Bem-vindo

Bem-vindo ao nosso Blogue.

É nosso objectivo de uma forma simples organizar alguma informação e dar a conhecer a Filosofia Rosacruz e a possibilidade de a estudar e de a viver.

Sintam-se à vontade para questionar a validade de tudo, pois só o que fizer reflexo em nós, só o que acreditarmos como verdade, é que o devemos aceitar.

Em seguida aparece a última mensagem que foi escrita e no final o Arquivo do Blogue.

Que a Luz esteja convosco.

Deus – Deuses e Deusas do Mundo - O objectivo da Evolução

Ao fazer uma avaliação prévia em relação ao tema “Deuses e Deusas do Mundo – O objectivo da Evolução”, pensei ser um tema bastante complexo, talvez por nunca o ter estudado e não fiz a ligação imediata entre Deus e Evolução, mas tudo se interliga!

Penso que é importante definir Deus, esse ser Superior que tanta gente pretende representar, embora sem êxito.

Deus (na nomenclatura Ocidental) é uma “força” criadora do Universo, um ser Ilimitado[1].

“É uma verdade literal que ”n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”, porque nenhum de nós pode existir fora das Grandes Inteligências que, com Sua Vida, interpenetram e sustentam o nosso Mundo.[2]

Deus, são portanto energias que se interpenetram e sustentam o nosso Mundo.

Esta Divindade está dividida em “Pai”, “Filho” e “Espírito Santo”, tal como nós conhecemos.



O Poder é o ser Supremo, do qual surgiu o Verbo. Este, por sua vez tem a capacidade de criar, e o Movimento é a personificação de tudo o que existe neste Mundo, incluindo milhares de sistemas solares que desconhecemos.

É a partir deste tríplice ser Supremo que conseguimos compreender que existe muita coisa para além daquilo que conseguimos ver ou percepcionar/sentir. Desse ser Supremo provêm os Sete Grandes Logos, que se vão dividir e subdividir em sete, infinitas vezes.

O “nosso Deus”, tal como todos os outros de outros Sistemas Solares, é uma subdivisão deste ser Supremo, e manifesta-se também de forma tríplice: “Vontade”, “Sabedoria” e “Actividade”. Cada um destes Espíritos Planetários é responsável pelo processo evolutivo do seu Sistema Solar.

No nosso esquema planetário, as entidades que atingem um elevado grau de perfeição, assumem funções de Espírito Planetário e continuam a evoluir, deixando de participar activamente[3] mas continuando a guiar seres menos evoluídos.

Com a ajuda destes seres regentes, que já adquiriram outros níveis de inteligência por experiências passadas, todos os seres trabalham para um objectivo que é: Evoluir.

A Evolução começa quando o nosso Ego se individualiza, e começamos a ter consciência própria, temos, então, nas nossas mãos o poder para alcançar tudo o que quisermos. A força interna de um ser em evolução possibilita a cada um, ser original e dá lugar à habilidade criadora, ou seja, são-nos dadas todas as ferramentas para que o ser evolutivo se possa tornar um Deus.

“A força interna do ser evolucionante (…) … É chamada “Génio” e, (…) a sua manifestação é a Epigénese”.[4]


[1] Ilimitado – Algo que não termina, ou que pelo menos o Homem não tem a capacidade de representar.
[2] Retirado de Conceito Rosacruz do Cosmos, p. 164, Capítulo V – A RELAÇÃO DO HOMEM COM DEUS.
[3] Deixando de participar activamente – Como são seres evoluídos, deixam de encarnar em corpos físicos.
[4] Retirado do Conceito Rosacruz do Cosmos, p. 171, Capítulo VI – O Esquema da Evolução, o princípio.

Deus – Deuses e Deusas do Mundo - O Objectivo da Evolução

Quando empregamos a palavra “ Deus” podemos estar a referir-nos a inúmeras coisas.

Ao ser Supremo, que é o grande Arquitecto do Universo, ao Arquitecto do nosso Sistema Solar ou ao Absoluto (Existência Una).

Ainda que todos eles mereçam a nossa reverência e adoração são todos diferentes uns dos outros.

 “Deus”Ser Supremo, expandiu-se e criou os 7 grandes logos, há portanto hierarquias múltiplas. O Ser Absoluto criou o universo através da substância raiz-cósmica ou seja do nada, mas todos os sistemas se interpenetram.

Assim devemos limitar-nos ao nosso plano, ao nosso Deus mais próximo.
Por exemplo o Sol é dos mais elevados seres do nosso cosmo, ou seja é o nosso mais próximo símbolo de Deus, se bem que não seja mais do que um véu para “Aquele” que está por trás.

Nós temos um deus no nosso sistema solar mas os outros sistemas solares também têm os seus Deuses.

Esta interpretação que acabei de fazer foi de certa forma macro.
Numa interpretação micro ou seja menos abrangente, podemos dizer que desse “Deus” que já deriva de outros seres superiores, ainda derivam outros Deuses ou Deusas.

No mundo em que vivemos, e agora situo-me desde o nascimento de Cristo (o mais alto iniciado para a nossa onda de vida) até hoje, o sistema de adoração teve e terá que se adaptar às necessidades espirituais e intelectuais de cada época, por isso as grandes entidades espirituais responsáveis pela evolução, mudam as religiões do mundo em harmonia com a marcha dos astros.

Por exemplo, antes de Cristo temos uma grande influência da mitologia Grega e Romana onde os Deuses e Deusas abundam. O cristianismo também representou o fim da mitologia, um processo que conduziu ao desenvolvimento do pensamento racional, favorecendo assim o desenvolvimento da ciência.

Objectivo da evolução
O objectivo da evolução é todos nos purificarmos até nos tornarmos Deuses. Temos que ir “refinando” a cada existência.

Podemos dizer que pelo menos no esquema planetário a que pertencemos, as entidades mais desenvolvidas, as que alcançarem um elevado grau de perfeição em existências anteriores, assumem num primeiro estádio as funções de Espíritos Planetários originais.

Neste período em que nos encontramos, todos os seres menos evoluídos trabalham para adquirir mais experiência do que a que já têm e os que já se encontram em mais alto grau auxiliam os que não despertaram ainda.
“ A Subsequente fase de existência, durante a qual o ser humano desenvolve a consciência até a converter em divina omnisciência, denomina-se EVOLUÇÃO”


Isto é, a força interna que existe em cada ser em desenvolvimento e que é diferente para cada individuo e original permite-lhe tornar-se num Deus.

--------------------------------
Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel

Assombrações, feitiços e magia

Todos os dias nós lidamos com o mundo que conhecemos. Acordamos, lavamo-nos, alimentamo-nos, seguimos com as nossas responsabilidades. Todos os dias lidamos com o mundo que vemos, que tocamos, que sentimos. Todos os dias influenciamos e somos influenciados por ele. Mas onde acaba o mundo que “todos” conhecemos e começa o mundo que poucos conhecem?

A primeira pergunta é, “quantos é que acreditam neste mundo? E no outro?”

Nós somos estudantes de ensinamentos ocultos que servem para nos elevar e fazer reconhecer o nosso lugar e a nossa essência. Mas antes de qualquer um de nós continuar, deverá saber responder a si próprio, se acredita no outro lado e quanto é que acredita.

Tal como em tantas coisas neste mundo, não há branco e preto, é uma grande escala de cores. Uns acreditam no conceito da energia, outros no conceito de alguma forma de divindade, mas no que é que cada um acredita realmente?

Para tratarmos destes assuntos, temos de saber onde nos encaixamos e com isso, decidimos que leituras tiramos do mundo e dos textos que falam sobre ele.

Em relação a toda a humanidade, haverá sempre quem seja sincero e real, outros serão apenas sinceros e outros nem isso. Uma das questões cruciais quando lidamos com este tema é “qual a origem do problema”. Há uma quantidade enorme de explicações físicas para determinados acontecimentos e depois, há os outros acontecimentos.

A segunda questão fundamental para ser enfrentada é “quanto é que querem sair da realidade material e enfrentar a que está mais perto que o nosso nariz?”

Uma informação adicional, quem comece a mexer nas coisas do outro lado, acelera a sua evolução de uma forma inesperada. Tal como, quando uma pessoa decide começar a viver segundo os bons princípios dos ensinamentos ou de qualquer boa religião. Poderíamos dizer que, de certo modo, todas as coisas acontecem às pessoas boas.

Porquê?
Porque quem quer ser bom, melhora-se, corrige os seus erros, acrescenta bons pontos à sua conta cósmica, resolve as lições difíceis que tinha planeado para esta vida. Logo, quando se resolvem os principais pontos a que nos dedicámos na presente vida, ficamos com o resto da vida vazia de lições. Mas como o vazio não pode existir, o balanço cósmico dita, que então estamos prontos para começar a ascender. Assim, novas lições são-nos apresentadas para nos ajudarem na nossa ascensão. No fundo é como na escola, quando um aluno brilhante resolve tudo o que corresponde ao seu ano e os professores ao verem a sua dedicação e persistência, decidem colocá-lo num ano mais elevado, que pode correr mal ou bem, mas será sempre mais difícil que o anterior.

Assim, para mim, existem assombrações, feitiços e magia, mas nem tudo o que as pessoas acham que o é, é realmente.

Estes assuntos são na minha opinião para serem tratados ao vivo, para sabermos o acreditar e a preparação de cada um sobre o assunto e não se criarem mal-entendidos.

Porque é que as pessoas não são capazes de fazer magia? As nossas capacidades dependem da capacidade de mantermos uma plena concentração sobre os nossos pensamentos e emoções. Temos de manter a concentração sobre todo o nosso ser. Quem é que colocaria nas mãos da humanidade actual, com as suas instabilidades emocionais e mentais, o poder de criar ou destruir o Universo? Imaginem o comando de explodir todas as bombas atómicas do mundo ligado às emoções de uma pessoa.

Há mais poder no homem, do que se imagina. Cada emoção, cada pensamento, é mais forte do que as acções. Toda a nossa energia está sempre a difundir-se para o mundo. Alimentamos o mundo conforme o que sentimos e pensamos. O que é que faz variar a eficácia deste acontecimento? A concentração, repetição e plenitude do pensamento e emoção. Assim, cada vez que têm uma emoção negativa, um pensamento pouco feliz, estão a ajudar a escurecer o mundo. Se o repetirem várias vezes, mais eficaz é o escurecimento. E se acreditarem mesmo nisso, então estão mesmo a atrasar a evolução de todos. Assim, quando pensarem ou sentirem algo, pensem duas vezes se vale a pena sentir o que sentem.

No assunto da magia, é a repetição que faz a mestria. Não funciona se não fizermos nada e depois num momento de aflição quisermos que funcione. O mesmo para a protecção divina. Não funciona se todos os dias nos esquecermos deles ou os maldissermos. Claro que este “não funciona”, não é branco, nem preto, digamos assim, não funcionará tão bem como se dedicarem uma atenção diária ao assunto.

Para terminar, quanto mais se evolui, mais estreito é o caminho, mais difícil é mantermo-nos no caminho certo. As provas são mais difíceis e facilmente derrapamos. Por isso, tenham uma atenção particular a cada momento para não estarem a fugir para o lado errado.


Quem precisar e quiser, encontrará a ajuda que precisa.

--------------------------------
Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel

Mudança e Resistência

Quando pensamos em mudança percebemos que dentro desta definição se encontram um enorme número de situações, quase constantes no nosso dia a dia, que podem ser muito díspares entre si e que podem ter um impacto muito diverso na nossa vida, desde serem quase imperceptíveis até terem um efeito muito marcante.

Independentemente sobre que área ou áreas da nossa vida ela ocorra podemos fazer uma distinção entre 2 tipos diferentes de mudança, aquelas pelas quais nós próprios optamos e que intencionalmente potenciamos; e aquelas que julgamos que nos são de algum modo impostas, pois não as escolhemos voluntariamente, mas como bem sabemos tudo na nossa vida tem uma razão de ser.

A mudança nem sempre é fácil pois vem associada à incerteza, à insegurança no fundo ao medo do desconhecido e do que é diferente, e estes sentimentos acompanham tanto as mudanças voluntárias como aquelas com que somos surpreendidos, e reagimos normalmente com muito mais resistência a estas últimas, o que dificulta e muito a capacidade de nos adaptarmos à nova situação e o que acarreta maior sofrimento.

Certas situações que ocorrem na nossa vida têm como consequência mudanças que podem ser o resultado do nosso destino maduro, da lei da consequência, ou serem necessárias para cumprirmos o “trabalho” a que nos propusemos quando decidimos reencarnar, apesar de algumas serem extremamente difíceis e desafiantes temos sempre o livre arbítrio de as aceitar, não lhes resistir e escolher como vamos agir sobre elas. A escolha de como vamos agir em relação à situação que nos é apresentada nem sempre é fácil, uma vez que, todos nós temos padrões de comportamento e reacção que se encontram profundamente enraizados e que são quase automáticos, o que torna muito difícil alterá-los e por conseguinte requer um esforço consciente e constante para resistir ao padrão e introduzir a mudança.

Algumas das situações mais dramáticas que sucedem na nossa vida são precedidas de alguns “avisos”, que nos são dados através de situações menos graves que nos vão acontecendo, que trazem consigo um convite à mudança e quando não optamos por ela, podemos ser confrontados com uma situação que leva quase que obrigatoriamente à mudança que nos tinha sido solicitada anteriormente pela vida, mas eventualmente de forma mais penosa. As situações mais radicais guardam em si mesmas as hipóteses de maiores mudanças, maiores feitos, maiores conquistas são com estas que vamos mais longe, nos ultrapassamos, crescemos e evoluímos mais.

Quer a mudança nos pareça de algum modo “imposta” ou seja uma opção nossa, esta acarreta sempre em si a hipótese de evoluirmos, de crescermos, de nos conhecermos melhor a nós próprios. Quando nos desafiamos a nós próprios e iniciamos ou aceitamos mudanças nas nossas vidas, que conseguimos implementar, e com as quais crescemos e aprendemos, ganhamos mais confiança em nós próprios e temos razões para nos orgulharmos de nós mesmos, permito-nos sentir e perceber que somos mais do que aquilo que pensámos ser, podemos descobrir novos talentos e há uma expansão da nossa criatividade quando nos temos que adaptar a novas situações. O que por sua vez nos dá também mais confiança e conhecimento para enfrentar futuros desafios e mudanças.

No nosso caminho de evolução espiritual as mudanças são internas, subtis e progressivas, tendo em conta que é necessária a repetição e a interiorização para que esta mudança seja gravada no nosso corpo vital. E estas mudanças muitas vezes não são tão visíveis para exterior ou pelo menos não tão identificáveis, só nos apercebemos delas quando estamos de novo numa situação idêntica a situações anteriores e reagimos de forma muito diferente ou verificamos que já não nos é tão difícil lidar com uma situação daquelas.

A pergunta que se impõe é se de facto aproveitamos a maior parte das oportunidades de mudança que a vida nos oferece e se as fazemos da melhor maneira a evoluirmos espiritualmente, isto é, será que fazemos o correcto uso do poder da Epigénese que cada um de nós possui?

Creio que precisamos de facto estar muito atentos aos sinais que a vida nos dá e ouvirmos o nosso coração e a razão, para podermos identificar as oportunidades de introduzir mudanças na nossa vida, não resistirmos e de evoluirmos. Quando estamos tranquilos e atentos e não deixamos que o medo nos domine, podemos por vezes sentir qual o caminho que devemos seguir, porque nos sentirmos bem, “sintonizados e alinhados” connosco e com o Universo, algo que muitas vezes é difícil de conseguir, mas temos que tentar e confiar, pois sabemos que temos sempre umas “mãos invisíveis” que nos ajudam e guiam.


Independentemente de nos apercebermos ou não, a mudança é uma constante na nossa vida e no Universo, tudo e todos estamos em constante mudança e mutação, pois esta é uma condição inerente à vida e à evolução. E creio que o melhor que podemos fazer é questionarmo-nos regularmente se somos pró-activos o suficiente em relação à mudança e se de facto estamos a usar da melhor forma possível o poder da Epigénese e do livre arbítrio para fazermos face à nossa resistência natural em relação a ela.

--------------------------------
Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel

Mudança e Resistência

"A vida é como um rio, que segue num determinado sentido e nós só temos que nos deixar ir na corrente sem oferecer resistência".

O que nos leva a resistir à mudança, é o medo que nós temos do desconhecido, de errar, de não sermos capazes, do que podem dizer, de poderem deixar de gostar de nós, de não sermos aceites.

Um dia destes uma tia, já com os seus 80 e muitos, disse-me: "A vida é difícil!." em seguida perguntou: "Ou será que somos nós que a tornamos difícil?"
Eu respondi que somos nós que a complicamos, por não aceitarmos o que a vida, o Universo, nos quer dar. E muitas vezes escolhemos o caminho mais complicado. E quando não aceitamos o que a vida tem para nos dar e não tentamos compreender as lições que nos vão surgindo no caminho, a vida vem e prega-nos uma partida e o nosso caminho fica mais complicado, por nossa escolha.
Compete-nos a nós escolher o nosso caminho, aceitando as mudanças, aceitando as lições da vida, sem medo e sem resistência.
Muitas vezes não é fácil, nunca é fácil, algumas vezes ficamos com medo, em baixo, por isso é que é bom termos pessoas, como as que encontra-mos no grupo Rosa Cruz, que nos ouvem e nos dão força para não desistirmos, e nos ajudam a continuar.
Porque será tão difícil deixarmo-nos ir sem resistência, sem controlar, só aproveitando a vida, vivendo um dia de cada vez, sem cobrar nada, sem esperar nada, somente agradecendo o que temos, o que a vida nos deu hoje?

Tudo o que temos hoje é um merecimento dos céus, é o Universo que nos deu.
Acho importante todos nós pensarmos no que temos, na importância daquilo que temos e não ficarmos preocupados com aquilo que não temos ou com aquilo que gostariamos de ter.

Esta semana alguém muito importante para mim e para a minha família, uma amiga, disse-me: "Vale a pena ser bom! Não devemos desistir, o céu mais cedo ou mais tarde vai compensar-nos!"
Temos que pedir ao céu ajuda, coragem para não desistir, força, luz, muita luz. Mas se o Universo não nos der, temos que aceitar e pensar que talvez não seja para nós, que a nossa oportunidade há-de aparecer mais cedo ou mais tarde.

Não podemos desistir, temos que continuar o nosso caminho, por muito difícil que ele pareça. É com essas dificuldades que nós crescemos, que nós somos o que somos hoje.

Para terminar vou deixar aqui a oração da Madre Teresa de Calcutá, que penso que alguém já falou numa das reuniões.

A vida é uma oportunidade.Aproveite-a
A vida é uma beleza. Admire-a
A vida é um sonho. Faça com que se torne realidade
A vida é um desafio. Enfrente-o
A vida é um dever. Cumpra-o
A vida é preciosa.Cuide dela
A vida é riqueza. Conserve-a
A vida é um mistério. Explore-o
A vida é promessa. Tenha esperança
A vida é tristeza. Supere-a
A vida é um hino. Cante-o
A vida é um combate. Vença-o
A vida é uma aventura. Conduza-a
A vida é felicidade. Mereça-a
A vida é vida. Defenda-a

A vida é bela e nós temos que a aproveitar, temos que a viver, aceitando as mudanças, sem resistência e sem medo, porque é assim  que crescemos e que conseguimos seguir o caminho que o Universo criou para nós.

--------------------------------
Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel

Amizade

A palavra amizade (“amicus” em latim ) é na minha opinião um dos sentimentos mais puros, importantes e altruistas que existe entre os seres. Este sentimento deveria estar presente em todo o género de relacionamentos (pais e filhos, no casamento, entre profissionais e entre qualquer homem e mulher).

A vida seria muito mais dificil e dura se não tivessemos amigos mas agora questiono como manter os amigos ao longo da vida? Como ultrapassar a questão da falta de tempo, da evolução da vida profissional de cada um, da interferência dos conjuges nas amizades antigas., assim como as inúmeras solicitações que todos nós temos ao longo do dia?

Para se preservar uma amizade ao longo de décadas será necessário ultrapassar várias barreiras tais como aceitar os defeitos do outro, as alterações de comportamento ao longo da sua evolução, a falta de tempo do outro, assim como as obrigações pessoais e profissionais.

Para se conservar um amigo não é obrigatoriamente necessário comungar dos mesmos interesses e pontos de vista. Basta usufruir da companhia e conversar.

A amizade é abrangente, não se vincula só aos laços de sangue nem carece de sexualidade. É  um sentimento indescritível quando é verdadeiro.

Devemos criticar os amigos? Penso que sim se for para o ajudar a ultrapassar uma situação desagradável ou problema ao qual este não se encontra a fazer a análise correcta. Por vezes uma dica ou uma chamada de atenção pode ajudar o amigo a ver o assunto de uma outra forma e a resolver o problema.

Igualmente a amizade para com os animais é muito importante e de salutar. Estes conseguem transmitir-nos imenso afecto e por vezes são um bálsamo para um dia cansativo, sendo igualmente muito bonita a interacção dono/ animal.

--------------------------------
Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel

Reiki e outras práticas

O Reiki pode ser considerado como uma ideologia que defende a cura através da canalização de energia de um terapeuta (facilitador) para um ou vários pacientes.

Esta disciplina defende que uma vez feitos à semelhança de Deus, todos temos o poder de curar apenas com as nossas mãos, como Jesus o fez.

Para tal, o aspirante a facilitador, terá que ser iniciado por um mestre de Reiki para ‘o despertar dos chakras e abertura dos canais energéticos’ e assim poder utilizar o seu corpo como canal energético para a propagação do efeito curativo nele próprio e nos outros.

Os princípios que regem os reikianos são os seguintes:

  • Hoje você será agradecido.
  • Hoje você não sofrerá inquietações nem angústias.
  • Hoje você não se encolerizará.
  • Hoje você trabalhará honestamente.
  • Hoje você amará e respeitará tudo o que vive.

Um reikiano preserva o bem-estar físico, procura manter a harmonia e propagar o amor ao próximo.

Associadas e este tipo de práticas de cura ditas metafisicas, que implicam a utilização de meios não visíveis e muitas vezes não explicáveis, encontramos as mais variadas disciplinas:

Cura pela Fé – Normalmente associado a grupos religiosos onde se assiste a alterações de estados clínicos sem explicação, fieis ao principio que na ligação a Deus tudo se consegue curar.

Medicina vibracional – Onde a doença está directamente relacionadas com os estados emocionais do individuo, em que a cura reside dentro do individuo e que o mesmo tem capacidade de se regenerar.

Xamanismo – Utilização de curandeiros para a evocação de espíritos através de práticas associadas para o ‘exorcismo’ dos males do paciente.

Magnetoterapia – Terapia baseada na influência dos campos magnéticos estáticos sobre o corpo humano.

Espiritismo – Onde são evocados espíritos para através da imposição das mãos sobre o paciente se proceda ao processo de cura.

Entre outras práticas que com mais ou menos evidências dos seus resultados, conseguem reunir um conjunto de seguidores crentes nos seus resultados em alternativa às terapias convencionais.

Estas terapias procuram o reconhecimento dos seus resultados, na comunidade cientifica, sendo difícil a sua validação pois a ciência só aceita aquilo que consegue medir, relacionar e afirmar inequivocamente. No entanto, e como é sabido, existem processos de cura milagrosos que a ciência embora não consiga explicar, também não pode negar.

No Conceito, é feita uma menção a Franz Anton Mesmer, como tendo sido enviado pelos Irmãos Maiores, onde aplicou os seus conhecimentos na cura, tendo encontrado uma relação no magnetismo terrestre e a sua influência nos animais.

Sendo estas práticas condenadas pelos materialistas, pois não são reconhecidas cientificamente, no caso de Mesmer, a partir do momento que alteraram a designação da sua disciplina de Mesmerismo para Hipnotismo, imediatamente foi aceite pela comunidade científica.


Max Heindel criou o Serviço de Cura Espiritual da Fraternidade, onde os Auxiliares Invisíveis da humanidade, assistem os Irmãos Maiores a realizar a cura espiritual por todo o mundo.

A obra feita nesta área pela Fraternidade Rosacruz, não precisa qualquer reconhecimento da comunidade cientifica, apenas a certeza que estão a ser feitos todos os esforços para propagar os serviços de cura, em prol do próximo num formato de total dedicação.


Deverá existir uma grande atenção, para todas as práticas que impliquem o controlo do terapeuta sobre o paciente, nomeadamente a hipnoterapia, onde o paciente é conduzido pelo terapeuta durante as sessões de tratamento. Este processo implica o corte da ligação entre o Ego e o corpo denso, como acontece no sono, e os veículos superiores são retirados. No entanto, a diferença reside no facto de no estado hipnotizado, a cabeça do corpo vital não está no seu lugar deixando a cabeça do corpo denso sujeita à impregnação do éter do corpo vital do terapeuta, obtendo este total controlo sobre o paciente.

O grande perigo destas práticas reside no facto de quando o paciente volta ao estado normal, parte do corpo vital do terapeuta mantém-se no paciente, mais concretamente na medula criando um núcleo que servirá de porta para que o terapeuta possa voltar a dominar o paciente de forma cada vez mais facilitada, onde a repetição da prática conduz a um domínio cada vez maior, até um estado em que o terapeuta até à distância tenha a capacidade de controlar o paciente.



Termino deixando um principio que o Conceito nos ensinou e que deve ser comum a todos os terapeutas sejam convencionais, tradicionais, espirituais ou afins:


O clarividente educado, o que realmente tem algo a dar, não aceitará jamais nenhum donativo ou qualquer compensação para exercer sua faculdade. Mas, dará e dará desinteressadamente, tudo o que considere necessário ou compatível com o destino gerado ante a lei de Consequência pela pessoa a quem vá ajudar.”




A cura deve estar ao alcance de todos sem qualquer custo ou contrapartida que não seja a total satisfação em ajudar o próximo.

--------------------------------
Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel

Carências Afectivas

Carência - falta, ausência, privação, necessidade, privação…
Afectos - é algo que se exprime através das emoções que traduz em geral à mente emoções ditas primárias ou universais – alegria, tristeza, medo, cólera, surpresa ou aversão…
A expressão “estou carente” surge também de um pedido indirecto de atenção e afecto, cujas origens serão diversas.
- de infância, derivado à falta de carinho parental ou surgimento de um irmão mais novo em que a divisão de afectos pode vir a constituir um sentimento de falta. Posteriormente a criança pode desenvolver um sentimento de que não merece mais do que lhe é proporcionado e pode desenvolver comportamentos exibicionistas como forma de chamar atenção. Com frequência uma infância infeliz é muitas vezes desculpa para provocar uma reacção de compaixão ou até de protecção. A vida parece ficar mais leve e colorida quando temos o apoio de alguém do nosso lado “amar e ser amado”, parece ser a fórmula para resolver os nossos problemas, contudo, na contramão da nossa vida esquecemos que pode surgir a falta desse amor e termos que caminhar sós e surge a insegurança. (medo de não ser amado)
- de outras vidas, desde tempos primórdios que se diz que o ser humano nasceu para viver em grupos, por isso é comum que se deseje companhia na maior parte do tempo. Nas eras primitivas esse agrupamento tinha como finalidade defender-se de predadores, depois a família em defesa de uma sociedade, etc., e assim se criou o paradigma de que quem está só, corre perigo. (medo da solidão, só, não ter com quem contar)

Sempre que colocarmos as nossas necessidades mais prementes no exterior ou nos outros, jamais iremos conseguir resolver as nossas inseguranças. As pessoas ou coisas que desejamos encontrar não é senão os reflexos daquilo que buscamos internamente para nos preencher. As pessoas doam-se inteiramente a outro, abrindo mão da sua própria vida, julgando assim suprir as suas necessidades. Não vêem que o fosso cada vez fica maior. Baixa de auto estima leva-nos a mais carências. Devemos aprender a reconhecer nos outros, pequenos gestos como uma atitude afectiva, que nos irá suprindo e também reconhecer o quanto somos maravilhosos e merecedores. (Os relacionamentos deverão ser motivados pelo companheirismo e não pela necessidade.) a relação implica uma troca, em que se dá e se recebe, mas normalmente estamos habituados a dar e a ficar à espera – cobrança. Sem nos apercebermos damos, para assim obrigarmos o outro a dar de volta.
Muitas são as causas, porém faz parte do consenso geral, que a forma como nos afectam estão relacionadas directamente com a forma como cada indivíduo é introduzido nas experiências sociais, seu carácter, pois é certo que cada pessoa, por ser única, reage de acordo com a sua maneira de ser e de encarar a vida, quando exposta a diferentes circunstâncias em seu processo de desenvolvimento e suas vivencias.
Ser carente não é de facto o problema, mas o que fazemos com essa carência é que nos revela.
Muitos usam a carência como defesa, solução ou desculpa.
Podemos estar acompanhados e sentirmo-nos sós.
O processo de autoconhecimento é parte de um processo para vivermos mais felizes e parar de idealizar, ordenando sonhos e expectativas, ajuda-nos a superar a nossa dor.
Somos responsáveis pelas nossas decisões, escolhas, de uma forma ou de outra tudo foi desejado consciente ou não, e as nossas escolhas devem levar-nos a um caminho de felicidade mesmo que esta aparentemente não esteja tão visível.

E por conclusão tudo deriva de uma origem – MEDO.


--------------------------------
Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel

Sexualidade

À primeira vista podemos pensar na sexualidade como algo estritamente físico, mas como os mundos (fisico, vital e de desejos) se interpenetram creio que não a devemos encarar de forma tão simples e inócua. Todos os nossos pensamentos e actos sexuais têm impacto nas outras esferas do nosso ser e eventualmente nas dos nossos parceiros. Max Heindel no livro o conceito refere “É uma grande verdade que "nenhum homem vive somente para si". As nossas palavras e acções afectam constantemente os outros. Se agirmos rectamente, podemos ajudar ou prejudicar vidas mas se descuidamos nossos deveres podemos frustá-las. Primeiramente, dos que estão em imediato contacto connosco; depois, dos habitantes da Terra e, talvez ainda, outras além.”

Por isso considero importante termos consciência que a nossa conduta sexual pode agilizar ou retardar o nosso caminho de evolução. Neste sentido, creio que importa efectuarmos algumas reflexões relativamente aos seguintes aspectos:
1. A Origem da sexualidade: inicialmente éramos seres hermafroditas e para lá voltaremos a caminhar pelo que a sexualidade foi necessária surgir temporariamente como é explicado nestes extractos do capítulo 6 do Livro Ensinamentos de um iniciado:

“Quando a humanidade vivia em estado livre de pecado, a tristeza, a dor e a morte eram desconhecidas. O tentador pessoal da Cristandade não é um mito. Podemos seguramente dizer que os espíritos Lucíferos são anjos caídos, e a tentação que exercem no homem resultou na focalização da consciência deste na fase material da existência, onde está sob a lei da decrepitude e da morte.

Quando obtivemos nossos corpos vitais na Época Hiperbórea, o Sol, a Lua e a Terra ainda estavam unidas e as forças solares-lunares permeavam cada ser em proporção igual, de maneira que todos eram capazes de perpetuar sua espécie através de brotos e esporos como fazem certas plantas atuais. Os esforços do corpo vital para suavizar o veículo denso e conservá-lo vivo, em nada interferia nele, e estes corpos primitivos, semelhantes à planta, viveram por muitas eras. O homem era, então, inconsciente e estacionário como uma planta; não fazia nenhum esforço, nem se empenhava nisso. O acréscimo de um corpo de desejos forneceu incentivo e desejo, e a consciência resultou da luta entre o corpo vital que constrói, e o corpo de desejos que destrói o corpo denso.

Assim, a dissolução tornou-se apenas uma questão de tempo, principalmente porque a energia construtiva do corpo vital foi também dividida, sendo que uma parte ou pólo foi usada nas funções vitais do corpo e a outra serviu para substituir o veículo destruído pela morte. Mas, como os dois pólos de um ímã ou dínamo são requisitos para a manifestação, assim também dois seres unissexuais tornaram-se necessários para a geração. Dessa forma, o matrimônio e o nascimento foram necessariamente instituídos para compensar o efeito da morte. A morte, então, é o preço que pagamos pela consciência no mundo atual. O matrimônio e os repetidos nascimentos são nossas armas contra a morte, até que nossa constituição mude e nós sejamos como os anjos.

Porém, considerando o matrimônio sob outro ponto de vista, como uma união de almas mais do que uma união de sexos, entramos em contato com o maravilhoso mistério do amor. Naturalmente, a união dos sexos pode servir para perpetuar a raça, mas o verdadeiro matrimônio é também um companheirismo de almas que, de modo geral, transcende o sexo. Aqueles que realmente alcançam este sublime plano de intimidade espiritual, alegremente entregam seus corpos como sacrifícios vivos no altar do Amor ao não nascido, permitindo que o espírito que vai renascer, habite um corpo imaculadamente concebido. Deste modo, a humanidade poderá ser salva do reinado da morte.


O matrimônio tornou-se necessário para que o nascimento pudesse proporcionar novos instrumentos para substituir os que foram desfeitos pela morte. Quando a morte for absorvida pela imortalidade e não houver necessidade de novos instrumentos, o matrimônio será, em conseqüência, desnecessário.


Isto é facilmente compreendido, quando consideramos a ação suave do corpo vital em contraste com o do corpo de desejos num acesso de raiva, quando se diz que um homem "perdeu o auto-controle". Sob tais condições, os músculos tornam-se tensos e a energia nervosa é gasta em grau suicida, de maneira que, depois de tal explosão., o corpo pode ficar prostrado por várias semanas. Um trabalho, por mais árduo que seja, não traz a fadiga proporcionada por um acesso de cólera. Do mesmo modo, uma criança concebida sob paixão, sob as tendências cristalizantes da natureza do desejo terá, certamente, uma existência curta.
As tendências construtivas do corpo vital, que é o veículo do amor, não são tão facilmente consideradas, porém, essa observação prova que a satisfação prolonga a vida daquele que cultiva esta qualidade, e podemos seguramente pensar que uma criança concebida em condições de harmonia e amor, terá uma melhor oportunidade de vida do que aquela concebida sob sentimentos de raiva, paixão e até embriaguez.
… Finalmente, chegará o dia em que os corpos serão feitos com tal perfeição em sua pureza etérica, que perdurarão do começo ao fim da próxima Era, tornando assim supérfluo o matrimônio.

Percebemos por esta explicação a importância da conduta sexual pelo que seria importante investigarmos interiormente as seguintes questões para podermos iniciar eventuais correcções na nossa conduta:

2. O que nos leva a sentir desejos e necessidades sexuais? (pertencentes à 1ª região do mundo de desejos)
Carências afectivas que só se sentem preenchidas pelo acto da sedução, pelo acto da conquista, pela libertação frequente de sémen? Será uma forma de preencher a sensação de vazio e uma insatisfação permanente? Há pessoas que só pelo acto sexual se conseguem sentir verdadeiramente amadas e desejadas e não entendem que por vezes há trocas de olhares e toques intensos tão para além do físico que podem trazer tanta ou mais preenchimento do que um acto sexual. É importante alertar que “A perversão sexual, ou erotomania, comprova a afirmação dos ocultistas de que uma parte da força sexual constrói o cérebro: O erotómano converte-se em idiota, incapaz de pensar, porque exterioriza não somente a parte negativa ou positiva da força sexual (seja homem ou mulher), empregada normalmente pelos órgãos sexuais para a geração, mas exterioriza também parte da força que, dirigida ao cérebro, organizá-lo-ía e tornaria apto a pensar. Daí, as deficiências mentais que apresenta.” .”(extracto livro o conceito)
Forma de exercício de poder? Forma de exercer a masculinidade ou feminilidade.
Para libertar tensões do dia a dia?
Como prolongamento de uma amor sentido entre 2 pessoas?
Maior apelo e aceitação social do sexo: é assustador os meios disponíveis para encontros e eventuais trocas de experiencias sexuais (chats na internet, salas escuras, telefones, centros, etc) sejam a 2 ou mais pessoas, sejam com trocas de casais. Recentemente um amigo mostrou-me alguns dos chats e às 20h de um dia de semana havia dezenas de salas cheias na internet para o convívio. Ao introduzir-me com o meu nome numa sala virtual com 30 pessoas, logo várias começaram a cumprimentar-me querendo logo saber idade o que fazia, etc. Ao fim de 30 segundo já era convidada a “privar” (nome para começar a escrever só com para uma pessoa e não para todas as que estavam na sala). Apercebi-me que uma grande parte dos utilizadores deste chat eram pessoas da classe média, com profissões socialmente aceites (engenheiros, informáticos, estudantes, etc) mas emocionalmente super descompensados. Sabemos que estamos ainda numa época muito materialista e que será pelo sofrimento que eventualmente estas pessoas perceberão que esse não é o caminho que lhes preenche o coração. Daí a importância de cada vez mais pensarmos nestes temas e agir de forma recta.
Procura da Kundalini: algumas práticas orientais utilizam práticas sexuais e em particular o sexo tântrico com vista a alcançar esta experiência energética e espiritual.
3. Desejo de procriar: aqui pode existir um desejo egoísta de procriação ou um desejo altruísta de conceber  com vista a permitir a novos seres manifestarem-se. Idealmente a concepção deveria imaculada, sem paixão tal como é simbolizada pela casta e bela rosa que espalha a sua semente sem paixão e sem se envergonhar. Diz-se que uma nova raça está começar a nascer pelo que mulheres e homens possuidores de pensamentos puros vão despertando e conscientizando-se, cada vez mais, das reivindicações dos que querem nascer. (carta 12 aos Estudantes).  Adicionalmente Max  Heindel alerta no livro o conceito que “No estado actual da evolução humana, a função sexual é o meio pelo qual são formados os corpos usados pelo espírito para obter experiência. Geralmente, as pessoas mais prolíficas e que seguem os impulsos geradores sem reserva, são de categoria inferior. As entidades em via de renascimento dificilmente encontram ambientes que permitam desenvolver suas faculdades de forma a beneficiarem-se e a beneficiarem a humanidade. Muitas pessoas das classes ricas poderiam oferecer condições mais favoráveis, mas em geral têm poucos filhos ou nenhum. Não porque vivam uma vida sexualmente de abstenção, mas por razões completamente egoístas, para maior comodidade e para poderem entregar-se à paixão sexual ilimitadamente, sem arcar com as dificuldades da família. Entre as classes médias, as famílias também são limitadas, mas nestas as razões são predominantemente económicas. Procuram educar um ou dois filhos, dando-lhes vantagens que não poderiam proporcionar-lhes se tivessem quatro ou cinco. Dessa maneira anormal, o homem exercita a prerrogativa divina de produzir a desordem na Natureza. Os Egos a ponto de renascer têm de aproveitar-se das oportunidades que se apresentam, às vezes sob condições desfavoráveis. Outros que não podem renascer nessas circunstâncias, esperam até apresentar-se ocasião mais favorável. Através dos nossos actos afectamo-nos uns aos outros e, deste modo, os pecados dos pais caem sobre os filhos, porque assim como o Espírito Santo é a energia criadora da Natureza, a energia sexual é seu reflexo no homem. O mau uso ou abuso desse poder é um pecado que não se pode perdoar; deve expiar-se, com prejuízo da eficiência dos veículos, a fim de aprendermos que a força criadora é santa…Contemplando o assunto à luz do precedente, do ponto de vista da ciência oculta, as pessoas de corpo e mente saudáveis têm o dever, e ao mesmo tempo o privilégio (que deve ser exercitado com gratidão pela oportunidade) de criar veículos para as entidades, tanto quanto seja compatível com a saúde e com a capacidade de assistência. Com indicamos, os aspirantes à vida superior têm especialmente essa obrigação, porque a purificação produzida em seus corpos qualifica-os, mais do que a humanidade comum, para gerar veículos puros. Assim procedendo concedem veículos apropriados a entidades elevadas. Ao facilitarem a esses Egos oportunidades de renascerem e exercerem sua necessária influência, ajudam à humanidade.”

Perante a importância da presença do amor num acto sexual e do potencial energético que esta união pode ter,  lembrei-me de partilhar convosco o seguinte texto de S. Paulo, 1 Coríntios 13 que considero um grande desafio de reflexão interior quando pensamos que amamos e falamos de amor e que nos pode proteger de muitos equívocos:
“O amor é paciente e prestável,
não é invejoso, arrogante ou orgulhoso,
nada faz de inconveniente
nem busca o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda o ressentimento.
O amor não se alegra com a injustiça,
Mas rejubila com a verdade
O amor tudo desculpa,
Tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará.
Há três coisas que recebemos:
A fé, a esperança e o amor,
A maior de todas é o amor. “


4. O que nos leva a não sentir grande apetência por actos sexuais?
Questões culturais e de educação que nos leva a sentir pudor, repulsa por estes actos?
Incompatibilidade energética com o parceiro
Disfunções e/ou bloqueios energéticos no 2º chacra que impedem uma vivência sexual plena e saudável
Necessidade de abstinência após uma separação: a convicção de que se trata de um período de interiorização muito importante e que não dever ser preenchido com “distracções” emocionais que nos levarão a distorcer o exercício de auto análise e definição dos aspectos que devem ser melhorados interiormente.
Vida espiritualmente elevada onde foram realizados votos de castidade. “Se a pessoa se dedica a pensamentos espirituais, a tendência para empregar a força sexual na propagação é muito pequena. Qualquer parte dela que não use pode ser transformada em força espiritual. Por esta razão, em certo grau de desenvolvimento, o Iniciado faz o voto de celibato. Os aspirantes à vida superior, ansiosos por viver uma nobre vida espiritual, muitas vezes olham a função sexual com horror, por causa das misérias que o seu abuso tem trazido à humanidade. Nem querem ver o que consideram uma impureza, esquecendo-se de que homens como eles (que deram boas condições aos seus veículos por meio de alimentação apropriada e saudável, de elevados e bondosos pensamentos e de vida espiritual) são, precisamente, os que estão em melhores condições para gerar corpos densos apropriados às necessidades de desenvolvimento das entidades que os esperam para renascer. Todos os ocultistas sabem que, actualmente, muitos Egos elevados não podem renascer, em prejuízo da raça, por não encontrarem pais suficientemente puros para proporcionar-lhes os veículos físicos convenientes.”(extracto livro o conceito)
O que nos leva a ter interesses homossexuais? Distúrbios energéticos, medo do sexo oposto, fragilidade emocional, etc
5. Quais os riscos da masturbação? A estupidificação porque energeticamente trata-se de um acto muito intenso.” A ciência oculta afirma que a função sexual nunca deve ser exercida para gratificar os sentidos, mas somente para a propagação”.
6. Monogamia? Não se praticando a castidade só a monogamia é considerada moralmente aceite pela filosofia rosacruz. Não devemos julgar quem pratica a poligamia, mas pelas leis universais e na natureza percebemos que os danos no espírito podem ser elevados.


Todas estas questões evidenciam a importância de uma auto análise para que possamos nos conhecer melhor e definirmos sem conflitos o que desejamos para a nossa vida pessoal e conjugal. Adicionalmente ajudam-nos igualmente a poder enquadrar junto dos adolescentes as questões sexuais face às aspirações espirituais. A sociedade moderna está bem apetrechada para ensinar sexologia aos jovens, mas não lhe explica as consequências emocionais de uma vida sexualmente com poucas regras, com poucos limites e onde as experiências sexuais não são vividas como actos de amor, mas como actos de satisfação de curiosidade, de mera satisfação física, do prazer pelo prazer, etc.

Para terminar recorro a mais um extracto do livro o conceito:
“A função sexual tem seu lugar na economia do mundo. Quando empregada devidamente, fornece corpos, fortes e cheios de saúde que o homem necessita para o seu desenvolvimento. Não há maior bênção para o Ego. Quando, inversamente, dela se abusa, não há maior desgraça, converte-se num manancial de todos os males, a verdadeira herança da carne… Ninguém tem o direito de procurar a vida superior sem ter cumprido antes seus deveres para com a família, o país e a raça humana. Deixar tudo de lado, egoisticamente, e viver unicamente para o próprio desenvolvimento espiritual é tão repreensível como desinteressar-se absolutamente pela vida espiritual. Antes, é ainda pior. Quem cumpre seus deveres na vida ordinária da melhor maneira que pode, dedicando-se ao bem-estar dos que de si dependem, está cultivando a faculdade fundamental, o dever. E, certamente, avançará tanto que despertará à chamada da vida superior. Apoiado no dever anteriormente cumprido, encontrará grande auxílio nesse trabalho. O homem que deliberadamente volta as costas aos deveres actuais para dedicar-se à vida espiritual, com certeza será coagido a voltar ao caminho do dever, do qual se afastou equivocadamente. Não poderá escapar sem que tenha aprendido a lição.”


--------------------------------
Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel

A Fé

Existem várias interpretações sobre a palavra fé, na maioria ligadas a religiões. Faço a seguir a transcrição de algumas dessas interpretações que encontrei na wikipédia”, passando depois a uma abordagem mais pessoal.

“ A palavra Fé tem duas origens, a primeira deriva do termo grego pistia, que quer dizer acreditar. Este é o significado mais usual, entretanto ainda incompleto, pois não basta crer, é necessário também compreender a razão pela qual se crê. Esta é a chamada fé raciocinada. Antes de ser uma contradição, como podem pensar alguns, o uso da razão solidifica a fé, pois ao analisarmos o objecto de nossa fé, compreendendo-o e aceitando-o, estamos criando alicerces que tornarão a nossa fé inquebrável, fortalecendo-nos frente aos desafios mais árduos. Por outro lado, a fé sem a razão é frágil, está sujeita a ser desfeita e pode, frente ao menor abalo, desmoronar. Ou ainda pior, esta fé irracional pode-nos conduzir ao fanatismo, à negação de tudo o que seja contra o nosso ponto de vista. Com esta postura, arriscamo-nos a cometer grandes incorrecções, visto que, com nossos olhos fechados à razão, poderemos estar defendendo grandes mentiras, e negando grandes e redentoras verdades.

A outra origem da palavra fé vem do latim, fides, que também possui o sentido de acreditar, mas agrega a este, o conceito de fidelidade, ou seja, é necessário que sejamos fiéis ao objecto de nossa fé.

Tomando por base esta compreensão percebemos que não basta ficarmos recolhidos, rezando, estudando os textos sagrados ou contemplando os céus. Praticando uma fé passiva. Lembrando as palavras do apóstolo Tiago: “Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras?

Muitos religiosos racionalistas, assim como pessoas não religiosas, criticam a fé, apontando-a como irracional. Para eles, o credo deve ser restrito ao que é directamente demonstrado por lógica ou evidência, tornando inapropriado o uso da fé como um bom guia.”

Pessoalmente, considero que a fé é um sentimento que dá sentido à vida. É uma resposta do coração ao drama existencial. É uma resposta à nossa pequenez e às nossas limitações. Provavelmente, quanto mais humildes formos, mais fé teremos.

A vida terrena é frequentemente rude, dando-nos situações muito difíceis de suportar. Só a fé pode serenar este sofrimento. Faz-nos aceitar melhor a dureza da realidade, faz-nos acreditar que existe um propósito para tudo isto, embora ainda desconhecido, temos a certeza de que é justo. É a nossa ligação mais pura ao Divino.

É angustiante conviver com aquilo que consideramos de injustiças, de corrupção e incertezas. Só a fé nos ajuda a ver o sol atrás das nuvens. No fundo, dá-nos a certeza de que tudo está certo, e a força para continuarmos o nosso caminho.

A fé ajuda a acalmar a ânsia que surge devido às limitações dos nossos sentidos. Mas não pode ser justificação para não querermos e desistirmos de saber a verdade. Embora confiantes de que tudo está feito para nosso bem, devemos fazer esforços para que se descubra a verdade, ou seja aliar a Ciência à Fé. Pois quem tem fé também pode ter dúvidas, sendo elas o motor que nos leva a descobrir a verdade.

Podemos falar de fé noutro contexto, por exemplo, quando dizemos “tenho fé que vou conseguir fazer isto ou aquilo, é também um sentimento de acreditar que algo vai acontecer, sem que haja provas disso. Este pensamento é muito importante, de tal forma que já fez alguns milagres. Nada é impossível quando temos fé, pois se os nossos pensamentos atraem as formas correspondentes, quanto mais fé tivermos, mais força damos à realização das coisas, como disse o nosso MESTRE JESUS:
“Em verdade vos digo que, se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda direis a esta montanha: move-te daqui para ali, e ela se moveria; e nada vos seria impossível.” (Mateus, 17:20). Portanto, vamos confiar, compreender e trabalhar, certos de que através da nossa fé consciente seremos capazes de superar todos os obstáculos do caminho, acreditando que temos força para vencer os desafios e seguros de que se esta força, em algum momento nos faltar, nosso Pai que está nos céus nos sustentará e nos guiará “mansamente a águas tranqüilas.” (Salmos 23:2).


--------------------------------
Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel

Culpa e Remorso

Quando os Senhores do Destino deram à humanidade a mente e a laringe (energia que veio da divisão da energia sexual) foi com o intuito da evolução. Com este novo “pacote” vinha como acessório obrigatório o livre-arbítrio, podermos fazer escolhas pela nossa vontade, sem ser por obediência cega e absoluta nos Anjos que nos governavam.
Portanto desde essa época que o homem “pensa” por si próprio e, ao escolher o bem do mal, ao escolher este caminho ou aquele caminho ou simplesmente a não escolher, vai gerar consequências por muito minúsculas que sejam, nunca mais será igual ao que era antes dessa escolha.
O resultado é de satisfação quando fazemos a escolha certa, ou de culpa quando fazemos a escolha errada.
Culpa vem do reconhecimento que aquilo que fizemos afinal não era tão bom, nem tão altruísta como pensámos de inicio e que afinal os nossos actos têm consequências, e que afinal magoámos alguém.
Remorso vem desse sentimento de culpa, o arrependimento por ter procedido assim. No final temos que tentar resolver a confusão gerada, pedindo desculpas sinceras à pessoa que foi magoada, tentando reparar a falta, ou quando já não é possível ir ter com essa pessoa em causa, tentar fazer esse bem a uma outra.
Quando a falta é muito grave em geral a confissão (que poderá ser feita a um sacerdote,  à própria pessoa prejudicada ou a uma pessoa de absoluta confiança) ajuda a libertar a energia emocional agarrada a esse acontecimento, e a permitir que esse sofrimento resultante da culpa e do remorso seja transformado em crescimento de alma.
Quando não podermos por algum motivo fazer essa confissão a alguém podemos escrever tudo num papel, todos os detalhes desse acontecimento, revivendo-o com os sentimos gerados de vergonha, medo, cólera, etc.
No fim esse papel deve ser destruído para que essa energia também seja destruída.
Um modo de nos defendermos das maldades cometidas ficarem muito tempo camufladas no nosso coração, é o auto julgamento que podemos fazer diariamente antes de adormecermos, ao fazemos a Retrospecção do dia.
A Retrospecção é um método  fácil reconhecermos o que não foi bem feito e a quem magoamos nesse dia, e como ainda estamos em cima dos acontecimentos, temos mais facilidade de repormos o bem.
Não devemos continuar no auto massacre quando erramos, porque isso faz-nos perder energia, e a criar formar pensamentos que irão moer-nos no nosso subconsciente durante anos e com o tempo poderão criar complexos e neuroses. Essas formas pensamentos alimentam-se da nossa energia emocional, e quanto mais pensamos e nos martirizamos maiores elas se tornam, roubando-nos espaço, tranquilidade, calma para podermos aprender a lição devida, e pondo em perigo a aprendizagem futura.
 E não é por mantermos esses sentimentos dentro de nós que seremos melhores ou que estejamos a aprender a lição mais profundamente, seguindo aquela ideia de “que se não faz bem, mal também não faz”.
O que é importante quando nós damos conta de que fizemos algo errado, é o reconhecimento desse facto, percebermos o que nos levou a essa situação, assumirmos a responsabilidade do acto, arrependermo-nos de o ter feito e resolver a situação sinceramente.
Depois da situação resolvida registamos a lição aprendida e continuamos o nosso dia-a-dia mas com mais atenção para evitarmos situações semelhantes no futuro.
A culpa e o remorso são sentimentos que nos ajudam ao crescimento da nossa alma, mas na medida certa, caso contrário será prejudicial e no fim é como se não tivessemos  aprendido nada.


--------------------------------

Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel

Queixas

Antes de começar a pesquisar sobre este tema achava que eu não me queixava. Depois percebi que estava muito enganada. As nossas queixas podem ser tão subtis que muitas vezes nos passam despercebidas. É verdade que temos de fazer uma distinção entre queixas e eventuais comentários baseados em factos neutros que podem ajudar a melhorar algo na outra pessoa ou numa situação.

No dicionário de língua portuguesa por queixa entende-se “expressão de sofrimento, reclamação, protesto, ofensa; causa de ressentimento, descontentamento, queixume”

No livro de Will Bowen “Um mundo sem queixas” este assunto vem amplamente detalhado e por isso decidi retirar alguns excertos que podem servir de base à nossa discussão sobre o assunto.

Will Bowen propõe algo muito simples: Conseguir estar 21 dias sem se queixar.
Para isso, ele propõe o seguinte exercício:
  1. Colocar uma pulseira ou uma moeda num bolso ou um pisa papeis num dos cantos da secretária
  2. Sempre que se queixar, fizer mexericos ou tecer críticas, mude o objecto que escolheu para o seu lado oposto e comece de novo
  3. Sempre que ouvir alguém que também se encontra a fazer este exercício, pode chamar-lhe a atenção para mover o objecto para o lado oposto. MAS não se esqueça de que ao fazê-lo terá de mudar o seu objecto primeiro! Afinal você está a queixar-se do facto de a outra pessoa estar a queixar-se.
  4. Seja perseverante. Poderá demorar vários meses até conseguir completar os 21 dias sem se queixar. A média situa-se entre os quatro e os oito meses.

Quando alguém recebe uma queixa ou uma crítica, sente-se agredido e a sua reacção imediata é defender-se. Esta defesa pode assumir a forma de um contra-ataque.
A queixa é muitas vezes uma forma de atrairmos a atenção sobre a nossa pessoa, por vezes por falta de auto-estima. Podemos também queixarmo-nos como forma de legitimar e concretizar limitações que nós próprios criamos como pretextos para não alargarmos horizontes, crescermos e melhorarmos a nossa vida.
Uma queixa pode ser uma chamada de atenção desesperada, mas é também um sinal que enviamos ao Universo de que algo está errado. O Universo, sendo benevolente e neutro, envia mais daquilo que está “errado”. Quando alguém se queixa de alguma coisa, está sem saber, a pedir para receber mais motivos para se queixar, o que perpetua a espiral negativa.

A única saída é pararmos de nos queixar e exprimirmos gratidão pelas coisas positivas que nos acontecem.

Quando alguém ataca com uma crítica, fá-lo devido aos seus próprios medos e inseguranças. Tenta magoar os outros porque ele próprio sofre.

O nosso mundo exterior é uma projecção do nosso mundo interior. A nossa relação com os outros começa com a nossa relação connosco mesmos. Não podemos tratar melhor os outros do que tratamos a nós próprios. Temos de nos recuperar do vício de nos queixarmos.

A melhor forma de ajudar os outros é adoptar uma vida livre de Queixas. Ao fazê-lo, demonstramos o nosso amor pelos que nos rodeiam.

O amor é a aceitação incondicional e a busca do bem.

Ao aceitarmos as pessoas e as situações e ao procurarmos o bem que nelas existe, descobriremos um bem cada vez maior, porque a nossa focalização atrai esta expressão para a nossa realidade. As nossas vibrações atrairão pessoas felizes e saudáveis. As pessoas que não têm este perfil não se sentirão bem ao pé de nós e não se aproximarão.

O oposto da queixa é a gratidão.

À medida que nos transformamos em pessoas que retêm nas suas palavras o que há de melhor e de mais nobre dentro de nós próprios e para os outros, diremos as pessoas que nos rodeiam simplesmente que é tempo de mudar. Sem sequer tentar, elevará a consciência dos que o cercam. O mesmo acontece com as uvas na videira, uma uva faz a outra amadurecer.

A sintonia é um princípio poderoso. Quando nos abraçamos, mesmo que seja por uns breves instantes, os nossos corações entram em sintonia e lembram-nos de que só existe uma vida neste planeta. Uma vida que todos nós partilhamos.

O que somos gera impacto no nosso mundo. No nosso passado, é possível que tenha gerado impacto negativo devido à nossa propensão para a queixa. Contudo, se conseguirmos livrar-nos do vício de nos queixarmos, estaremos sem dúvida a ter um impacto positivo no universo!


--------------------------------
Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel