A dependência existe de um estado de desequilíbrio e reflete
se grandemente nos vários tipos de elos/ligações que necessitamos de criar uns
com os outros, necessitamos de relações amorosas, criar vínculos, laços de
pertença e quando nos encontramos em desequilíbrio vem a insatisfação,
insegurança, infelicidade, rejeição, culpa, baixa auto estima, raivas,
ressentimentos, etc., ou seja na essência medos versos dependência ou mesmo co
dependência.
Não podemos esquecer que na nossa cultura/sociedade ainda há
muito a crença de que devemos procurar a felicidade “mágica” no amor/paixão e
ou no parceiro/a ideal o(príncipe/princesa perfeita), através de promessas de que
essa relação nos traga satisfação e realização pessoal. A sociedade prepara-nos
para os desafios da vida, adquirir liberdade, autonomia e espiritualidade? A
nossa tradição ocidental de amar e ser amado está disfuncional porque promove a
dependência emocional, já não falando das materiais.
Dependencia: em latim – adictere – estar preso, escravizado.
Co-Dependente: diz-se daquele que necessita que alguém
necessite dele para se sentir valioso, vício de aprovação.
Geralmente quando existe um dependente, junto está o
co-dependente responsável e permissivo por não fazer restrições e estimular o
dependente a não andar pelas próprias pernas. Cria desculpas como “cuidar dos
outros” para se tornar a tal pessoa valorizada, e por “aguentar” toda a
situação chama a atenção sobre si.
Não seremos todos em menor ou maior grau co-dependentes? Na
medida em que acreditamos ser responsáveis pela felicidade e necessidades dos
outros? Numa tentativa de controlar e conduzir as suas vidas, comportamentos e
até pensamentos? Estamos sempre em busca do amor do outro, aprovação,
reconhecimento para compensar as nossas próprias falhas? Pensar que o outro não
necessita de nós para viver deixa uma sensação de vazio, que nós próprios ainda
não encontramos forma de preencher?
A dependência emocional é a perceção que o individuo tem de
não conseguir lidar consigo e com a vida de forma adequada, por este motivo,
ficamos dependentes dos cuidados de outro e pelo medo de romper o vínculo com
quem nos consegue fazer “funcionar” sujeitamo-nos e atrasamos a nossa evolução.
Alguns exemplos para reflexão:
-ter dificuldade de dizer o não (ser o bonzinho da história)
-sentir-se culpado de uma felicidade (afinal há tanta gente
no mundo a sofrer)
-medo de dizer o que se sente (por perder o amor/admiração/respeito
do outro)
-ter medo de ser abandonado/rejeitado
-ter a noção errada de que os dois devem ser um
-medo de assumir riscos e à mudança
-depender de outros para se sentir
completo/seguro/equilibrado
-ter expectativas irreais para receber amor (se eu sofrer por
ti, amas-me?)
-sentimentos de extrema insegurança por abandono e ou
solidão.
-grande incapacidade de enfrentar os seus MEDOS….
“Se quisermos
mudar nossa vida, é mais importante mudarmos as atitudes do que as
circunstâncias. A menos que mudemos as atitudes, é improvável que as
circunstâncias, realmente, possam mudar um dia.” Robin
Norwood do Livro Mulheres que Amam Demais.
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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel
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