Existem
várias interpretações sobre a palavra fé, na maioria ligadas a religiões. Faço
a seguir a transcrição de algumas dessas interpretações que encontrei na
wikipédia”, passando depois a uma abordagem mais pessoal.
“
A palavra Fé tem duas origens, a primeira deriva do termo grego pistia,
que quer dizer acreditar. Este é o significado mais usual, entretanto ainda
incompleto, pois não basta crer, é necessário também compreender a razão pela
qual se crê. Esta é a chamada fé raciocinada. Antes de ser uma contradição,
como podem pensar alguns, o uso da razão solidifica a fé, pois ao analisarmos o
objecto de nossa fé, compreendendo-o e aceitando-o, estamos criando alicerces
que tornarão a nossa fé inquebrável, fortalecendo-nos frente aos desafios mais
árduos. Por outro lado, a fé sem a razão é frágil, está sujeita a ser desfeita
e pode, frente ao menor abalo, desmoronar. Ou ainda pior, esta fé irracional
pode-nos conduzir ao fanatismo, à negação de tudo o que seja contra o nosso
ponto de vista. Com esta postura, arriscamo-nos a cometer grandes incorrecções,
visto que, com nossos olhos fechados à razão, poderemos estar defendendo
grandes mentiras, e negando grandes e redentoras verdades.
A outra origem da palavra fé vem do latim, fides,
que também possui o sentido de acreditar, mas agrega a este, o conceito de
fidelidade, ou seja, é necessário que sejamos fiéis ao objecto de nossa fé.
Tomando por base esta compreensão percebemos que não
basta ficarmos recolhidos, rezando, estudando os textos sagrados ou contemplando
os céus. Praticando uma fé passiva. Lembrando as palavras do apóstolo Tiago:
“Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras?
Muitos
religiosos racionalistas, assim como pessoas não religiosas, criticam a fé,
apontando-a como irracional. Para eles, o credo deve ser restrito ao que é
directamente demonstrado por lógica ou evidência, tornando inapropriado o uso
da fé como um bom guia.”
Pessoalmente,
considero que a fé é um sentimento que dá sentido à vida. É uma resposta do
coração ao drama existencial. É uma resposta à nossa pequenez e às nossas
limitações. Provavelmente, quanto mais humildes formos, mais fé teremos.
A
vida terrena é frequentemente rude, dando-nos situações muito difíceis de
suportar. Só a fé pode serenar este sofrimento. Faz-nos aceitar melhor a dureza
da realidade, faz-nos acreditar que existe um propósito para tudo isto, embora
ainda desconhecido, temos a certeza de que é justo. É a nossa ligação mais pura
ao Divino.
É
angustiante conviver com aquilo que consideramos de injustiças, de corrupção e
incertezas. Só a fé nos ajuda a ver o sol atrás das nuvens. No fundo, dá-nos a
certeza de que tudo está certo, e a força para continuarmos o nosso caminho.
A
fé ajuda a acalmar a ânsia que surge devido às limitações dos nossos sentidos. Mas
não pode ser justificação para não querermos e desistirmos de saber a verdade.
Embora confiantes de que tudo está feito para nosso bem, devemos fazer esforços
para que se descubra a verdade, ou seja aliar a Ciência à Fé. Pois quem tem fé
também pode ter dúvidas, sendo elas o motor que nos leva a descobrir a verdade.
Podemos falar de fé noutro contexto,
por exemplo, quando dizemos “tenho fé que vou conseguir fazer isto ou aquilo, é
também um sentimento de acreditar que algo vai acontecer, sem que haja provas
disso. Este pensamento é muito importante, de tal forma que já fez alguns
milagres. Nada é impossível quando temos fé, pois se os nossos pensamentos
atraem as formas correspondentes, quanto mais fé tivermos, mais força damos à
realização das coisas, como disse o nosso MESTRE JESUS:
“Em
verdade vos digo que, se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda direis a
esta montanha: move-te daqui para ali, e ela se moveria; e nada vos seria
impossível.” (Mateus, 17:20). Portanto, vamos confiar, compreender e trabalhar,
certos de que através da nossa fé consciente seremos capazes de superar todos
os obstáculos do caminho, acreditando que temos força para vencer os desafios e
seguros de que se esta força, em algum momento nos faltar, nosso Pai que está
nos céus nos sustentará e nos guiará “mansamente a águas tranqüilas.” (Salmos
23:2).
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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel
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