Todos os
dias nós lidamos com o mundo que conhecemos. Acordamos, lavamo-nos,
alimentamo-nos, seguimos com as nossas responsabilidades. Todos os dias lidamos
com o mundo que vemos, que tocamos, que sentimos. Todos os dias influenciamos e
somos influenciados por ele. Mas onde acaba o mundo que “todos” conhecemos e
começa o mundo que poucos conhecem?
A primeira
pergunta é, “quantos é que acreditam neste mundo? E no outro?”
Nós somos
estudantes de ensinamentos ocultos que servem para nos elevar e fazer
reconhecer o nosso lugar e a nossa essência. Mas antes de qualquer um de nós
continuar, deverá saber responder a si próprio, se acredita no outro lado e
quanto é que acredita.
Tal como em
tantas coisas neste mundo, não há branco e preto, é uma grande escala de cores.
Uns acreditam no conceito da energia, outros no conceito de alguma forma de
divindade, mas no que é que cada um acredita realmente?
Para
tratarmos destes assuntos, temos de saber onde nos encaixamos e com isso,
decidimos que leituras tiramos do mundo e dos textos que falam sobre ele.
Em relação
a toda a humanidade, haverá sempre quem seja sincero e real, outros serão
apenas sinceros e outros nem isso. Uma das questões cruciais quando lidamos com
este tema é “qual a origem do problema”. Há uma quantidade enorme de
explicações físicas para determinados acontecimentos e depois, há os outros
acontecimentos.
A segunda
questão fundamental para ser enfrentada é “quanto é que querem sair da
realidade material e enfrentar a que está mais perto que o nosso nariz?”
Uma
informação adicional, quem comece a mexer nas coisas do outro lado, acelera a
sua evolução de uma forma inesperada. Tal como, quando uma pessoa decide
começar a viver segundo os bons princípios dos ensinamentos ou de qualquer boa
religião. Poderíamos dizer que, de certo modo, todas as coisas acontecem às
pessoas boas.
Porquê?
Porque quem
quer ser bom, melhora-se, corrige os seus erros, acrescenta bons pontos à sua
conta cósmica, resolve as lições difíceis que tinha planeado para esta vida.
Logo, quando se resolvem os principais pontos a que nos dedicámos na presente
vida, ficamos com o resto da vida vazia de lições. Mas como o vazio não pode
existir, o balanço cósmico dita, que então estamos prontos para começar a ascender.
Assim, novas lições são-nos apresentadas para nos ajudarem na nossa ascensão.
No fundo é como na escola, quando um aluno brilhante resolve tudo o que
corresponde ao seu ano e os professores ao verem a sua dedicação e
persistência, decidem colocá-lo num ano mais elevado, que pode correr mal ou
bem, mas será sempre mais difícil que o anterior.
Assim, para
mim, existem assombrações, feitiços e magia, mas nem tudo o que as pessoas
acham que o é, é realmente.
Estes
assuntos são na minha opinião para serem tratados ao vivo, para sabermos o
acreditar e a preparação de cada um sobre o assunto e não se criarem
mal-entendidos.
Porque é
que as pessoas não são capazes de fazer magia? As nossas capacidades dependem
da capacidade de mantermos uma plena concentração sobre os nossos pensamentos e
emoções. Temos de manter a concentração sobre todo o nosso ser. Quem é que
colocaria nas mãos da humanidade actual, com as suas instabilidades emocionais
e mentais, o poder de criar ou destruir o Universo? Imaginem o comando de explodir
todas as bombas atómicas do mundo ligado às emoções de uma pessoa.
Há mais
poder no homem, do que se imagina. Cada emoção, cada pensamento, é mais forte
do que as acções. Toda a nossa energia está sempre a difundir-se para o mundo.
Alimentamos o mundo conforme o que sentimos e pensamos. O que é que faz variar
a eficácia deste acontecimento? A concentração, repetição e plenitude do
pensamento e emoção. Assim, cada vez que têm uma emoção negativa, um pensamento
pouco feliz, estão a ajudar a escurecer o mundo. Se o repetirem várias vezes,
mais eficaz é o escurecimento. E se acreditarem mesmo nisso, então estão mesmo
a atrasar a evolução de todos. Assim, quando pensarem ou sentirem algo, pensem
duas vezes se vale a pena sentir o que sentem.
No assunto
da magia, é a repetição que faz a mestria. Não funciona se não fizermos nada e
depois num momento de aflição quisermos que funcione. O mesmo para a protecção
divina. Não funciona se todos os dias nos esquecermos deles ou os maldissermos.
Claro que este “não funciona”, não é branco, nem preto, digamos assim, não
funcionará tão bem como se dedicarem uma atenção diária ao assunto.
Para
terminar, quanto mais se evolui, mais estreito é o caminho, mais difícil é
mantermo-nos no caminho certo. As provas são mais difíceis e facilmente
derrapamos. Por isso, tenham uma atenção particular a cada momento para não
estarem a fugir para o lado errado.
Quem precisar e quiser, encontrará
a ajuda que precisa.
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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel
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