mais de um apetite insaciável que acorrenta o ser humano aos substratos da miragem e da ilusão, obrigando-o a renascer mais e mais vezes.

Mas já são muitos os que aspiram uma manifestação mais elevada desta força divina, buscando o caminho de saída através da miragem que turva este símbolo épico e procuram firmemente entender em que lugar exatamente deve ocupar no drama humano. Ninguém tem, como indivíduo, todas as respostas para este complexo problema, nem existe autoridade alguma que pode nos indicar o caminho a seguir, a despeito do enorme caudal de sabedoria que possa ter. Como todos os demais problemas que afligem a vida neste final de século, o enigma do sexo não cederá a soluções fáceis ou cômodas. As respostas certamente evoluirão no contexto coletivo, surgindo da sabedoria compartilhada de muitas mentes e corações que juntos forjarão a rota de escape da atual confusão. Nossa tarefa, como grupo, é de caráter purificador – a purificação da atmosfera subjetiva do planeta – e nisso podemos ajudar através da qualidade e dedicação de nossas vida.
Aquário é o símbolo da irmandade – uma irmandade que implica o mais profundo respeito e confiança. Seguramente, com o auxílio desta afluência de energia qualificadora, nossa civilização planetária encontrará o caminho para uma manifestação mais espiritual do amor humano. As mudanças estruturais e psicológicas necessárias são de tal profundidade que são poucos os que parecem dispostos a enfrentar o desafio, quanto mais não seja em pensamento, menos ainda na ação. Mas também sabemos, ao observar os arrasadores eventos mundiais dos anos passados, que as mudanças podem surgir rapidamente, uma vez que as sementes tenham sido semeadas. Ninguém discute que no que se refere ao tema da sexualidade, como da igualdade dos gêneros, chegou o momento de corrigir as injustiças do passado. Sabemos positivamente que existe um problema, o vemos ao nosso redor, em nossa vida diária, em nosso lugar de trabalho, nas instituições nacionais e internacionais, nos meios de difusão e nas artes. Cabe a cada um de nós contribuir para a geração da forma mental para a solução deste problema.

Somos advertidos que é nossa obrigação confrontar as transformações necessárias no mundo externo com as mudanças correspondentes em nós mesmos. Não é suficiente, portanto, esperar e trabalhar por transformações externas na esperança que estas efetuem as devidas mudanças internas. Devemos dirigir a nossa vista para o interior e descobrir que atitudes, antagonismos e antipatias que moram no seio da nossa consciência coletiva estão contribuindo para sustentar este estado de coisas e impedindo o estabelecimento do Plano Divino na Terra.



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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel

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