Quando os Senhores do
Destino deram à humanidade a mente e a laringe (energia que veio da divisão da
energia sexual) foi com o intuito da evolução. Com este novo “pacote” vinha
como acessório obrigatório o livre-arbítrio, podermos fazer escolhas pela nossa
vontade, sem ser por obediência cega e absoluta nos Anjos que nos governavam.
Portanto desde essa época
que o homem “pensa” por si próprio e, ao escolher o bem do mal, ao escolher
este caminho ou aquele caminho ou simplesmente a não escolher, vai gerar
consequências por muito minúsculas que sejam, nunca mais será igual ao que era
antes dessa escolha.
O resultado é de
satisfação quando fazemos a escolha certa, ou de culpa quando fazemos a escolha
errada.
Culpa vem do
reconhecimento que aquilo que fizemos afinal não era tão bom, nem tão altruísta
como pensámos de inicio e que afinal os nossos actos têm consequências, e que
afinal magoámos alguém.
Remorso vem desse
sentimento de culpa, o arrependimento por ter procedido assim. No final temos
que tentar resolver a confusão gerada, pedindo desculpas sinceras à pessoa que
foi magoada, tentando reparar a falta, ou quando já não é possível ir ter com
essa pessoa em causa, tentar fazer esse bem a uma outra.
Quando a falta é muito
grave em geral a confissão (que poderá ser feita a um sacerdote, à própria pessoa prejudicada ou a uma pessoa
de absoluta confiança) ajuda a libertar a energia emocional agarrada a esse
acontecimento, e a permitir que esse sofrimento resultante da culpa e do
remorso seja transformado em crescimento de alma.
Quando não podermos por
algum motivo fazer essa confissão a alguém podemos escrever tudo num papel,
todos os detalhes desse acontecimento, revivendo-o com os sentimos gerados de
vergonha, medo, cólera, etc.
No fim esse papel deve ser
destruído para que essa energia também seja destruída.
Um modo de nos defendermos
das maldades cometidas ficarem muito tempo camufladas no nosso coração, é o
auto julgamento que podemos fazer diariamente antes de adormecermos, ao fazemos
a Retrospecção do dia.
A Retrospecção é um
método fácil reconhecermos o que não foi
bem feito e a quem magoamos nesse dia, e como ainda estamos em cima dos
acontecimentos, temos mais facilidade de repormos o bem.
Não devemos continuar no
auto massacre quando erramos, porque isso faz-nos perder energia, e a criar
formar pensamentos que irão moer-nos no nosso subconsciente durante anos e com
o tempo poderão criar complexos e neuroses. Essas formas pensamentos
alimentam-se da nossa energia emocional, e quanto mais pensamos e nos
martirizamos maiores elas se tornam, roubando-nos espaço, tranquilidade, calma
para podermos aprender a lição devida, e pondo em perigo a aprendizagem futura.
E não é por mantermos esses sentimentos dentro
de nós que seremos melhores ou que estejamos a aprender a lição mais
profundamente, seguindo aquela ideia de “que se não faz bem, mal também não
faz”.
O que é importante quando
nós damos conta de que fizemos algo errado, é o reconhecimento desse facto,
percebermos o que nos levou a essa situação, assumirmos a responsabilidade do
acto, arrependermo-nos de o ter feito e resolver a situação sinceramente.
Depois da situação
resolvida registamos a lição aprendida e continuamos o nosso dia-a-dia mas com
mais atenção para evitarmos situações semelhantes no futuro.
A culpa e o remorso são
sentimentos que nos ajudam ao crescimento da nossa alma, mas na medida certa,
caso contrário será prejudicial e no fim é como se não tivessemos aprendido nada.--------------------------------
Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel
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