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É nosso objectivo de uma forma simples organizar alguma informação e dar a conhecer a Filosofia Rosacruz e a possibilidade de a estudar e de a viver.

Sintam-se à vontade para questionar a validade de tudo, pois só o que fizer reflexo em nós, só o que acreditarmos como verdade, é que o devemos aceitar.

Em seguida aparece a última mensagem que foi escrita e no final o Arquivo do Blogue.

Que a Luz esteja convosco.

A Não Aceitação

Escolhi este tema porque nos últimos tempos tenho tomado consciência de que muitos dos problemas que sofro advêm do facto de não aceitar muitas coisas da minha realidade. Constato também que este problema não é só meu. Por isso, pensei em fazer uma reflexão acerca deste assunto com o objetivo de clarificar o meu caminho e ajudar a clarificar o dos outros. Escrevo este texto com base nos conhecimentos que a minha evolução espiritual permite, e da observação que faço dos outros. Será a minha verdade atual que está aberta a qualquer correção e complemento.

Todos nós, em medidas diferentes, temos dificuldade em aceitar algumas circunstâncias da nossa vida. Pode ser não aceitar o cão do vizinho, o mau feitio do patrão “se é que existem maus feitios”, caraterísticas do nosso cônjuge, os quilos a mais ou a menos, os problemas dos nossos filhos, quem somos etc..

Mas afinal o que é aceitar ou não aceitar? Vi uma definição sobre aceitação que ajuda a compreender este termo. Diz que aceitar é ” concordar em receber algo que nos é dado”.
 Então, o que é que está por detrás desta nossa negação ao que nos é dado? Porque não aceitamos?

Não aceitamos porque temos a nossa visão ainda muito limitada. Ainda está muito centrada em nós próprios. Queremos moldar o mundo à nossa volta de acordo com os nossos desejos e ambições de forma a favorecer-nos e àqueles de quem gostamos. Desejamos criar um mundo que nos dê segurança e estabilidade, que se encaixe dentro das nossas expectativas. A não aceitação advém do nosso egoísmo e da necessidade que temos de controlar o que existe à nossa volta.

Quando não aceitamos estamos a duvidar da Justiça Divina. Estamos a pôr em causa o que Deus entendeu ser o melhor para nós. Está, portanto, intimamente relacionada com a falta de FÉ. Com o Não Acreditar naquilo que nos é dado e no que merecemos. É não estar em sintonia com a vontade de Deus. É dizer “quero que seja feita a minha vontade e não a Tua vontade”.

Penso que é à volta desta negação que encontramos explicação para a pergunta que todos fazemos um dia: O que é que eu quis vir aqui fazer e aprender?- Se calhar viemos cá aprender a aceitar.

A não aceitação é um processo de luta interior. Provavelmente uma luta entre os mundos superiores e os inferiores. Uma luta que desgasta as energias colocando o corpo físico vulnerável às doenças e ao sofrimento. Desencadeia desequilíbrios emocionais com o aparecimento de sentimentos de tristeza, de revolta, de raiva e agressividade… É a causa de guerras, de divórcios, de suicídios etc..

Contudo, nem tudo é mau no processo de não aceitação. A história demonstra-nos que é graças a esse sentimento que temos tido mudanças tão boas na nossa sociedade. É o que nos faz caminhar na procura de um mundo melhor. É a não aceitação das injustiças que faz com que se procure um caminho mais justo. É com a não aceitação da poluição que surgem movimentos para a defesa da natureza. É a não aceitação das injustiças de um patrão, que nos faz procurar um emprego melhor. É com a não aceitação da violência doméstica que surgem movimentos que protegem e ajudam as mulheres…

Vendo então agora por um prisma diferente, a não aceitação é como a guerra e as catástrofes naturais, tem sido um mal necessário. Porque aceitar as injustiças e acomodarmo-nos à nossa inercia também não é o caminho.

Contudo, pretendo com este texto focar-me nas emoções que envolvem o processo da não aceitação interior e que desencadeiam os sentimentos negativos.

Concluo que temos de aprender a aceitar e agradecer tudo o que nos é dado, e deve ser dentro deste processo de harmonia mental que devemos analisar o que é necessário mudar ou não. Ou seja, o primeiro passo deve ser aceitar e depois mudar, se necessário.

O que acontece, na maioria das vezes, é que desencadeamos a mudança dentro de uma desarmonia interior com os sentimentos de raiva e revolta a comandar as nossas ações. É aqui que temos de trabalhar duramente para alterar este processo.

O ano passado, calhou-me o tema da Fé. Sei agora como é difícil ter Fé e aceitar a vontade de Deus. Como é difícil acreditar que sofremos para nosso bem, que adoecemos porque merecemos, que não temos o que desejamos porque assim é melhor. É muito difícil …
Mas, como costumo dizer: ninguém nos disse que isto ia ser fácil. Se calhar tem mesmo que ser assim…

A não aceitação é um brigar com uma realidade que já é.
Essa resistência não tem poder algum de mudar a situação exterior ou o comportamento de alguém. Mas, inconscientemente, é como se achássemos que nossas reclamações mentais e nosso desconforto interno fossem mudar algo.”
                                                        Andre Lim em Acunpuntura das emoções


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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel

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