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Bem-vindo ao nosso Blogue.

É nosso objectivo de uma forma simples organizar alguma informação e dar a conhecer a Filosofia Rosacruz e a possibilidade de a estudar e de a viver.

Sintam-se à vontade para questionar a validade de tudo, pois só o que fizer reflexo em nós, só o que acreditarmos como verdade, é que o devemos aceitar.

Em seguida aparece a última mensagem que foi escrita e no final o Arquivo do Blogue.

Que a Luz esteja convosco.

Sexo e Espiritualidade

Este é um tema que nos dá “pano para mangas” e por isso, tentámos fazer um bom resumo dos pontos principais. É óbvio que vai introduzir muita informação, mas é preciso que respirem fundo, porque com o tempo aprendemos tudo e esclarecemos todas as dúvidas, que de certeza que iram surgir. Como nota inicial, energia sexual e energia criadora, são tratados como sinónimos.

Para iniciarmos um tema tão importante para toda a humanidade como o sexo, é importante falarmos primeiro sobre a sua origem.

Segundo a nossa tradição, o caminho que a humanidade percorreu e percorrerá durante muito tempo, divide-se em involução e evolução. A involução é o período que decorreu até adquirirmos a consciência da nossa individualidade e a evolução é o período que decorre desde essa aquisição até ao desenvolvimento de todas as nossas faculdades, altura em que seremos Homens-Deuses.

Para facilitar, o estágio em que estamos agora é um estágio mais ou menos a meio do nosso caminho. Temos atrás de nós períodos em que fomos “semelhantes” aos minerais, plantas e animais. E temos pela frente, períodos em que seremos “semelhantes” aos anjos, arcanjos e aos senhores da mente.

No início e no fim, seremos assexuais, seremos criadores independentes.

No nosso caminho para adquirirmos consciência da nossa individualidade, foi necessário trabalhar arduamente para construirmos os corpos que hoje temos e muito trabalho foi dedicado no seu aperfeiçoamento. Nem todos os corpos foram “dados” ao homem ao mesmo tempo. Assim, os corpos foram sofrendo actualizações ao longo do tempo. Uma dessas actualizações, foi o desenvolvimento do cérebro físico. Para a construção do cérebro físico, foi necessário dividirmos a energia criadora. Assim, a energia criadora foi dividida e metade foi para cima para a construção do cérebro e da laringe e metade manteve-se em baixo para a propagação da espécie. O cérebro é fundamental para podermos pensar e a laringe para comunicarmos. Nesta aventura, o sexo feminino apareceu primeiro que o masculino.
Antes da divisão desta energia criadora, todos nós podíamos facilmente dar origem a novos corpos. Tínhamos o poder de criar em nós próprios, assim como têm algumas flores. E tal como as flores, a reprodução era pura e sem paixão. Depois da divisão da força criadora, o acto reprodutivo manteve-se sem paixão durante algum tempo. A humanidade era guiada pelos anjos e arcanjos e encontravam-se em algumas alturas específicas do ano, quando os astros favoreciam. Eram também guiados para templos, onde o acto era visto como algo sagrado. Com tantos cuidados que existiam, a mulher não tinha qualquer dor de parto, não havia doenças nem sofrimentos.

Depois, temos a história de Lúcifer, aquele que nos iluminou. Porque é que dizemos que nos iluminou e não que é a encarnação de todo o mal? Porque antes da intervenção dele, nós éramos como cordeiros que seguíamos as ordens que nos eram dadas pelos nossos pastores, os anjos. Ele, ensinando-nos que podíamos fazer novos corpos sem estarmos dependentes dos anjos, trouxe-nos mais fundo, onde conhecemos a doença e o sofrimento, mas trouxe-nos algo que não teria sido conseguido de outra forma, a consciência do nosso corpo, o desabrochar da nossa consciência que possuímos hoje em dia. Assim, dizemos que ele nos trouxe a luz.

Chegamos então ao momento actual da nossa evolução, em que temos uma sociedade em que quase tudo se vende com sexo ou algo indirectamente ligado, como uma moça magrinha, vestida ou despida a anunciar uma nova forma de se limpar o pó.

É importante uma transmissão clara sobre este tema, pois muita controvérsia já existe, ideias mal entendidas e temos por detrás de nós a força castradora da igreja.

O que é a actividade sexual? O que é que acontece durante? E depois? Como podemos fazer? Quantas vezes? Com quem? E a masturbação? E a homossexualidade? E a contracepção? Como é que está relacionada com a nossa evolução espiritual? E afinal, qual é a solução para tão importante aspecto da nossa vida?

A actividade sexual, quer quem o pratique, saiba ou não, é sagrada. Tudo o que está ligado a ela é sagrado, independentemente da forma que se pratique. É muito mais profundo do que as pessoas em geral admitem.
O que acontece durante o acto, é a ligação das energias mais profundas que o homem e a mulher têm à sua disposição. A energia cresce exponencialmente até ao êxtase final. E cada vez que acontece, é libertada uma enorme quantidade da nossa energia mais profunda, da nossa energia criadora, independentemente se é para procriar ou por puro prazer.

Esta energia libertada, consoante a envolvente que tome, atrai seres. Se for ligada à paixão e à satisfação da carne, atrai espíritos e elementais ligados a essas emoções, que sugam essa energia e deixam os dois cansados e exaustos. Quanto mais positivas as emoções sentidas forem, mais positivos são os seres que se atraem, mas emoções positivas são aquelas ligadas ao que gostamos de chamar de amor altruísta e não é propriamente esta a emoção predominante nestas ocasiões. Neste momento, devemos relembrar um dos avisos de Max Heindel, quando nos diz que a seguir a uma relação sexual, as pessoas deverão alimentar-se. Gasta-se muita energia vital e torna-se fundamental repô-la e para isso, a comida tem um papel fundamental.
A forma como se faz, também é de suma importância. Devido à grande ligação ao prazer e às diferenças entre o homem e a mulher. O homem tem frequentemente mais desejo e tem de exercer um certo controlo sobre o seu comportamento, para poder “aproveitar”. Este controlo, exercido mentalmente, altera completamente a forma como o homem se sente durante o acto. O que afecta o sexo feminino desta forma, são os medos e preocupações. Tudo isto altera a forma como se processam as correntes energéticas. Para testarem os valores destas palavras, pensem: em que momentos as pessoas sentem que correu melhor? Depois de pensarem muito ou pouco, a grande conclusão é que é nos momentos da mais ardente paixão, quando as cabeças estão desligadas. Assim, todas as formas que levem de alguma forma à activação da mente (controlo, medos, …), alteram profundamente as correntes de energia. O principal local onde esta diferença se dá é ao nível da espinal medula, a estrutura nervosa que está envolvida pela coluna vertebral. Quando as pessoas vivem a paixão pura, toda a energia do corpo desce pela coluna e foca-se nos órgãos sexuais. Quando algum controlo é exercido, a energia divide-se entre os órgãos sexuais e o cérebro e quanto maior for esta divisão, mais será a quebra energética na medula e o resultado é doenças e dores na parte mais fraca da coluna. Esta é uma das grandes razões para tantos homens sofrerem de problemas lombares. A melhor forma de se fazer, é assim a forma descontraída. Mas, há muito mais do que a descontracção. Para além da energia que é libertada, também se dá uma troca de energias entre as duas pessoas e assim, cada um fica com um “pedaço” energético do outro e por isto, ficam marcados no coração de formas que as outras pessoas não ficam. Também existe outro ponto importante, quanto mais frequente a relação, mais marcante e permanente é essa troca. Assim, estabelece-se uma relação energética, uma ponte fica criada entre as duas pessoas. Ficam ligadas pelo espaço e pelo tempo. Existe quem acredite, que algumas doenças, também podem ser transmitidas por este método e se pensarmos que muitas doenças têm uma causa energética, se a energia trocada for “contaminada”, isto poderá realmente ter alguma base.
Com tanto que acontece, será ainda importante dizer que com quem é importante? Quanto mais envolvida por amor estiver a relação, mais protegidas estão as pessoas. Também é fundamental que exista uma harmonia energética, que esteja em níveis semelhantes. Se não estiverem, o que acontece é que uma desce e a outra sobe para onde não está preparada para estar. Aquelas que todos os dias trocarem de parceiros, estão a desperdiçar tanta energia que vão pagar seriamente a factura. O maior pagamento é em vidas seguintes, quando renascerem como atrasados mentais, por terem gasto tanto a sua energia criadora que “roubaram” também a que tinham no cérebro.

A masturbação é um problema delicado e complicado. O seu uso é estéril, porque não tem a contraparte energética. Acontece o mesmo, liberta-se a energia criadora, mas aqui não há trocas, o que acaba por debilitar mais a pessoa. O grande abuso, várias vezes por dia, provoca nesta vida ainda, a estupidificação do indivíduo.

A homossexualidade, energeticamente é semelhante à masturbação, no ponto de vista da esterilidade. A satisfação dos desejos carnais ligados à esterilidade, torna este tipo de relação bastante negativo do ponto de vista energético. Amar, amamos qualquer pessoa independente do sexo, mas a satisfação carnal tem implicações bastante diferentes.

Não nos cabe julgar o que é pior ou o que é menos mau, mas os seres humanos actuais foram feitos energeticamente, para os dois pólos estarem juntos e unidos no amor e não de outra forma.
A contracepção é um ponto muito importante, por ser tão fulcral na vida da nossa sociedade. A população do mundo não é comandada individualmente por cada um de nós, mas determinada pelas grandes entidades que nos ajudam na nossa evolução. Em geral, o fluxo de nascimentos diminui no final das eras, mas o número total de pessoas costuma ser o maior. Mas a grande pergunta sobrevém, devem os casais gerar quantos filhos? Definitivamente! É muito importante que cada casal saiba a margem económica que tem, para poder dar uma boa educação aos seus filhos, para lhes dar boas oportunidades. É uma questão de bom senso, que por vezes leva as pessoas a terem menos filhos e a darem-lhes tudo. Tudo não é uma boa educação, nem uma boa oportunidade. É uma fonte enorme de tentação e de desgraça para o crescimento das crianças, como tantas vezes vemos os disparates que os filhos das famílias ricas fazem. O ideal do controlo da natalidade é a abstenção sexual. Mas, é fundamental sabermos que pregarmos a abstenção sexual à humanidade em geral, é como falar para um muro. Então, surge a necessidade dos métodos da medicina, como o preservativo e a pílula, para cada família poder gerir. E como todos sabem, a beleza disto tudo, é que nenhum método é perfeito e se for mesmo preciso que algum Ego reencarne, assim acontecerá.
Em relação à nossa evolução, há muito a dizer. Em geral, por todo o mundo, nos maiores compromissos com a religião, vem sempre à cantiga a abstinência e a castidade. Porquê? De uma forma muito simples,  a força criadora é gasta com a relação sexual, mas se não for gasta, pode ser utilizada para o desenvolvimento espiritual. A força criadora pode ser utilizada de 3 formas: para gerar, degenerar e regenerar. Se for utilizada para conceber, serve para gerar. Se for utilizada na paixão, na satisfação dos desejos inferiores ou na magia negra, serve para degenerar. Se pelo contrário, for utilizada para o desenvolvimento espiritual, servirá para regenerar. Há alguns caminhos que pretendem ascender através do uso da energia sexual. Porque é que este não é o caminho? Uma das grandes razões é a dependência. O grande objectivo é sermos capazes de criar individualmente, sermos completamente independentes e “iluminados” permanente e individualmente, enquanto os caminhos que utilizam a relação sexual, obviamente necessitam de outra pessoa. Outro motivo relaciona-se com a necessidade de pureza para podermos entrar nos mundos espirituais superiores, livres de desejos inferiores. Assim, a relação sexual ideal serve para oferecer um corpo a um novo ser reencarnante.
A força criadora é uma das mais poderosas forças que nos permite criar nos mundos invisíveis. Para podermos ter capacidade criadora, precisamos de energia criadora. Um ponto interessante para meditarmos é o porquê de se dizer que aos altos iniciados é um sacrifício juntarem-se para a concepção de um novo corpo, para que um ser altamente evoluído possa reencarnar. Se são muito desenvolvidos, sentem como nenhum de nós sente, têm uma quantidade de energia que nenhum de nós tem, são capazes de amar, como nenhum de nós é, a energia da sua junção, será absolutamente impressionante, então, porque é que é um sacrifício para eles? Pelo menos, por duas razões. A primeira porque gastam imensa energia, tendo que a repor por outros meios. A segunda, já alguém imaginou o que é sentir como eles sentem, estarem em plena sintonia, a viverem um amor elevadíssimo, juntarem os corpos e no entanto, não sentirem nenhum desejo? Nenhuma impureza?

Como é que nos resolvemos no meio desta enorme embrulhada? A primeira grande nota é que a abstinência não é pedida a ninguém fisicamente. Nem nas iniciações menores, que se passam nos mundos espirituais, é pedida a abstinência. Só nas iniciações maiores é pedida e mesmo assim, por vezes, pode ser necessária a união para permitirem a criação de um corpo altamente purificado para um ser reencarnante (como no caso de José, Maria e Jesus). Assim, que ninguém se preocupe, porque a nenhum de nós é exigida tal coisa. Também é fundamental dizermos que nem na Bíblia, nem espiritualmente, existe razão para os padres serem obrigados ao voto de castidade. A castidade imposta por outros ou por nós próprios, leva à loucura. A energia sexual é demasiado poderosa, para ser simplesmente contida. Grande parte dos casos que sabemos dos padres que se comportaram terrivelmente, deriva deste facto, da contenção sexual. Existem ainda outros, em que a sua energia sexual ficou adormecida ou quase morta. Este também não é o caminho, pois precisamos da energia criadora bem viva para podermos criar. O caminho para a pureza é pela alteração das correntes internas, pela elevação da energia sexual e naturalmente, mantendo toda a energia, a vontade pelo sexo diminuí. Devemos sempre perguntarmo-nos, se não queremos porque estamos “mortos” por dentro, ou se estamos realmente a evoluir.

Com esta conversa toda, não estamos a apregoar que vão por aí experimentar tudo. Devemos ter sempre em mente o elevado ideal de apenas utilizar a relação sexual para a procriação. Mas, como a contenção, é o pior dos males, devemos ter relações sexuais conforme a nossa necessidade. É aqui que alertamos para aqueles que vivem em casal. Ninguém tem de viver como irmão e irmã. E é um grave crime, uma das partes, exigir a abstinência à outra em nome da sua evolução. Há obrigações a cumprir. E aquilo com que nos comprometemos, devemos cumprir. Cada um tem o seu ritmo e as suas necessidades. Cada um tem também a sua velocidade para crescer e não devemos tentar saltar degraus da evolução. Cada coisa a seu tempo. É por tudo o que vamos fazendo, que as nossas necessidades se vão alterando e assim, evoluindo. 

O serviço desinteressado e amoroso ao próximo, esse é o guia para o nosso crescimento. Mas notavelmente surge a pergunta. Se há um ideal e se não nos podemos forçar, como é que algum dia chegaremos a esse ideal? Com o tempo, com o serviço que vão realizando, os nossos desejos inferiores, vão-se alterando, da mesma forma que quem vai comendo mais peixe que carne, vai deixando de gostar da carne. Não tenham pressa, porque a pressa pode levar-nos exactamente pelo caminho contrário que queremos ir, descendo, em vez de subirmos.

E como deve ser a educação das crianças? Dois factos bastante interessantes que Max Heindel adverte é que as crianças não devem usar roupa apertada, porque o roçar da roupa leva ao descobrimento dos órgãos sexuais mais cedo. Mas o mais interessante, é que ele avisa que o castigo corporal, ou seja, a violência física, conduz exactamente ao mesmo, ao descobrimento precoce dos órgãos sexuais. E quanto mais cedo for esta descoberta, pior para o desenvolvimento da criança.

Outro tema importante da nossa sociedade actual é a controvérsia que se tem vindo a falar de o cromossoma Y estar a diminuir. No ocultismo, diz-se que o último a vir é o primeiro a ir. Como o sexo feminino foi o primeiro a aparecer, é o último a desaparecer na nossa subida. Assim, o sexo masculino vai ser o primeiro a desaparecer. Claro que estas mudanças não acontecem do dia para a noite, por isso, aos poucos, os homens vão perdendo o tamanho do seu Y, para mais tarde acontecer o mesmo às mulheres. Lembramos que nós em geral, reencarnamos uma vez homem e outra mulher, por isso, não é sinal nenhum de evolução ser homem ou mulher nesta vida.


Resumindo, vivam a vossa vida, satisfaçam o vosso coração conforme vos faça falta. Lembrem-se sempre que o acto, a união sexual, deve ser um momento sagrado. Todas as formas, podem ter um serviço na evolução individual. Se mantiverem os ideais certos no vosso pensamento e se agirem correctamente, servindo o próximo, inevitavelmente estão a caminhar no sentido certo, a caminho da libertação. Cristo disse-nos que mais vale um pecador arrependido que 99 que nunca tenham pecado, mas não pequem tanto que se percam J


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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel

Amuletos e Talismãs, Cristais e amigos

Para se abordar um tema com potencial aplicação prática, é sempre importante uma revisão rápida da Ética Espiritual.

Qualquer poder que se desenvolva, qualquer ferramenta que se use, tem de ser utilizada com responsabilidade, para o bem dos outros e da humanidade, nunca para benefício próprio. Quando entramos no reino dos poderes espirituais, é ainda importante esclarecer que para além da responsabilidade directa pelo que fazemos (o que acontece directamente ao alvo da nossa acção) temos responsabilidade indirecta pelo que acontece (o que o nosso poder provoca na vida dos outros e o que acontece em cadeia pela nossa acção). Temos imensas fontes para nos orientarem, uma delas é a parábola de Cristo quando nos ensina que devemos ensinar a pescar e não a dar o peixe. Se fizermos algo para o bem de alguém, com a melhor das intenções e no fim isso não ensinar a pessoa a desenvolver-se e a “safar-se” sozinha, então algo não está bem.

Todos os bons ensinamentos e práticas estimulam a sabedoria, independência e crescimento espiritual.
Temos sempre alguma responsabilidade no que transmitimos. Se respeitarmos algumas regras, corremos menos riscos que o conhecimento que a pessoa recebeu, seja desvirtuado. Assim:
  1. Ensinar o melhor que soubemos
  2. Respeitar as recomendações de quem nos ensinou
  3. “Ouvirmos” a pessoa para saber o que é que na realidade podemos fazer.
Os amuletos e talismãs existem há  muitos milénios. Talismã deriva do arábico e do grego e significa “iniciar nos mistérios”. Amuleto deriva do latim e significa “um objecto que protege uma pessoa de problemas”. Consistem em objectos que têm o objectivos espirituais, como de proteger, trazer boa sorte, fortuna, amor, … As várias tradições religiosas do mundo utilizam amuletos para se protegerem e trazerem a boa sorte dos deuses. Do Budismo temos os budas, dos Árabes temos o olho contra o mau olhado, dos Judeus temos os símbolos de Salomão, dos Católicos temos o crucifixo, a água-benta. Outras formas de amuletos são os teraphim e os filactérios, que são constituídos por passagens das escrituras sagradas das diferentes religiões.
Outra pergunta importante é se devemos ou não utilizá-los. Cada um deve fazer esta pergunta a si próprio. A grande verdade é que eles são ferramentas, mas são bengalas, retiram-nos força e principalmente retiram-nos a capacidade de lidarmos com os problemas na sua ausência. Temos sempre que nos lembrar que a Independência é fundamental. A sua utilização deve ser reduzida ao mínimo essencial e devemos ter sempre em mente a pergunta: “Quanto é que estou dependente deste amuleto?”

Tendo em conta todos estes problemas, afinal para o que é que podem ser utilizados? Principalmente para protecção. Não para uma protecção física, mas antes para uma protecção espiritual. Não para todos os momentos da nossa vida, mas para situações extremas, de verdadeira necessidade.

Criá-los é a parte mais fácil e mais difícil. Qualquer coisa pode ser utilizada para servir de amuleto. Claro que existem símbolos e materiais com mais poder natural, mas no final, apenas o que interessa é a intensidade da vontade e da concentração do seu criador. É importante definir-se o objectivo do amuleto e dar-lhe energia. São estes dois passos que determinam se é um amuleto de luz ou de escuridão. Toda a qualidade da energia que uma pessoa possui no momento da criação fica impregnada no amuleto. Também é da própria energia do criador que surge o poder do talismã. Chegamos assim ao ponto da vida de um amuleto. (1) Criação, (2) Uso, (3) Manutenção, (4) Uso, (5) Deformação / extinção. A criação é um momento importante, mas o uso e a manutenção determinam a longo prazo a sua qualidade, podendo provocar uma deformação na sua energia e a sua eventual extinção.

Para a explicação se tornar completa, temos que introduzir os termos da Filosofia Rosacruz. As energias com que lidamos são a etérica (Região Etérica do Mundo Físico), a de desejos (Mundo do Desejo) e a do pensamento (Região do Pensamento Concreto do Mundo do Pensamento).

Cada coisa que existe, tem uma representação energética nos diferentes mundos. Assim, na criação de um amuleto, juntamos determinada quantidade de energia etérica, de desejos e de pensamento. A etérica é a que dá vitalidade, a de desejos determina emoções e é a que habitualmente se chama de “energia”. A de pensamento determina a sua consistência, permanência e o seu objectivo.

É a energia de pensamento que se chama de pensamento-forma e é como se fosse um molde. Este molde pode estar vivo ou morto e pode estar vazio ou cheio de energia. A vida do pensamento-forma depende do alimento de energia mental, o vazio depende depende também da energia dos outros planos.

O momento da criação (1) determina a sua orientação, o seu objectivo, as forças a que está ligado, … através da criação da contraparte energética. Dá-se a criação do pensamento-forma e é a contraparte energética que torna o amuleto “vivo”.

O uso (2,4) é o conjunto de momentos em que não se está a criar ou a fazer a manutenção. É  um conjunto tão largo de momentos, porque a contraparte energética quando não se está a aumentar a sua energia, está a diminuir de energia. Cada coisa energética criada, difunde a sua energia e consoante a sua capacidade de fazer fluir a energia, esta esvai-se mais ou menos depressa. O que determina quanto tempo demora até ficar sem energia é a quantidade de energia que tem, a consistência do “molde” e a velocidade com que a energia difunde ou é retirada.

É importante que se perceba que cada utilização de um amuleto retira-lhe energia (normalmente energia positiva) e dá-lhe energia que a pessoa que utiliza tem (normalmente energia negativa). Isto mostra a importância da manutenção do amuleto, porque sem a manutenção, em pouco tempo, o amuleto fica carregado negativamente e torna-se numa fonte de energia negativa.
A manutenção (3) é um momento tão solene como a criação, porque a saúde do amuleto depende da sua correcta manutenção. A manutenção deve ser eficaz o suficiente para fazer com que o amuleto fique com mais energia do que tinha no momento da criação e com mais pureza energética para cumprir o seu objectivo.

A deformação ou extinção (5) de um amuleto acontece com o mau rácio entre uso e manutenção. Acontece quando o uso descuidado não foi contrabalançado com uma correcta manutenção ou quando um determinado uso tão intenso que destruiu a sua contraparte energética. Também ocorre a destruição ou extinção da contraparte energética quando não se usa e não se faz a manutenção durante muito tempo, ou seja, quando fica esquecido.

Um amuleto é como uma cidade. Nasce de uma determinada forma. As pessoas vivem nela e utilizam os seus recursos que vão diminuindo. Se as pessoas fizerem uma correcta manutenção a cidade pode manter-se limpa, clara e cheia de luz, recursos e inclusivamente crescer. Se os habitantes fizerem mau uso da cidade, ela degrada-se e fica em mau estado. Se a cidade ficar deserta, acaba por desaparecer devido aos efeitos climatéricos, tal como as cidades das antigas sociedades.

É sempre importante lembrarem-se do início. Agora que sabem mais um pouco, têm mais responsabilidade sobre o que fazem. Tenham sempre o ideal do amor e da serenidade em mente e evitem a todo o custo os momentos impulsivos. Normalmente são esses que pesam na nossa consciência.
Sigam a vossa intuição e na dúvida, não façam.


Que a sabedoria esteja convosco.

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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel

O Trabalho dos Auxiliares Invisíveis - Helen T. Crawford

O Trabalho dos Auxiliares Invisíveis
 Helen T. Crawford 

Trad. da revista alemã "Rosen-kreuzer Zeitschrift" , de junho de 1933, por Francisco Ph. Preuss

  

 Dias atrás recebi um interessante relato de uma amiga, de como se curou, por intermédio dos auxiliares invisíveis da Fraternidade Rosacruz. Acho oportuno divulgá-lo.
 Esta amiga sofria, há muito tempo, de horríveis espasmos nevrálgicos. Seu marido é estudante da Fraternidade Rosacruz e sugeriu-lhe pedir ajuda ao Departamento de Cura. Ela concordou e preencheu o formulário. Obteve orientação mas não notava nenhuma ajuda imediata.
 Desesperava- se com os espasmos e algumas vezes atingia o desespero, chegando até à idéia de suicídio, para acabar de vez com aquela situação que a medicina não sabia debelar. Um dia... bem, prefiro que ela mesma o relate; usarei as suas próprias palavras:
 "Orava desesperadamente e adormeci. Devia estar num profundo sono quando entrou em meu quarto um Senhor. Não abriu a porta: parecia atravessá-la como se ela não existisse. Percebi quando se aproximou de minha cama e parou, olhando sobre mim. Não senti qualquer temor, ainda que não soubesse de quem se tratava." 
 "Ele parecia refletir profundamente. Meneou a cabeça, com um gesto de pena e de admiração para o que observava em mim. Pus-me a reparar melhor: em seu braço direito havia, dobrada, uma espécie de capa de tonalidade violeta, difícil de explicar." 
"Estendeu para mim a mão esquerda; apanhou minha mão direita e disse-me com suavidade: "levanta-te" . Senti que me puxava estranhamente a mão. Senti-me deslisando sobre mim mesma ao tentar sentar-me e depois levantar-me fora da cama". 
 "Ele abriu aquela espécie de capa violeta e insinuava colocá-la sobre meus ombros. Tomou outra vez minha mão e chamou minha atenção para o meu corpo, que jazia dormido na cama. Depois disse: "Vim auxiliar-te, pois muito tempo o desejaste, se bem que fracamente. Esperava porque tinhas fortes dúvidas..." 
 "Eu me achava entre admirada e horrorizada, olhando meu corpo — um montículo desgraçado, em trajes noturnos listrados. Notei meu rosto cansado e distorcido, os cabelos desordenados. ~Fiz um gesto para ajeitá-los e o Senhor m'o impediu, dizendo: "Como é possível fazer-se um mínimo de ajuda, quando consideras tudo perdido? Por que te apegas tanto ao que não é teu verdadeiro ser? Importa caminharmos constantemente, para a frente e para cima, através da eternidade que somos! Não te esqueças disto, a partir de hoje". 
 "Afastei-me um pouco de minha cama e justifiquei- me: "Odeio parecer-me com essa pessoa que aí está dormindo". E ele contestou: "A culpa desta situação cabe inteiramente a ti e a mais ninguém". 
 "— Sim — adicionei — mas eu me esforcei muito, saiba o Senhor disso — apesar de me sentir tão cansada e enferma!" 
 "Ele olhou alguns segundos em meu rosto e disse: "Procura lembrar-te; sempre andaste pensando em doença; sempre estiveste alimentando esta doença em pensamento. Deves aprender a não viver em doença". 
"Indicou-me uma vez mais o corpo adormecido, tomou-me por uma das mãos e me conduziu para fora do quarto. Passamos pela porta, como ele havia entrado. Lá fora não parecia muito escuro. Ele levantou e movimentou a sua mão, acima da cabeça. Começamos a voar suavemente. Nem cheguei a notar quando meus pés se desprenderam da terra. Fomos subindo e enquanto nos movimentávamos, percebi nitidamente os telhados das casas e as copas das árvores lá em baixo. Já estávamos longe, quando observei a meu companheiro: "em criança eu costumava sonhar que viajava assim, voando para lugares distantes". Ele concordou com a cabeça e depois, fitando-me, disse: "Tua família está preocupada contigo. É preciso que te livres deste medo com que te atormentas. Serás auxiliada por nós, se aprenderes a aceitar as oportunidades que te apresentarmos, na hora. Fica sempre na expectativa" . 
 Na carta de minha amiga, segue-se uma viva descrição da luz e da cor que ela notava no Mundo dos Desejos que visitava. Contou algo sobre os seres que viu lá, quando viajavam pelo espaço. 
 "A volta e a descida não foram muito agradáveis para mim — continuava ela — porque fiquei com medo. Com aquele ser a meu lado ainda, aproximei-me de casa e nela entrei, tal como saí. Vi minha mãe e filhos dormindo e quando cheguei junto ao meu corpo, examinei-o atentamente, de novo". 
 — "Esforcei-me, esta noite, para provar-te que aquilo que está dormindo no leito não é a verdadeira vida. Continuarei te ajudando e outros também virão ajudar-te. Mas tu mesma deves dar mais atenção a isto" — disse meu acompanhante. Em seguida, mostrando os frascos de drogas químicas que se achavam à cabeceira da cama, acrescentou: "Isto só pode retardar tua evolução". Tirou aquela espécie de capa de cima de meus ombros e dobrando-a, colocou em seu braço esquerdo. Inclinou-se, tomou uma das mãos do corpo, que estava dependurada para fora do leito. Senti fortes puxões. Sentei-me na cama. Meu companheiro me deu instruções para que eu me deitasse. Uma calma sensação, mui agradável, invadiu--me o ser. Ele me olhou ainda por alguns momentos e, pondo sua mão direita sobre meu coração, levantou os olhos e disse: "Assim seja!" E, virando-se, abandonou meu quarto". 
"Acordei-me no dia seguinte. Sentia-me muito bem, como há muitos anos não me sentia. Lembrei-me nitidamente de tudo. Levantei-me e, a primeira .coisa que fiz foi jogar os medicamentos fora".
 Quando chegou domingo, à noite, meu marido me convidou: "tens vontade de ir comigo à reunião da Fraternidade Rosacruz?"

 Concordei imediatamente. Era minha primeira visita. Chegamos cedo à reunião. Pude olhar calmamente o salão quando, pousando os olhos sobre um quadro, reconheci o Auxiliar Invisível que me visitara aquela noite: era Max Heindel!" 

Serviços e Rituais

Serviços e rituais há muitos e podem ter as suas vantagens e desvantagens, mas porquê que Max Heindel não fala quase nada sobre eles?

Convém então abordarmos este assunto para o clarear e libertar do peso habitual.

Ritual, é um conjunto de acções, realizadas principalmente pelo seu valor simbólico, sendo ditado por uma religião, tradição ou comunidade. Pode ser executado em ocasiões específicas ou aleatórias, por um indivíduo ou um grupo, pode ter um local próprio ou aleatório, público ou privado. Os seus objectivos são os mais variados, desde obrigações religiosas ou ideais, satisfação de necessidades espirituais ou emocionais dos praticantes, fortalecer laços sociais, educação social e moral, demonstração de respeito ou submissão, afirmação de afiliação, obtenção de aceitação social, pelo praz ...

O ritual pode incluir adoração e devoção às entidades de religiões ou cultos, passagem para novos estados e responsabilidades, expiação e purificação, juramentos de fidelidade, cerimónias de dedicação, coroações e inaugurações presidenciais, casamentos e funerais, tradições escolares e graduações, encontros de clubes, eventos desportivos, festas, paradas, compras de Natal… Muitas actividades da vida diária estão cheias de pequenos rituais, como dizer olá, um aperto de mão. São usados símbolos e actos apenas por tradição.
Voltando a nossa atenção para os rituais que nos interessam, os ligados ao lado espiritual, o que há a saber?

A primeira coisa a saber é: Quando se começa a assumir conscientemente a nossa vida e capacidades espirituais, é como se carregássemos no acelerador da nossa evolução. Tudo começa a acontecer mais depressa e somos confrontados com os nossos medos, com os nossos defeitos numa velocidade superior ao que estávamos habituados. Todos os testes acontecem num intervalo de tempo menor. Por isso, devemos ter a certeza que queremos realmente mudar a nossa vida e assumir a responsabilidade.

A segunda coisa a saber é: O grande aviso de Max Heindel. Não se juntem em grupo para concentrações, meditações… Qualquer coisa desenvolvida em grupo, é como uma flor de estufa e nos mundos ocultos, não precisamos de flores de estufa que dependem de um determinado ambiente para existirem. Em conjunto, as energias individuais e capacidades, multiplicam-se e dependem exclusivamente da energia desenvolvida pelo grupo. São capacidades fora do controlo de quem as tem e desenvolve-se a clarividência involuntária. E quanto mais isto acontecer, mais longe a pessoa fica da clarividência voluntária e da clareza proporcionada por ela. É bastante grave o desenvolvimento desta forma, porque a vida não é em grupo. As pessoas que desenvolvem capacidades involuntárias são uma porta aberta para as influências negativas do outro reino e transportam essa fragilidade para a sua vida e para a vida de todos os que as rodeiam. Não é só a evolução da pessoa que está em risco, mas a de todos que estejam próximos. Existem determinadas energias negativas que se podem “apegar” a nós. Uma pessoa clarividente involuntária, facilmente atrai este tipo de situações. O problema é que as coisas que lhe ficam ligadas, são sub-reptícias, toldam a mente e a sua energia vai ser negativa e fortemente influenciada, o que fica complicado para todos os que estejam próximos. É por isso um assunto muito sério.

A terceira coisa a saber é: A linha entre o bem e o mal é muito ténue e a qualquer momento a podemos cruzar e quando percorremos o caminho consciente, os avanços e os danos na nossa evolução e na dos outros são exponenciais.

A quarta coisa a saber é: Por alguma razão tantas pessoas têm medo em “mexer” no sobrenatural. Em tudo na vida, mas principalmente em tudo para além do mundo material, saber é poder e não saber é o maior perigo e o maior pecado. Temos de aprender e saber bem o que estamos a fazer, antes de o fazer, ou facilmente as coisas podem virar-se contra nós.

A quinta coisa a saber é: Não existe maior aliado que a nossa intuição. Não é uma coisa qualquer que fala dentro de nós. É aquela sensação de que estamos a fazer uma coisa bem ou não, que nos indica qual é o caminho mais luminoso. Também é importante saber-se que quando estamos mal, numa situação desagradável e tudo fugiu do nosso controlo e da nossa capacidade para fazermos algo, se pedirmos ajuda ao ser mais elevado que acreditarmos, recebemos ajuda.

Na Fraternidade os rituais são nomeados como serviços. Provavelmente a principal razão deve-se a serem puramente para ajudar a humanidade, para servir. Os principais serviços são os de Cura e os de Templo. Os de Cura ocorrem em dias específicos, que variam consoante as influências lunares. Os de Templo servem para manter a orientação energética do Templo. Ambos têm características próprias e este texto serve apenas para uma introdução ao tema. Por tudo o que foi dito, os serviços devem ser reservados para quem se dedica verdadeiramente ao caminho. Por exemplo, no Templo, em Oceanside, os serviços estão reservados para probacionistas.

Existem coisas verdadeiramente importantes na organização do ritual, a primeira coisa é a definição de um objectivo. Logo a seguir, é fundamental o planeamento geral do que se vai fazer. É fundamental que quem participa, seja devidamente ensinado e que treine devidamente. Por exemplo, num casamento, o padre e os noivos devem saber o que fazer e o que dizer, nos momentos apropriados. Depois é preciso tratar da parte física. Os materiais com que se vão trabalhar, o altar, … nada deve ser deixado ao acaso e não se deve utilizar algo que não se saiba para o que é. Aqui é muito importante percebermos as crenças de quem participa e as palavras que se utilizam. Se forem pessoas de diferentes credos, devem-se evitar expressões de credos, preferindo-se o silêncio e deixando-se trabalhar apenas as energias. Se as pessoas partilharem o mesmo credo, podem utilizar as palavras. Este é um aspecto importante porque determina as emoções que cada um sente durante o ritual. Deve-se treinar o ritual, para se estar preparado e deve-se saber a razão de todos os procedimentos. Durante a realização, o mais importante é a intenção e a vontade. Também é fundamental que todos remem na mesma direcção. Depois de qualquer ritual, é fundamental nutrir o corpo. Durante as “acções” energéticas, muita energia é dispensada, tornando-se fundamental a alimentação e o cuidado com ela, porque a sensibilidade aumentou.

Este é apenas um resumo introdutório, para pensarem sobre o tema, nenhum ritual será abordado. Quem estiver interessado em investigar melhor estas coisas e crescer, aconselhamos a leitura do Cap. XVII do Conceito, sempre com calma e cuidado para não fazerem juízos precipitados nem embarcarem numa revolução na vossa vida que acabe com ela. Muita calma e luz para todos.


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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel

Morte e Renascimento

            As almas quando renascem nesta Terra, é como se fossem para a escola, o tempo que temos que permanecer nesta escola, depende das lições que podem ser aqui vivenciadas. Não sabemos em que nível é que cada um está neste momento presente, como não sabemos em que ano é que cada aluno está quando vemos a população estudantil misturada.

            Não basta uma reencarnação em determinadas condições, teremos que repetir o número suficiente de vezes, até aprendermos as lições, do mesmo modo que uma criança frequentará o infantário durante alguns anos, só depois é que irá para a primária,  secundária, etc.
            O que irá aprender em cada um dos níveis, servirá de base para o nível seguinte. Seria impensável pôr uma criança na secundária sem ter frequentado a primária, o ciclo, etc., não teria as bases suficientes de conhecimentos para estar num nível superior.

            Quando morremos neste mundo, e se a alma já aceita a lei do renascimento, tem um sentimento de  libertação, de regresso a casa. Finalmente regressa para mais umas “férias” bem merecidas.

            Duas leis que trabalham em conjunto são a Lei do Renascimento e a Lei de Causa e Efeito, a sua missão principal é garantirem de que não há injustiças, por vezes não há oportunidade nesta vida de “retribuirmos” a bondade e o amor dos outros, como por vezes de “pagarmos” pelas faltas cometidas.

            Assim a Lei do Renascimento permite-nos reencarnarmos mais uma vez, para termos oportunidade de saldarmos dívidas. A sua amiga Lei de Causa e Efeito garante as circunstâncias das nossas oportunidades.


            No futuro quando tivermos aprendido tudo o que está ao nosso alcance neste ambiente terreno, continuaremos a ter tarefas em evoluções mais elevadas. O progresso é infinito, pois somos divinos, e as limitações são impossíveis.

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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel

Porquê que sou Estudante Rosacruz?

No inicio foi uma decisão difícil. Mas, depois com o estudo das lições fui mudando de opinião. Era uma maneira de descobrir a minha própria espiritualidade, a minha própria personalidade, o meu carácter. Pouco a pouco, o curso permitia-me o estudo, a aceitação de mim mesmo. Era um veículo que permitia saber mais acerca de mim e a aceitar-me não só como pessoa, mas também uma maneira que me ensinava a lidar comigo mesmo. Era sem dúvida um veículo, que me dava a oportunidade de aprender mais sobre mim mesmo, de me ajudar a trabalhar e a tratar determinadas situações, importantíssimas que por vezes se manifestavam ou ocorriam na minha vida de uma forma periódica, talvez inconscientemente, atendendo à frequência com que se manifestavam ao longo de todos estes anos.
Foi-se dissipando, uma certa revolta interior. Fui tendo consciência de mim mesmo. Era um caminho irreversível, que quis que se tornasse, assustador para não ter que avançar, e continuar a fazer os mesmos erros. Não fazia sentido continuar a persistir em determinadas atitudes, e comportamentos. Houve coisas que se tornavam ridículas, quando insistia nelas. A mudança, o ter que mudar alguma coisa, era inevitável, e acabou por acontecer.

O caminho mais difícil que percorri até hoje, foi aquele que me levou, ao conhecimento e aceitação de mim mesmo. De todas as pessoas com quem convivo, que conheci, que estão comigo, eu sempre fui o único a não gostar de mim mesmo. O curso deu-me uma perspectiva, uma oportunidade de me conhecer e aceitar de maneira diferente. Uma forma que me acabou por trazer, paz, amar a mim mesmo, e aos outros, e a deixar de criticar. E, a aceitar que tudo está na ordem certa. O universo, move-se de uma maneira perfeita.
Estar vivo, hoje, além de ser um objectivo, tornou-se um objectivo. Mas, estar vivo hoje é muito diferente do que era antes. Estar vivo, é dizer não ao isolamento, é deixar fluir as coisas, é estar presente, é cumprir o propósito da vida. Realmente é muito curto o tempo que por aqui passamos. Estar a desperdiçá-lo, é um verdadeiro atentado. A cada dia que passa vou sentindo uma luz que se acende no meu interior. Todos os dias, é preciso trabalhar mais um pouco, para que essa luz se expanda. Uma das maiores vitórias sobre mim mesmo, foi quando realmente me apercebi, de que os outros, realmente gostavam de mim, da minha presença, da maneira como falo e exteriorizo o que penso. Comecei a aperceber-me de que as pessoas ouviam-me, e escutavam-me com interesse.

Depois, foi ter a noção do papel que é ser pai. Sim, foi com o nascimento dos meus filhos, que tudo se deu. Amá-los é cada vez mais uma necessidade. Mostraram-me o quanto importante sou nas suas vidas. A minha vida tinha agora um rumo, seguia determinada direcção, e não queria de modo algum olhar para trás. Hoje sinto-me feliz comigo mesmo. Sinto que sou prestável. Sobretudo sinto amor por mim mesmo, e pela capacidade que tenho de dar aos outros também amor.

Ao simplificar a minha vida, unicamente pelo caminho da aceitação de mim mesmo, tornei-me na pessoa que realmente sou, que existe sem medo de se manifestar. Sinto, os pés assentes na terra.

J.

Porquê que sou Estudante Rosacruz?

O que me faz ser estudante Rosa Cruz, é essencialmente a identificação que sinto nos ensinamentos que recebo. Basicamente, sinto que tudo faz sentido e por isso me identifico tanto. Os estudos rosacrucianos permitem-me racionalizar um conjunto de questões e criar uma massa crítica dentro de mim fazendo-me questionar muitos assuntos, com o objectivo de encontrar as melhores respostas. Como até à data tenho conseguido manter esse objectivo, sinto que continua a fazer sentido o estudo dos ensinamentos Rosa Cruz.


Além disso, é o sentido amoroso, desprendido e de auxilio ao próximo, que nos incute estes ensinamentos que faz desta filosofia um estilo de vida a seguir. Não é difícil olhar para o bem de uma forma natural e sem procurar retorno, muitas vezes só não estamos atentos para o fazer. E é esse estado que nos vai permitir criar o tal movimento vibracional tão necessário para contrariar a tendência negativa que atravessamos.

Finalmente, os estudos rosacrucianos permitem-me encarar a nossa vivência e a nossa substância de uma forma mais racional, oferecendo-me um conjunto de respostas que justificam cada vez mais a razão de me esforçar para ser cada vez mais uma melhor pessoa nesta e nas próximas vidas.

A.

Porquê que sou Estudante Rosacruz?

A minha integração no grupo deveu-se a um convite de uma amiga ao sentir que eu necessitava de  respostas para algumas questões e igualmente para encontrar alguma motivação adicional ao meu dia a dia repleto de trabalho e contrariedades.·
Ser aluna Rosacruz com a vossa fantástica ajuda e compreensão, ajudou-me a compreender alguns fenómenos da vida, entender o porque de algumas situações difíceis e banir alguns traumas. Igualmente está-me a reforçar a ideia de que com perseverança, honestidade amor pelo próximo e pensamento positivo poderemos ter um mundo melhor.·
Igualmente ajudou-me a interiorizar a palavra "ACEITAÇÃO".


BEM HAJAM!!!

F.

Porquê que sou Estudante Rosacruz?

A filosofia Rosa Cruz entrou no meu mundo como por magia, era tudo o que eu sempre quis e então surgiu a minha oportunidade, há tanto esperada.

Esta filosofia é para mim um tradutor da minha vida espiritual, pois é  ela que me ensina a traduzir o que me acontece no dia-a-dia, por vezes difícil de perceber e de agir, mas ela tem sempre a resposta para o caminho a seguir. Temos de ser pacientes, esta resposta nem sempre ocorre logo, é preciso saber esperar e quando esta resposta vem, é necessário ter a clareza do que ela nos quer transmitir, quando aplicar e como, mas ela diz-nos tudo, não precisamos de ter medo, é preciso é estar atento e aguardar (como se estivéssemos à espera de uma carta que nunca mais é entregue, mas todos os dias temos de ir á caixa de correio).

Com ela reforcei a ideia que já tinha, que não devemos ter qualquer tipo de medo, porque esta vida é só uma passagem, é uma escola onde aprendemos a confrontar os nossos medos e ansiedades. Conseguindo superá-los, levamos na bagagem para uma futura vida, uma nova lição que nunca mais será esquecida e esta irá enriquecer o nosso “curriculum”, se conseguirmos fazer bem o nosso trabalho, não teremos de repetir o “exame”, passamos com nota 20.

É a minha fonte de energia, é nela que encontro o meu equilíbrio, é com ela que me organizo na minha vida profissional e pessoal.

É com ela que consigo aplicar nos outros os bons valores, mesmo que eles teimem em não querer ouvir, mas nunca desisto, apesar de respeitar cada um, as suas crenças, os seus valores, tento sempre passar a palavra de que a Filosofia Rosa Cruz é o MELHOR QUE HÁ, que não vale a pena fugir do nosso eu, porque quanto mais fugimos, mais ele corre atrás e quanto mais tarde percebemos isso mais trabalho termos para fazer. O melhor é quando tivermos o mais pequeno sinal que é para mudar, mudarmos e não deitarmos para trás das costas e dizermos: Amanhã é outro dia, depois começo ou faço (como acontece com as dietas).

O que seria este mundo, se as pessoas apenas fizessem um pequeno esforço para mudar, olhar para o outro, “espantar” os ódios, rancores, ciúmes, invejas, que parassem para olhar para os filhos, que se preocupassem com o conforto dos outros, no fundo, que a sua prioridade fosse o espiritual e não o material. Se assim fosse, se apenas as pessoas se esforçassem nestas pequenas coisas, este mundo seria o sítio onde toda a gente ansiava por estar, seria a plenitude do seu espírito, da sua paz interior.

A Filosofia Rosa Cruz para mim é como uma filha que eu ansiava tanto por ter e quando finalmente consegui, torna-se na minha maior felicidade, o meu maior orgulho.
É o meu bebé de colo, que tenho de alimentar e cuidar todos os dias, todas as horas da minha vida até á morte, sem nunca a desiludir nem abandonar.


NÃO VEJO A MINHA VIDA SEM ESTA FILOSOFIA.

A.

Porquê que sou Estudante Rosacruz?


O estudo da Filosofia Rosa Cruz surgiu porque a vida fez questão de me encaminhar para um conjunto de questões vitais: ser ou não ser, acreditar ou não acreditar, sentir ou não sentir…a dúvida leva ao conflito. O conflito leva à doença. A doença pode levar à Luz ou às Trevas. No meu caso conduziu-me à Luz, Luz essa que me ajudou a encontrar as respostas, a tornear os conflitos, a desvanecer as dúvidas, a aumentar a saúde e a encontrar parte do equilíbrio necessário para a evolução interior. No entanto, outros desafios surgem para testar convicções, capacidade de adaptação, dedicação, persistência, flexibilidade, etc. Aí encontro no estudo, algumas pistas de reflexão, algumas linhas de investigação, novas luzes e ainda mais desafios.


À semelhança de qualquer estudo, no início tudo parece vago, abstracto, incomensurável. Porém à medida que aprendi as “vogais” da filosofia Rosa Cruz, fui caminhando muito lentamente e gradualmente na apreensão das “consoantes”, passando depois para a compreensão de que as vogais podiam intercalar com as consoantes. Mais tarde aprendi que se podiam fazer palavras. Bem mais tarde, dei os primeiros passos na elaboração de frases e anseio pelo dia onde possa vir a escrever "livros". Ciente que escolhi o caminho certo, também sei que é o caminho mais exigente e demorado. Por isso quanto mais cedo começarmos melhor.

V.

Porquê que sou Estudante Rosacruz?

O que me faz ser estudante Rosacruz é o facto de conseguir compreender ou aceitar melhor fenómenos como a morte, o sofrimento humano, as catástrofes naturais, enfim, no fundo faz-me aceitar melhor tudo o que engloba a nossa Vida.
Como estudante Rosacruz aprendi a ser mais disciplinada; aumentei o meu auto-conhecimento; acho que aos poucos estou mais consciente de mim própria e do mundo que me rodeia; não me revoltam situações que dantes considerava injustas.

Sou estudante Rosacruz, porque pretendo crescer espiritualmente; aumentar a minha auto-disciplina; o meu auto-conhecimento, o auto-domínio; encontrar e aumentar a paz interior e irradiá-la a todo o Mundo.

C.