“Cada um possui uma experiência
diferente da iniciação, mas, em cada caso, é uma experiência interna, e a
manifestação externa desta experiência interna é que transforma toda a vida do
homem, em todos os seus aspectos. … A Iniciação transforma por completo a vida
do homem. Dá-lhe confiança que jamais possuiu. Envolve-o com o manto de
autoridade que nunca ser-lhe-á tirado. Não importam as circunstâncias que se
apresentem na sua vida, ela difunde uma luz sobre todo o seu ser que é
simplesmente maravilhosa.”
Este
excerto do livro “Colectâneas de um Místico” de Max Heindel, foi o meu modo de
terminar o tema de “Iniciação I”, do ano passado em Fevereiro, e como é um tema
extenso resolvi dar-lhe continuação.
Passou-se
quase dois anos, e este passar do tempo trouxe-nos novas experiências, novas
aprendizagens, novas oportunidades de utilizarmos o nosso livre arbítrio, e daí
resultaram algumas marcas em todos nós, portanto estamos todos mais sábios, não
se riam, nem façam essas caretas, nem torçam o nariz.
É
uma verdade, estamos mais sábios, podem não dar importância à vossa sabedoria
duramente conquistada.
E
este “duramente” pode também ser a simples contestação de que afinal não
aprenderam assim tanto, podiam ter-se esforçado um pouco mais, podiam .... mas
também isso é sabedoria!
Nesta
fase da nossa evolução todos, mas todos temos muito a aprender, porque a
aprendizagem é lenta. Observem a natureza, por exemplo, estamos agora no
Outono, e a preparação para o Inverno demora mais ou menos 3 meses e assim
sucessivamente. Precisamos de tempo para adaptarmo-nos, e esse “tempo” é lento.
Mas se formos persistentes e empenhados, conseguimos acelerar um pouco o nosso
ritmo de aprendizagem.
Mas
acelerar para quê? Parece que “tudo” está na mesma, as mesmas maldades,
sofrimentos, fome, guerras, doenças, e continua a parecer que os “maus” ganham
sempre em vez de serem os bons.
Vocês
sabem que na verdade as coisas não estão na mesma, há diferenças mesmo que
subtis e pequeninas, sim tem a ver com a lentidão da evolução, várias
encarnações não são suficientes para aprendermos tudo o que necessitamos.
Um
modo de “acelerarmos” é preparamo-nos para a iniciação. Não querem? Têm medo?
Para
vos dar essa ideia óptima e maravilhosa, é que comecei com o texto de Max
Heindel, releiam-no atentamente. E devagar, como se mastigassem as palavras.
Não deve ser maravilhoso atingir tal grau? E como também ele nos disse qualquer
um de nós pode ser um iniciado.
O
caminho é difícil nos seus aspectos práticos, ou seja, precisamos de treinar:
- Atenção
– e essa atenção refere-se aos pormenores do nosso dia-a-dia, por ex: a
reacção dos outros às nossas acções, os sorrisos, as caretas, as
interrogações. O nosso comportamento nas situações. O tempo, o ambiente, a
luz ...
- Aceitação
– que é o contrário da resistência, e isto não significa sermos “totós”, a
aceitação refere-se só, que numa 1ª abordagem nós aceitamos o facto (a
notícia, a comunicação, a intriga, a maledicência, a inveja, o amor ...),
de seguida podemos atrair o interesse ou a indiferença.
- Acção
– que nos levará à aprendizagem, a dizer sim ou não, ou a modificar, ou
qualquer coisa que faça sentido para vocês.
Podem
pensar, mas isto é básico! Pois é, e também já falámos disto vezes sem conta.
Estão cansados de “ouvirem”
sempre o mesmo? Mas não temos que aprender pela repetição? Ou já alterámos o
nosso comportamento? Já nos levantamos da cama a maioria das manhãs, contentes
a agradecer por mais um dia maravilhoso? A pensar que vamos conseguir atingir
os nossos objectivos, mantendo-nos no nosso caminho bom? Já pedimos sabedoria
como bússola da nossa vivência?
Quaisquer
que sejam as nossas respostas, uma coisa é certa, temos que continuar a tentar
a fazer o nosso melhor, a querermos ir mais longe.
Um
ponto muito importante, que me tem ajudado muito, é sentir a divindade dentro de nós. Sentirmos que fazemos
parte de tudo, do todo. Somos como pequenos grãos de areia, mas uns grãos de
areia muito importantes, porque somos únicos!
E
termino, com uma citação de Max Heindel, no seu livro “Ensinamentos de Um Iniciado, “O factor determinante, o que qualifica
qualquer acto como um serviço de natureza espiritual ou uma simples actividade
física, é a nossa própria atitude no mundo”.
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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel
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