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É nosso objectivo de uma forma simples organizar alguma informação e dar a conhecer a Filosofia Rosacruz e a possibilidade de a estudar e de a viver.

Sintam-se à vontade para questionar a validade de tudo, pois só o que fizer reflexo em nós, só o que acreditarmos como verdade, é que o devemos aceitar.

Em seguida aparece a última mensagem que foi escrita e no final o Arquivo do Blogue.

Que a Luz esteja convosco.

Mudança e Resistência

Quando pensamos em mudança percebemos que dentro desta definição se encontram um enorme número de situações, quase constantes no nosso dia a dia, que podem ser muito díspares entre si e que podem ter um impacto muito diverso na nossa vida, desde serem quase imperceptíveis até terem um efeito muito marcante.

Independentemente sobre que área ou áreas da nossa vida ela ocorra podemos fazer uma distinção entre 2 tipos diferentes de mudança, aquelas pelas quais nós próprios optamos e que intencionalmente potenciamos; e aquelas que julgamos que nos são de algum modo impostas, pois não as escolhemos voluntariamente, mas como bem sabemos tudo na nossa vida tem uma razão de ser.

A mudança nem sempre é fácil pois vem associada à incerteza, à insegurança no fundo ao medo do desconhecido e do que é diferente, e estes sentimentos acompanham tanto as mudanças voluntárias como aquelas com que somos surpreendidos, e reagimos normalmente com muito mais resistência a estas últimas, o que dificulta e muito a capacidade de nos adaptarmos à nova situação e o que acarreta maior sofrimento.

Certas situações que ocorrem na nossa vida têm como consequência mudanças que podem ser o resultado do nosso destino maduro, da lei da consequência, ou serem necessárias para cumprirmos o “trabalho” a que nos propusemos quando decidimos reencarnar, apesar de algumas serem extremamente difíceis e desafiantes temos sempre o livre arbítrio de as aceitar, não lhes resistir e escolher como vamos agir sobre elas. A escolha de como vamos agir em relação à situação que nos é apresentada nem sempre é fácil, uma vez que, todos nós temos padrões de comportamento e reacção que se encontram profundamente enraizados e que são quase automáticos, o que torna muito difícil alterá-los e por conseguinte requer um esforço consciente e constante para resistir ao padrão e introduzir a mudança.

Algumas das situações mais dramáticas que sucedem na nossa vida são precedidas de alguns “avisos”, que nos são dados através de situações menos graves que nos vão acontecendo, que trazem consigo um convite à mudança e quando não optamos por ela, podemos ser confrontados com uma situação que leva quase que obrigatoriamente à mudança que nos tinha sido solicitada anteriormente pela vida, mas eventualmente de forma mais penosa. As situações mais radicais guardam em si mesmas as hipóteses de maiores mudanças, maiores feitos, maiores conquistas são com estas que vamos mais longe, nos ultrapassamos, crescemos e evoluímos mais.

Quer a mudança nos pareça de algum modo “imposta” ou seja uma opção nossa, esta acarreta sempre em si a hipótese de evoluirmos, de crescermos, de nos conhecermos melhor a nós próprios. Quando nos desafiamos a nós próprios e iniciamos ou aceitamos mudanças nas nossas vidas, que conseguimos implementar, e com as quais crescemos e aprendemos, ganhamos mais confiança em nós próprios e temos razões para nos orgulharmos de nós mesmos, permito-nos sentir e perceber que somos mais do que aquilo que pensámos ser, podemos descobrir novos talentos e há uma expansão da nossa criatividade quando nos temos que adaptar a novas situações. O que por sua vez nos dá também mais confiança e conhecimento para enfrentar futuros desafios e mudanças.

No nosso caminho de evolução espiritual as mudanças são internas, subtis e progressivas, tendo em conta que é necessária a repetição e a interiorização para que esta mudança seja gravada no nosso corpo vital. E estas mudanças muitas vezes não são tão visíveis para exterior ou pelo menos não tão identificáveis, só nos apercebemos delas quando estamos de novo numa situação idêntica a situações anteriores e reagimos de forma muito diferente ou verificamos que já não nos é tão difícil lidar com uma situação daquelas.

A pergunta que se impõe é se de facto aproveitamos a maior parte das oportunidades de mudança que a vida nos oferece e se as fazemos da melhor maneira a evoluirmos espiritualmente, isto é, será que fazemos o correcto uso do poder da Epigénese que cada um de nós possui?

Creio que precisamos de facto estar muito atentos aos sinais que a vida nos dá e ouvirmos o nosso coração e a razão, para podermos identificar as oportunidades de introduzir mudanças na nossa vida, não resistirmos e de evoluirmos. Quando estamos tranquilos e atentos e não deixamos que o medo nos domine, podemos por vezes sentir qual o caminho que devemos seguir, porque nos sentirmos bem, “sintonizados e alinhados” connosco e com o Universo, algo que muitas vezes é difícil de conseguir, mas temos que tentar e confiar, pois sabemos que temos sempre umas “mãos invisíveis” que nos ajudam e guiam.


Independentemente de nos apercebermos ou não, a mudança é uma constante na nossa vida e no Universo, tudo e todos estamos em constante mudança e mutação, pois esta é uma condição inerente à vida e à evolução. E creio que o melhor que podemos fazer é questionarmo-nos regularmente se somos pró-activos o suficiente em relação à mudança e se de facto estamos a usar da melhor forma possível o poder da Epigénese e do livre arbítrio para fazermos face à nossa resistência natural em relação a ela.

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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel

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