Bem-vindo

Bem-vindo ao nosso Blogue.

É nosso objectivo de uma forma simples organizar alguma informação e dar a conhecer a Filosofia Rosacruz e a possibilidade de a estudar e de a viver.

Sintam-se à vontade para questionar a validade de tudo, pois só o que fizer reflexo em nós, só o que acreditarmos como verdade, é que o devemos aceitar.

Em seguida aparece a última mensagem que foi escrita e no final o Arquivo do Blogue.

Que a Luz esteja convosco.

O poder da palavra "não"

Será que muitas vezes não dizemos não pelo medo da crítica, da reprovação ou de assumir a posição de rejeição e consequentemente para não ferir a nossa faceta egocêntrica?

Ou será porque não assumimos certas fraquezas e temos por vezes pouca auto confiança e preferimos a aprovação imediata dos outros?

Por outro lado ninguém aceita um não sem perguntar porquê…ou quem o diz tem necessidade de se explicar e essa explicação pode ser incómoda, complexa e difícil.
Porque é que à primeira vista o não é sempre doloroso e tem conotação negativa?L

E o sim tem uma interpretação mais positiva, permissiva e é encarado com mais facilitismo? J

Na minha  otica o sim não necessita de tanto desgaste energético porque não gera discussão ou discórdia, mas faz muitas vezes engolir “muitos sapos”.

No entanto o sim pode ter consequências pouco proveitosas ou “didáticas” . Pode até ter consequências nefastas quando utilizado indevidamente, como por exemplo por preguiça mental, ou para evitar criticas ou discórdia…

O não pode ser dito de várias formas e por várias palavras com uma conotação menos agressiva:

Talvez…
Veremos…
Decidirei mais tarde…
Depende do assunto e a quem se diz.

O não tem a vertente do dizer e do ouvir. O que custa mais dizer ou ouvir não? Deixo esta questão…

Tanto o não como o sim devem ser pensados e ditos sempre com muita ponderação.
Pois essa palavra conotada tão negativamente também terá a sua vertente necessária.

Todas as palavras aplicadas com ponderação e explicadas devidamente serão compreendidas.

O poder da palavra não - “a capacidade de dizer não”

Um tema comum que nos persegue quase todos os dias. A mudança de título de “a capacidade de dizer não” para “o Poder da palavra não”, aconteceu porque quando comecei a pesquisar percebi que a palavra “não” tem muito mais para sabermos do que apenas saber dizê-la.
Etimologia[1]:
  1. Latim SIC, “assim”. Estranhamente, não existia “sim” nesse idioma. Para responder afirmativamente, ou eles repetiam a frase interrogativa ou diziam “assim”.
  2. Latim NON, “não”, do Indo-Europeu NE, “não”. Mudou pouco em milhares de anos.
Definição no dicionário:
“Não: advérbio. Partícula negativa à oposta afirmativa sim.”
Quando fiz a pesquisa etimológica da palavra, esta não foi muito esclarecedora pois todos nós sabemos o que quer dizer “não” e que essa palavra tem uma conotação negativa, de recusa ou de negação. Mas achei interessante que contrariamente à palavra “sim”, “não” sempre existiu e que se manteve quase inalterado ao longo de todos estes séculos (por isso já deveríamos estar mais confortáveis com ela).


A capacidade de dizer não

Acho que a capacidade de dizer não, é um tema sensível a muitos (pelo menos a mim, é), porque não somos capazes de o fazer, ou porque se o fazemos a nossa consciência fica pesada e a pensar o que outro achou da nossa decisão. 

Durante a minha pesquisa sobre este assunto encontrei uma frase que, na minha opinião, ilustra muito bem esta situação:

”Dependendo do grau de submissão que sentimos em relação à opinião dos outros sobre nós mesmos, percebemos maior ou menor dificuldade em dizer não.”

Esta frase demonstra que o maior entrave à nossa capacidade de dizer não, somos nós próprios, a nossa baixa autoestima, eu diria até alguma falta de autoconfiança.

Relembrando um pouco o texto do mês passado eu penso que esta questão está também interligada, pois ao dizer “não” a nossa atitude por ser vista com egoísta, mas se dissermos sempre “sim” a tudo, deixamos de ser altruístas, e fazemos as coisas para não querer ter chatices com os outros.

Um bom exemplo disso é a luta constante entre pais e filhos, em que muitas vezes (e cada vez mais) o pai acaba sempre por ceder e o filho vai crescendo com uma sensação de força e poder sobre eles. Essa criança vai um dia ser adulta e vai ter muita dificuldade em ser contrariada e de ouvir “não”.
A capacidade de ouvir “não”

É algo, como eu referi acima que começa desde cedo, faz parte da educação de cada um.
Li um artigo num blog[2] que falava sobre uma criança com necessidades especiais ter aversão à palavra “não” e ficar muito agressiva quando contrariada. Reação aparentemente causada por uma experiência negativa que teve anteriormente em casa. Neste caso a culpa não é da criança, mas sim dos pais que não souberam lidar com a situação e dizer “não” de uma maneira mais subtil.

Há pessoas mais “bem resolvidas” que conseguem aceitar críticas e utilizá-las para o próprio crescimento pessoal, mas existem pessoas que necessitam ainda de trabalhar para desenvolver essa capacidade, que na minha opinião começa em nós próprios.

A capacidade de dizer não a nós próprios: Autodisciplina

Não é porque nos tornamos adultos que a educação tem que acabar. Deixamos de ser educados pelos nossos pais para passarmos a educar-nos, a autodisciplinarmo-nos, e para isso é preciso termos a capacidade de dizer não a nós próprios, de dizermos não ao comodismo, à preguiça, à saída mais fácil. Contrariar essa nossa parte fará de nós pessoas mais “bem resolvidas” e capacitadas de aceitar um “não” vindo de outros.

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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel




[1]
                        [1] Informação retirada do blog: http://origemdapalavra.com.br/palavras/nao/


O Egoísmo

Ao longo da infância ensinam-nos que é feio mentir, roubar e ser egoísta. Nessa altura, o egoísmo circunscreve-se a actos de partilha de brinquedos e só a maturidade que a idade traz consigo, é que permite que as crianças o consigam fazer de um modo mais pacífico.

Existem depois alguns mitos sobre o egoísmo. Diz-se, por exemplo, que os filhos únicos são mais egoístas. Não creio que uma coisa implique necessariamente a outra. Conheci bastantes filhos únicos que praticavam actos de altruísmo, enquanto que outros, embora crescessem no seio de uma prole numerosa, tendiam a viver egocentrados. Tudo se baseia muito mais na educação e nos valores que são transmitidos e interiorizados.

A verdade é que muitas pessoas mantêm uma postura egoísta ao longo de toda a vida. São totalmente incapazes de ver algo que vá para além dos cinco centímetros do seu umbigo. Os outros estão ali unicamente para os servir. Adoram ter uma plateia que os oiça, pouco se importando se mesmo ao lado, existe um amigo que necessita de um ombro.

Não escutam ninguém, até porque os problemas das outras pessoas não lhes interessam rigorosamente nada! Importa verem-se rodeados de gente alegre, “boa onda”, com sorriso nos lábios e piada na ponta da língua... em regra procuram amizades com as quais possam lucrar algo, quer se trate de comodidades, ou de status já que vivem numa lógica de “autoestima por procuração”, ou seja, acabam por sentir que, ao darem-se com alguém que se destaca socialmente, podem eles próprios usufruir desse brilho e saírem valorizados.

Certo é que se olharmos para os lados, constataremos de imediato que na nossa sociedade imperam os egoístas. Daqui se pode concluir, numa lógica de selecção natural, que estão mais adaptados à realidade e, por isso mesmo, os altruístas passaram a ser em menor número. Será então que o egoísmo, se pode considerar como parte integrante do instinto de sobrevivência?


Duvido um pouco mas o que é inegável é que os egoístas vivem melhor, porque criaram uma imunidade ao exterior, uma espécie de carapaça de protecção que não permite que nada os toque profundamente e esquivam-se a qualquer sofrimento ou angústia existencial. Jamais perderão uma noite de sono a pensar na tristeza que viram no olhar de um amigo, ou no modo como o podem ajudar (até porque não possuem essa capacidade de empatia). E assim vão vivendo, à margem de tudo o que vá para além deles … sofrem menos, é verdade, mas também não sentem a emoção de um amor ou de uma amizade verdadeira...

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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel

O Apelo à Mudança

Escolhi este tema porque penso que nos tempos que correm, todos nós somos, de uma maneira ou, de outra chamados a mudar.

Para mim uma das maiores dádivas que a vida dá ao ser humano, é isso mesmo, o livre arbítrio, é a capacidade de em qualquer altura se poder mudar. Está-se sempre a tempo. Nós sabemos que temos coisas no nosso interior, coisas que guardamos muito bem guardadas, e que sabemos que estão lá, que precisam de ser mudadas, que existem porque fazem parte de nós mesmos e sem elas não era possível crescer e evoluir.

A mudança. A palavra, em si é muito simples. Mas, na prática uma mudança pessoal pode levar anos, mesmo muitos anos a ser efectuada. Implica muitos factores, a aceitação, o tempo próprio para acontecer, quando se efectua, e depois, o merecimento enorme que se sente, quando a mudança se dá. Tenho a percepção, ou a noção, porque já o senti, da sensação de satisfação, de estarmos bem, quando se passa por tal experiência. É, como se o mundo mudasse quando nós mudamos.

Comigo aconteceu, e gostava de vos falar aqui sobre isso.

Durante muitos anos fugi de mim mesmo. Fugi de um problema negando-o, ao mesmo tempo que dizia para toda a gente, que estava tudo bem mas, sobretudo era a mim mesmo que enganava. Fui, como que construindo uma máscara à volta do que a vida me dizia para encarar com coragem. Porquê. Por medo do que iria ser encarar o problema de frente. Sim, com medo de que o resultado, de enfrentar esse mesmo problema, isso resultasse numa experiência, que me trouxesse mais sofrimento. No fundo sentia que em alguma altura iria dar o salto. Mas, o conforto ilusório de permanecer na mesma, era sempre mais forte. Então a vida deu um jeito. Como não queria perceber a bem, então comecei por apanhar com coisas mais dolorosas. Sempre adiando, e dizendo que não as merecia, lá vinha outra experiência, para me acordar, para que despertasse da minha letargia. Não vos vou dizer, o número de pessoas que se cruzaram no meu caminho, lembrando-me para a importância de mudar. Foram bastantes mas, eu é que estava certo, todos os outros é que estavam errados.

No meu caso mudar passou pelo facto de aceitar que possuo uma doença. Acreditem, que quando disse e aceitei isto a mim mesmo, foi como se um sem número de portas se abrissem no meu caminho. É simplesmente, isto, dizer sim aquilo que somos com as nossas limitações. É um passo gigante no conhecimento de nós mesmos. E, depois somos levados a pensar, o quanto somos criaturas fantásticas. Embora vos diga que não acaba aqui, pois logo de seguida, aparece um novo desafio, por resolver. O importante é perceber as diferenças, e não paramos nunca no tempo.

Penso pois que mudar é aceitar, mas também querer crescer espiritual e emocionalmente. Ninguém disse que seria fácil, pois assim sendo, não valeria a pena.

Eu mudei porque cheguei a um tal ponto que percebi que a única pessoa a quem estava realmente a fazer mal, era a mim mesmo.

Depois veio o meu trabalho. Posso dizer-vos, que andei vinte e poucos anos, a tentar dar um sentido aquilo que fazia e, após esse tempo a empresa sentou-me numa cadeira, durante quase dois anos, para que percebesse, o que realmente queria fazer. Sou um rapaz de sorte porque nos dias de hoje, já teria sido despedido.

Até que a oportunidade, de que andava à procura durante todos aqueles anos surgiu. Mudei e evolui, essa mudança trouxe-me uma nova ocupação, um trabalho que para mim constitui um desafio, mais motivante e no qual me empenho.

As lições são duras até que percebamos que não vale a pena resistir. O Universo é perfeito e tem aquilo de que precisamos. Porquê preocupar-mo-nos. Não vale a pena, as coisa são mesmo assim.

Contudo a mudança de que aqui estou a falar é profunda, saí do íntimo de cada um. Cada pessoa sabe e tem consciência disso mesmo, ou seja daquilo que precisa alterar a bem de si próprio e dos outros.

Não se trata de sinais exteriores como ter uma grande casa, ter um belo carro, andar vestido com roupas da última moda.

Penso que a crise que vivemos tem a ver com isto, as pessoas continuam a fugir de um lado para o outro, à procura do ter sem se lembrarem do mais importante que é o ser.

As pessoas não querem perceber, então o Universo começa por tirar coisas, passa a haver desemprego.

A obsessão de arranjar dinheiro para não terem de abdicar das suas vidas. Mais tarde ou mais cedo vem uma lição dura, ou mais dura ainda, se for preciso uma lição duríssima.

Tudo porque continuamos a querer levar a vida que sempre fizemos.

Por isso a mudança mais tarde ou mais cedo ocorre, e apercebe-mo-nos , do quanto importante isso é, e o significado que emana para as pessoas que nos rodeia e para o mundo. Considero-a uma bênção.

Existe uma espécie de perigo no excesso de confiança em relação ao acharmos que se já mudámos, já não voltamos a cair no mesmo erro. Não é verdade. Quando por vezes precisamos de ser abanados, a vida encarrega-se de nos dar um empurrão.


É verdade quando menos se espera lá estamos nós a viver as mesmas emoções, por vezes o medo assola-nos, e inconscientemente, a nossa realidade diz-nos que é preciso parar para pensar. Estamos a fazer alguma coisa da maneira errada. E, assim vamos aprendendo, com o tempo a ler os sinais, e a evoluirmos sem que isso nos traga tanto sofrimento. Por vezes esquece-mo-nos mas, a nossa luz interior está lá para nos lembrar e ajudar.

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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel

Dor e Felicidade


O homem sente-se feliz quando vive experiências em sintonia com a sua natureza.
Deveriamos aceitar a dor como causa natural?

Sofremos a influência de várias culturas que nos ensinam modelos sociais e religiosos baseados no sofrimento do homem, no sacrifício cuja aceitação nos impõe como virtude e necessário para alcançar alegria e beatitude que não corresponde à realidade.A mente conduzida ao sacrifício à aceitação  de que a felicidade só existirá depois da morte como fruto dessa correspondência entre a dor e a aceitação da impossibilidade de a não aceitação e da capacidade de a evitar.

Quando a nossa mente nos leva a crer que a solução dos problemas e a própria felicidade está dependente de factores externos sempre perecíveis, a infelicidade a dor é a nossa companheira por enganosas considerações que nos levam a produzir condições e expectativas que a colocam automaticamente num estado de infelicidade.

A felicidade autentica depende unicamente de nós. Ser feliz é um elemento que caracteriza a essência, a Alma do homem, nâo bloqueando a energia que há em si de se exprimir, de se expandir, de a fazer evoluir. Quem não entende o processo gasta a preciosa energia contida em si, com atitudes de vítima crónica ou leva a sua vida para a destruição na busca do prazer onde encontra alívio temporário.

O paradigma novo diz: se fico feliz a contecem-me coisas boas; se fico infeliz, então acontecem-me coisa más ( assume-se a responsabilidade da própria felicidade ).

Há variados factores negaticos no nosso mental que nos induzem a sentimentos destrutivos e a causas com efeitos destruidores da nossa energia positiva.


AQUILO QUE NOS CARACTERIZA COMO SER HUMANO VIVO E CAPAZ DE PENSAR RESUME-SE EM  EM TRÊS PALAVRAS:



AMOR – ALEGRIA – GRATIDÃO.

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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel

Resiliência Emocional

“Protege-me da ingénua fé de que tudo vai correr bem na vida. Dá-me o sóbrio conhecimento de que as dificuldades, derrotas, fracassos e revezes são um natural acrescento da vida que nos faz crescer e amadurecer.”
                                                                                   Antoine de Saint-Exupéry


Introdução:

Uma das definições mais práticas que encontrei, indica que a resiliência é a capacidade que uma pessoa tem de se levantar depois da queda.[1]

Achei que este seria um tema actual pois somos confrontados cada vez mais com notícias de pessoas que nos são próximas e de um momento para o outro tiveram que mudar radicalmente a sua vida encontrando-se em situações delicadas e que aparentemente não vislumbram uma solução imediata e satisfatória.

É nestas mudanças que nos confrontamos com a resiliência: quanto estamos preparados para começar tudo de novo? E qual a rapidez com que vamos conseguir obter novamente a nossa estabilidade emocional?

Espero que este texto ajude a chegar a algumas respostas.


O Conceito Geral:

O tema sempre me interessou. Inicialmente por um defeito de profissão, pois ‘levamos’ com o conceito resiliência em quase toda a vida académica e é de uma forma natural que tento adaptar o conceito à  vida quotidiana.

Há uns meses, e interessado em conhecer um novo projecto na área da sustentabilidade pessoal: Wakeseed[2] (recomendo), frequentei um curso onde a resiliência foi definida de uma forma sobre a qual me identifico:

Quando nos deparamos com um problema, podemos abordá-lo de forma negativa (vendo o copo meio vazio) ou de forma positiva (copo meio cheio). No entanto, há que ter especial atenção ao excesso de pensamento positivo, pois pode alhear-nos da realidade e provocar-nos alguma ingenuidade em relação ao que realmente está a acontecer.

Atitudes a assumir no alcance de capacidade resiliente:

1.      Optimismo : criar e alimentar uma auto-imagem positiva não descurando o realismo.
2.      Aceitação: lidar com a ambiguidade e a complexidade das situações com que nos deparamos, fomentar a paciência que nem sempre é fácil de conseguir quando nos encontramos em encruzilhadas da vida. Aceitar o que não pode ser mudado.
3.      Orientação à procura de soluções: redefinir o conceito de “problema” e encontrar soluções para os “não-problemas”. Desenvolver alternativas e aceitar soluções provisórias e/ou parciais, mantendo um pensamento criativo.

Não querendo desvendar todo o conteúdo do curso pois pode haver interessados no tema que também o queiram frequentar, e com a certeza que não estou a cometer qualquer abuso nos direitos de autor pois o curso é facilitado gratuitamente com o objectivo altruísta de ajudar a compreender e a ultrapassar as adversidades da vida, foi com prazer que verifiquei que nos Ensinamentos que seguimos tudo se encaixa neste conceito.



Do ponto de vista espiritual:

Reportando o tema à Filosofia Rosacruz, considero que a resiliência pode ser cultivada através dos Ensinamentos:

1.     Pensamentos puros.
Sabemos que os nossos pensamentos têm uma grande influência no Mundo Físico. A ruminação de ideias negativas podem acabar por se materializar e obrigar-nos a lidar com elas. Além disso, é no pensamento positivo e criativo que reside a capacidade de mudança, quando se verifica necessária.

2.     Lei da causa e efeito.
Atitudes correctas são recompensadas pelo Universo. A resiliência consiste em grande parte na confiança interna que possuímos, sendo que a garantia de agirmos correctamente dá-nos motivos para acreditar que rapidamente ultrapassamos os obstáculos que se nos deparam.

3.     Serviço amoroso.
A dedicação de parte (ou da totalidade) da nossa vida em função do próximo, motiva-nos a continuar focados na evolução e ajuda-nos a superar as situações menos boas da nossa vida com algo de positivo para nos ocupar.

4.     Retrospecção e concentração.
Estes exercícios orientam-nos e focam-nos no que realmente interessa. A análise que efectuamos com a manutenção destes exercícios facilita-nos a procura de respostas e de soluções.

5.     Assertividade.
Devemos focar-nos e ‘olhar’ para o que o Universo nos apresenta de forma consciente. Embora a vida seja uma passagem, devemos vivê-la de forma consciente e não passar por ela superficialmente.


Max Heindel numa das cartas aos estudantes[3] refere a importância de conseguirmos ultrapassar as adversidades sozinhos, pois assim podemos considerar possuir alguma capacidade resiliente e o nosso papel junto de quem nos é próximo acaba por ser mais produtivo e complementar.


Conclusão:

Muito mais havia para dizer sobre o tema, e existem imensos textos sobre o assunto, mas sendo a intenção deste texto lançar a base para discussão, termino deixando uma pequena reflexão pessoal acerca de um texto que li no mês passado.

O texto começava por indicar que devíamos aceitar tudo o que nos é apresentado pelo Universo e resignarmos a esse destino divino.

Não partilhando da mesma posição, pois a resiliência vem mostrar-nos que devemos analisar as situações negativas de forma criativa com vista à sua mudança, verifiquei no seguimento da leitura do texto que tal posição apresentava outra hipótese e que se baseava na necessidade natural que temos para a mudança em busca da felicidade.

Refiro-me ao texto de Junho sobre a Não Aceitação que achei extraordinário.

E é disto que se trata: analisar consciente e assertivamente as situações que nos aparecem e aplicar os nossos conhecimentos e a nossa fé para ultrapassar as situações que nos causam instabilidade física, psíquica e espiritual. O objectivo do ser humano é evoluir, mas fazendo-o dentro do amor e da felicidade.


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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel





[1] O termo “resiliência psicológica” surgiu na década de 60, quando Frederic Flach, estudando sua história de vida e de outros que haviam superado grandes adversidades, emprestou-o da Física e da Medicina e passou a empregá-lo para o ser humano. Desde aquela época, a resiliência tem sido atribuída a pessoas com enorme capacidade de enfrentar desafios, lidar com imprevistos e superar crises sem serem afetados negativamente por elas, ou seja, mantendo seu equilíbrio emocional e conservando sua essência. Em outras palavras, é a rapidez em levantar-se após a queda. (http://proutsp.blogspot.pt/2011/08/resiliencia-emocional.html)

[2] http://www.wakeseed.org/
[3] http://www.fraternidaderosacruz.org/ce20.htm

A Não Aceitação

Escolhi este tema porque nos últimos tempos tenho tomado consciência de que muitos dos problemas que sofro advêm do facto de não aceitar muitas coisas da minha realidade. Constato também que este problema não é só meu. Por isso, pensei em fazer uma reflexão acerca deste assunto com o objetivo de clarificar o meu caminho e ajudar a clarificar o dos outros. Escrevo este texto com base nos conhecimentos que a minha evolução espiritual permite, e da observação que faço dos outros. Será a minha verdade atual que está aberta a qualquer correção e complemento.

Todos nós, em medidas diferentes, temos dificuldade em aceitar algumas circunstâncias da nossa vida. Pode ser não aceitar o cão do vizinho, o mau feitio do patrão “se é que existem maus feitios”, caraterísticas do nosso cônjuge, os quilos a mais ou a menos, os problemas dos nossos filhos, quem somos etc..

Mas afinal o que é aceitar ou não aceitar? Vi uma definição sobre aceitação que ajuda a compreender este termo. Diz que aceitar é ” concordar em receber algo que nos é dado”.
 Então, o que é que está por detrás desta nossa negação ao que nos é dado? Porque não aceitamos?

Não aceitamos porque temos a nossa visão ainda muito limitada. Ainda está muito centrada em nós próprios. Queremos moldar o mundo à nossa volta de acordo com os nossos desejos e ambições de forma a favorecer-nos e àqueles de quem gostamos. Desejamos criar um mundo que nos dê segurança e estabilidade, que se encaixe dentro das nossas expectativas. A não aceitação advém do nosso egoísmo e da necessidade que temos de controlar o que existe à nossa volta.

Quando não aceitamos estamos a duvidar da Justiça Divina. Estamos a pôr em causa o que Deus entendeu ser o melhor para nós. Está, portanto, intimamente relacionada com a falta de FÉ. Com o Não Acreditar naquilo que nos é dado e no que merecemos. É não estar em sintonia com a vontade de Deus. É dizer “quero que seja feita a minha vontade e não a Tua vontade”.

Penso que é à volta desta negação que encontramos explicação para a pergunta que todos fazemos um dia: O que é que eu quis vir aqui fazer e aprender?- Se calhar viemos cá aprender a aceitar.

A não aceitação é um processo de luta interior. Provavelmente uma luta entre os mundos superiores e os inferiores. Uma luta que desgasta as energias colocando o corpo físico vulnerável às doenças e ao sofrimento. Desencadeia desequilíbrios emocionais com o aparecimento de sentimentos de tristeza, de revolta, de raiva e agressividade… É a causa de guerras, de divórcios, de suicídios etc..

Contudo, nem tudo é mau no processo de não aceitação. A história demonstra-nos que é graças a esse sentimento que temos tido mudanças tão boas na nossa sociedade. É o que nos faz caminhar na procura de um mundo melhor. É a não aceitação das injustiças que faz com que se procure um caminho mais justo. É com a não aceitação da poluição que surgem movimentos para a defesa da natureza. É a não aceitação das injustiças de um patrão, que nos faz procurar um emprego melhor. É com a não aceitação da violência doméstica que surgem movimentos que protegem e ajudam as mulheres…

Vendo então agora por um prisma diferente, a não aceitação é como a guerra e as catástrofes naturais, tem sido um mal necessário. Porque aceitar as injustiças e acomodarmo-nos à nossa inercia também não é o caminho.

Contudo, pretendo com este texto focar-me nas emoções que envolvem o processo da não aceitação interior e que desencadeiam os sentimentos negativos.

Concluo que temos de aprender a aceitar e agradecer tudo o que nos é dado, e deve ser dentro deste processo de harmonia mental que devemos analisar o que é necessário mudar ou não. Ou seja, o primeiro passo deve ser aceitar e depois mudar, se necessário.

O que acontece, na maioria das vezes, é que desencadeamos a mudança dentro de uma desarmonia interior com os sentimentos de raiva e revolta a comandar as nossas ações. É aqui que temos de trabalhar duramente para alterar este processo.

O ano passado, calhou-me o tema da Fé. Sei agora como é difícil ter Fé e aceitar a vontade de Deus. Como é difícil acreditar que sofremos para nosso bem, que adoecemos porque merecemos, que não temos o que desejamos porque assim é melhor. É muito difícil …
Mas, como costumo dizer: ninguém nos disse que isto ia ser fácil. Se calhar tem mesmo que ser assim…

A não aceitação é um brigar com uma realidade que já é.
Essa resistência não tem poder algum de mudar a situação exterior ou o comportamento de alguém. Mas, inconscientemente, é como se achássemos que nossas reclamações mentais e nosso desconforto interno fossem mudar algo.”
                                                        Andre Lim em Acunpuntura das emoções


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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel

O Silêncio

O tema que escolhi para este mês foi o Silêncio (o Silêncio em sentido lato, não me vou espraiar em tipos e definições de silêncio, deixo-os para as vossas questões, se considerarem oportuno). Não sei se o timing é o mais correto para este tema, uma vez que estamos na Primavera, a Natureza borbulha de ruído e apela-nos à expansão. No entanto, o grupo vivenciou há pouco tempo um período de retiro, onde experimentou na primeira pessoa o(s) benefício(s) ou o poder do silêncio (cada um à sua maneira).Além disso, tenho vivido o Silêncio ao longo dos últimos tempos e, por vezes, nem sei se de uma forma correta, chegando-o a confundir com Solidão ou então, encontrando alguma dificuldade em praticá-lo, talvez por falta de disciplina ou por não me querer ouvir.

Todos nós conhecemosa importânciade existirem períodos de silêncio na nossa vida, no nosso quotidiano, portanto, o tema é muito simples, poderá tocar em vários outros temas, pois é bastante transversal e, seguramente não irei realizar nenhuma descoberta como a da pólvora, surgiu-me simplesmente para relembrar da importância do Silêncio que muitas vezes consideramos um incómodo, até mesmo em situações domésticas como o cruzarmo-nos com um vizinho no elevador e sentirmos o nosso desconforto e o do vizinho por irmos em silêncio, então, aí para cortarmos o “gelo” começamos a falar do tempo ou da limpeza do prédio ou de outra banalidade qualquer. Temos uma necessidade quase inerente de quebrar o silêncio.

"A necessidade cada vez mais aguda de ruído só se explica pela necessidade de sufocar alguma coisa". Konrad Lorenz, citado em 3001 pensamento.

Atualmente as pessoas estão tão embrenhadas nos seus afazeres diários e nas suas rotinas que não se dão conta do quão barulhenta é a sua vida: no automóvel, a caminho dos empregos ou de regresso a casa, liga-se o rádio, muitas vezes nem o estamos a ouvir, mas ali vai o ruído, a nossa companhia; nas compras andamos ao ritmo da música imposta; no emprego temos toda uma série de ruídos inerentes ao nosso local de trabalho; em casa ligamos a rádio ou a televisão ou temos as crianças num frenesim à nossa volta. Sabemos que a vida é ação e, no meio desta ação haverá espaço para o silêncio? A ação tem de ser necessariamente ruidosa? Qual o papel do Silêncio no meio de uma vida que nos impele à ação? Não será o silêncio, o pêndulo da balança que nos fará consciencializarmo-nos para que lado decidimos fazer pender os pratos da balança da nossa vida?!

Muitas das nossas decisões, pequenas ou grandes opções que tomamos diariamente (cujo somatório formam o todo da nossa vida) são feitos debaixo de muito ruído, talvez porque não aprendemos a disciplinarmo-nos perante o silêncio.

"O exercício do silêncio é tão importante quanto a prática da palavra". William Jamescitadoem "Touchstones: a book of daily meditations for men‎".

A entrada da Escola fundada por Pitágoras – onde o isolamento do mundo exterior era total – exibia a seguinte advertência: “Proibida a entrada a Profanos”. Esta Escola tinha um sistema de três graus: o de Preparação, o de Purificação e o de Perfeição. Os neófitos eram só ouvintes, estavam proibidos de falar e cumpriam um período de observação, durante o qual a regra era calar e pensar no que ouviam. Para atingir um grau superior precisavam de praticar o Silêncio durante 5 anos.

Chílon, um dos sete sábios da Grécia Antiga, quando perguntado sobre qual a virtude mais difícil de praticar, respondia: calar.

Sem dúvida que é um grande desafio, ouvir colegas, companheiros, mestres e não falar. A palavra é poderosa, tem energia, vibração. “ (…) Os magos utilizam-nas porque crêem que elas têm uma carga energética, que lhes dá o poder de realizar o que pretendem. Acreditam também que a invocação de nomes e poderes de algumas entidades, atrai à terra as suas influências.
Cada palavra proferida gera uma pequena forma em matéria etérica, tal qual o faz um pensamento na matéria mental. As vibrações sonoras têm um grande poder sobre a matéria concreta. Podem criar ou destruir. As vibrações produzem formas geométricas, sempre a mesma forma para o mesmo som. Quando utilizamos palavras, reforçamos as qualidades a que se referem, quer nas pessoas quer no ambiente que nos rodeia. As palavras relacionadas com as qualidades desejáveis produzem formas agradáveis, ao passo que as associadas às qualidades más, produzem formas desagradáveis. Se a nossa linguagem for descuidada e inculta, rodeamo-nos de uma atmosfera de formas sonoras desagradáveis que reagem constantemente e negativamente sobre nós. Os próprios nomes das coisas e das pessoas não são arbitrários, representam características que se consolidam à medida que são pronunciados.
A responsabilidade do aspirante ao Conhecimento é maior. Nesse sentido, deve vigiar a sua maneira de falar, bem como o assunto, porforma a que seja amável, agradável, correta e livre de desconsideração e exagero. As suas palavras devem ser bem escolhidas e bem pronunciadas, pois uma palavra uma vez dita, não mais é apagada.” Fátima Capela emhttp://centro-rosacruz.com/crcmh1_073.htm

“Se a palavra que vais dizer não é mais bela do que o silêncio, não a digas.” Provérbio Sufi.
Desconheço literatura dentro da Filosofia Rosacruz alusiva a este tema – O Silêncio – no entanto, ao longo destes meses temos recebido alguns pensamentos diários à luz desta Filosofia e os que a seguir exponho chamaram-me a atenção, uma vez que direta ou indiretamente aludem à importância do silêncio nas nossas vidas.

“Se acendermos um fósforo no meio de um vento muito forte, ele se apagará imediatamente. Mas, se o acendermos com cuidado e calma próximo a um monte de galhos secos, conseguiremos que a chama cresça, pois o vento irá reavivá-la ao invés de apagá-la. Adeptos ou Grandes Almas podem permanecer serenos sob condições que perturbariam o aspirante comum, por isso, este tem que usar de discernimento e não se expor desnecessariamente às condições contrárias ao crescimento anímico. O que mais precisa ter é equilíbrio, e nada é mais nefasto para consegui-lo do que o ruído.”
Max Heindel, "Colectâneas de um Místico". Pensamento do dia 23/3/2012.

“No entanto, as coisas que mais ajudam ou impedem são, como já dissemos, as tão pequenas que escapam inteiramente à nossa atenção. Ao enumerá-las, poderão provocar um sorriso de incredulidade, porém, se meditarmos sobre elas e as pusermos em prática, concluiremos que, segundo o axioma, "por seus frutos os conheceremos". Assim, nossa afirmativa de que "o silêncio é um dos maiores auxiliares no crescimento anímico", deveria ser cultivado pelo aspirante em seu lar, em seu comportamento pessoal, em seus passeios, seus hábitos e, por mais paradoxal que pareça, até em sua conversação.”
Max Heindel, "Colectâneas de um Místico". Pensamento do dia 25/3/2012.

“Uma prova do bem que faz a religião é que ela torna as pessoas felizes. Não obstante, a maior felicidade está, geralmente, muito profunda para ser mostrada externamente. Preenche todo nosso ser com tal plenitude, que é quase atemorizante, e uma conduta tumultuada nunca segue junta com a verdadeira felicidade, pois o ruído é o sinal da superficialidade. A voz alta, a risada vulgar, os hábitos barulhentos, os saltos dos sapatos que soam como marretas, o bater de portas e o barulho dos pratos são sinais de pessoas de sentimentos grosseiros, que amam o barulho e quanto maior ele for mais felizes ficam, uma vez que excitam os seus corpos de desejos. Para seu gosto, a música sacra é um anátema. Um conjunto de instrumentos metálicos de alta intensidade é preferível a qualquer outra forma de diversão, e quanto mais selvagem for a dança, melhor. Isto não acontece ou não deveria acontecer com o aspirante à vida superior.”
Max Heindel, "Colectâneas de um Místico". Pensamento do dia 26/3/2012.

“Não é essencial para a felicidade das crianças que elas possam gritar ou correr freneticamente pela casa, batendo portas e quebrando móveis em sua desabalada carreira; é, sem dúvida, decididamente prejudicial, pois ensina a desrespeitar os sentimentos dos outros para sua própria gratificação. Elas beneficiarão mais se os seus sapatos tiverem sola de borracha e se forem ensinadas a reservar suas brincadeiras barulhentas para o jardim, brincando calmamente dentro de casa, fechando as portas com cuidado e falando em tom moderado, como as mães devem fazer.”
Max Heindel, "Colectâneas de um Místico". Pensamento do dia 28/3/2012.

“Portanto, devemos por todas as maneiras fugir de ruídos que não somos obrigados a ouvir, e cultivar pessoalmente o comportamento quieto e bondoso, a voz modulada, o andar silencioso, a presença discreta e todas as outras virtudes que conduzem à harmonia. Assim, o processo de restauração será rapidamente realizado e estaremos livres a maior parte da noite para trabalhar nos mundos invisíveis, para adquirir o almejado crescimento anímico. Lembremo-nos que é necessário melhorar sempre, não desanimar com fracassos ocasionais, recordando a advertência de Paulo: "paciente perseverança em fazer o bem".”
Max Heindel, "Colectâneas de um Místico". Pensamento do dia 30/3/2012.

Na generalidade dos textos há a referência, o aconselhamento da prática do silêncio, da ausência de ruído ou de menor ruído de forma a facilitar o nosso processo de crescimento. Tanto como a palavra, o silêncio é poderoso, penso que mais poderoso que a própria palavra, pois esta depois de proferida, a sua vibração permanece e somos nós que temos a responsabilidade de criar a qualidade das palavras que dizemos. E a melhor forma de o fazermos é treinando o silêncio, bem como os pensamentos que permanecem no nosso interior quando contemos as palavras.

No silêncio disciplinamo-nos, centramo-nos, meditamos, ouvimos a nossa voz interior, o Eu Superior, o nosso coração (como lhe queiram chamar), ligamo-nos a nós próprios e ao Divino, crescemos espiritualmente, ajuda-nos a manter o equilíbrio. É no Silêncio que fazemos os exercícios matutinos (concentração) e vespertinos (retrospecção) a que nos procuramos disciplinar; “trabalhamos” sobre energias mais subtis e ajudamos energeticamente o mundo exterior. É no Silêncio que nos focamos, trabalhamos sobre nós próprios, nos centramos connosco e com a Natureza Divina e é ele que nos dá o mote para executarmos a palavra, para vivermos em harmonia com o Mundo Físico e ajudarmos fisicamente os outros à nossa volta, preparando-nos a lidar com o ruído do quotidiano.

“ Existe no Silêncio tão profunda sabedoria que às vezes ele transforma-se na mais perfeita resposta”, Fernando Pessoa.

O Silêncio é simples, mas não é fácil: no quotidiano frenético precisamos de tempo, espaço e vontade para que ele exista; ele leva-nos a encontrarmo-nos connosco, o que nem sempre poderá ser uma experiência agradável, pois somos confrontados com o nosso íntimo, com os nossos medos, frustrações, tomadas de consciência ou decisões que andamos a evitar. Mas, também é assim que crescemos e… crescer nem sempre é fácil!

“E como podes ver, ainda falo demasiadamente, e isto é sinal de que não sou sábia, porque a virtude se adquire no silêncio.” Umberto Eco, in: "Baudolino"

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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel

Dependência - Impedimento da nossa evolução



A dependência existe de um estado de desequilíbrio e reflete se grandemente nos vários tipos de elos/ligações que necessitamos de criar uns com os outros, necessitamos de relações amorosas, criar vínculos, laços de pertença e quando nos encontramos em desequilíbrio vem a insatisfação, insegurança, infelicidade, rejeição, culpa, baixa auto estima, raivas, ressentimentos, etc., ou seja na essência medos versos dependência ou mesmo co dependência.

Não podemos esquecer que na nossa cultura/sociedade ainda há muito a crença de que devemos procurar a felicidade “mágica” no amor/paixão e ou no parceiro/a ideal o(príncipe/princesa perfeita), através de promessas de que essa relação nos traga satisfação e realização pessoal. A sociedade prepara-nos para os desafios da vida, adquirir liberdade, autonomia e espiritualidade? A nossa tradição ocidental de amar e ser amado está disfuncional porque promove a dependência emocional, já não falando das materiais.
Dependencia: em latim – adictere – estar preso, escravizado.

Co-Dependente: diz-se daquele que necessita que alguém necessite dele para se sentir valioso, vício de aprovação.

Geralmente quando existe um dependente, junto está o co-dependente responsável e permissivo por não fazer restrições e estimular o dependente a não andar pelas próprias pernas. Cria desculpas como “cuidar dos outros” para se tornar a tal pessoa valorizada, e por “aguentar” toda a situação chama a atenção sobre si.

Não seremos todos em menor ou maior grau co-dependentes? Na medida em que acreditamos ser responsáveis pela felicidade e necessidades dos outros? Numa tentativa de controlar e conduzir as suas vidas, comportamentos e até pensamentos? Estamos sempre em busca do amor do outro, aprovação, reconhecimento para compensar as nossas próprias falhas? Pensar que o outro não necessita de nós para viver deixa uma sensação de vazio, que nós próprios ainda não encontramos forma de preencher?

A dependência emocional é a perceção que o individuo tem de não conseguir lidar consigo e com a vida de forma adequada, por este motivo, ficamos dependentes dos cuidados de outro e pelo medo de romper o vínculo com quem nos consegue fazer “funcionar” sujeitamo-nos e atrasamos a nossa evolução.

Alguns exemplos para reflexão:
-ter dificuldade de dizer o não (ser o bonzinho da história)
-sentir-se culpado de uma felicidade (afinal há tanta gente no mundo a sofrer)
-medo de dizer o que se sente (por perder o amor/admiração/respeito do outro)
-ter medo de ser abandonado/rejeitado
-ter a noção errada de que os dois devem ser um
-medo de assumir riscos e à mudança
-depender de outros para se sentir completo/seguro/equilibrado
-ter expectativas irreais para receber amor (se eu sofrer por ti, amas-me?)
-sentimentos de extrema insegurança por abandono e ou solidão.
-grande incapacidade de enfrentar os seus MEDOS….




“Se quisermos mudar nossa vida, é mais importante mudarmos as atitudes do que as circunstâncias. A menos que mudemos as atitudes, é improvável que as circunstâncias, realmente, possam mudar um dia.” Robin Norwood do Livro Mulheres que Amam Demais.

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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel

Dimensões da Fé

O conceito de fé abrange vários domínios da vida humana sendo utilizado em diversos âmbitos de acordo com as normas estabelecidas entre os homens.
São Paulo definiu-a como a “demonstração das coisas que não vemos” o que permite a abertura para duas dimensões: a fé terrena, vivida através da interacção entre os homens e entre estes e o mundo físico que os rodeia, e a fé divina, estabelecida na relação do homem com o mais sagrado e divino.
A fé terrena assume variadas formas, desde o acreditar nos pensamentos e sentimentos de alguém, em alguma filosofia, o ter esperança relativamente à resolução de alguma situação que não conhecemos e que não sentimos com os nossos sentidos, o acreditar na recuperação de uma doença, a esperança de que dias melhores virão, o acreditar em determinadas sensações e sonhos, ou simplesmente a comprovação da autenticidade de algo, quando usada em termos jurídicos.
A fé divina é estabelecida na relação de cada pessoa com algum tipo de crenças ou religião seja ela qual for; reflecte-se como um crer nas verdades proclamadas por determinada doutrina ou religião, bem como na ordem e divindades que as protagonizam. A esfera é de âmbito individual e implica uma confiança e aceitação totais.
Na religião cristã, a fé engloba os ensinamentos transmitidos por Cristo e assenta na confiança e no “acreditar em coisas que se esperam, a convicção de factos que não se vêem, independentemente daquilo que vemos, ou ouvimos”.
Qualquer que seja a dimensão usada, a verdade é que a fé abre caminho a um espaço desconhecido onde a ciência nada consegue demonstrar, onde os cientistas nada conseguem medir e comprovar, onde a mente humana fica despida da sua lógica. Na fé só se entra com o coração aberto pois entra-se no reino místico da confiança sem provas visíveis.
Outros contextos referem ainda a fé como um dom, outros como um acordo intelectual imposto pela vontade, como uma ilusão, ou como uma crença cega que no limite pode prejudicar a liberdade de outrem.

Maturidade da fé
Todos os conceitos e experiências humanas têm tempos de nascimento e maturação dependentes da consciência de cada um e do discernimento que os acompanha. Qualquer tema ou situação vai sendo vivido e testado ao longo da vida até se tornar algo integrado que passa a fazer parte da pessoa. Neste sentido, a fé começa por ser inocente na medida em que a mesma é vivida tendo por base necessidades egoístas e individuais, regida por crenças cegas de que tudo correrá bem para o próprio, e que tudo é bom e perfeito. Na escola e em casa, ensina-se a obediência aos que sendo mais maduros impõem limites e regras que não se questionam, não necessariamente coerentes e sábios.
Mas a fé não é uma obediência cega perante tudo, não se trata de ingenuidade, mas antes de um desabrochar do coração para algo transcendente, o que só poderá ocorrer após um processo de crescimento e entendimento a vários níveis.
A fé adulta pede uma responsabilidade pessoal, um olhar fraterno sobre o mundo, uma profunda aceitação e amor.
Os tempos falaram da fé baseada na magia, na religião de massas, mas agora falam da fé como um despertar da energia interior de cada ser para o divino. Assim, deixa de estar enquadrada e presa a um conjunto de rituais e formalismos, cansada e gasta pelas palavras sem entusiasmo de quem a proclama, para passar a estar mais viva dentro de cada ser humano, podendo ser vivida na plenitude da relação que cada um estabelecer com o mais sagrado, com criatividade, amor e coragem.


Alicerces e profundidade da fé
A fé sendo uma das virtudes do ser humano, baseia-se numa convicção e na confiança sobre a verdade de algo, o que pressupõe na sua complementaridade o seu oposto: a dúvida. No processo de maturidade a dúvida surge sempre, caso contrário não se evoluiria da fé infantil, mas ambas não podem coexistir em simultâneo, ou se duvida ou se tem fé. A dúvida é legitimada pela vivência da vida a qual traz à superfície em diversos momentos os receios mais profundos da alma humana, as inseguranças, as angústias as quais fazem balançar as convicções ou por vezes enraíza-las mais profundamente no íntimo de cada um. As noites escuras da alma são assim os testes que cada ser passa há procura de uma luz externa para a qual por vezes basta saber como aumentar a chama dentro do seu peito, a fé. Neste sentido o amor e a fé entrelaçam-se pois não podem existir um sem o outro: a fé sem amor não é viva nem fértil, e o amor sem fé não é incondicional.
A procura da verdade e o viver em verdade de acordo com determinada crença pressupõe coragem, coragem para com o exterior e para com o interior, para assumir a escolha, pois só assim se poderá viver em integridade.

A fé à luz dos ensinamentos Rosacruzes
Nos ensinamentos a fé antecede o despertar do Cristo interno de cada um, através do caminho da oração e do serviço desinteressado aos outros, não deixando cada ser de conservar as suas posses materiais que lhe foram confiadas e consideradas sagradas.
Constata-se a separação entre uma fé indiferente, praticada amplamente pela maioria, condicionada pela mente que traz como vantagem o equilíbrio mental e coragem quando necessário, por contraponto a uma fé viva superada pela mente porque o coração sente.
A evolução e o desenvolvimento espiritual pressupõem a existência da fé pois caso contrário, não se poderá pensar, sentir e agir de acordo com os ensinamentos os quais por si só têm uma natureza invisível e impalpável.

Questões de fé
Os requisitos já enunciados para se vivenciar a fé, a maturidade, o amor, a coragem, unem-se para que em conjunto com a oração e o serviço aos outros cada ser humano possa em sintonia submeter a sua própria vontade à vontade divina. A vontade, algo que também amadurece fruto das nossas escolhas e da consciência da autoridade que temos sobre nós próprios, é subjugada a uma vontade maior na qual se crê. Essa fé é o acreditar que seja o que for será por um bem maior mesmo que incompreensível de momento, e que a vida de cada um é vivida de acordo com uma orientação superior. Quando se age por medo resiste-se a esta orientação, não se ouve o coração nem a intuição.
Por vezes pensa-se que seguir uma orientação divina implicará a perca do conforto, por isso se limita a fé: acredita-se mas não se aplica, não há entrega. Porém a única coisa que se perde são as ilusões, as quais apresentam dificuldade em serem dispensadas pois vive-se com base em hábitos e ideias enraizados há muito, e a personalidade luta conscientemente pela sua existência e autoridade individual.

Resta então saber até que ponto cada um poderá dizer ao mais divino “Escolhe que eu obedecerei” ou “Seja feita a Vossa vontade e não a minha”, até que ponto nos temos que render ao divino para obter a redenção?

O Perdão como parte do “caminho” da evolução


Por vezes parece ser mais fácil ser místico e pensarmos que conseguimos  amar o mundo do que dar um abraço a quem nos magoou.  Por esta razão creio que nunca é demais reflectir sobre a importância do perdão.
Quereis ser felizes num instante? Vingai-vos!
Quereis ser felizes para sempre? Perdoai!
Henri Lacordaire

A Wikipedia fala do perdão do seguinte modo:
“O perdão é um processo mental ou espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa ou contra si mesmo, decorrente de uma ofensa percebida, diferenças, erros ou fracassos, ou cessar a exigência de castigo ou restituição.

O perdão pode ser considerado simplesmente em termos dos sentimentos da pessoa que perdoa, ou em termos do relacionamento entre o que perdoa e a pessoa perdoada. É normalmente concedido sem qualquer expectativa de compensação, e pode ocorrer sem que o perdoado tome conhecimento (por exemplo, uma pessoa pode perdoar outra pessoa que está morta ou que não se vê há muito tempo). Em outros casos, o perdão pode vir através da oferta de alguma forma de desculpa ou restituição, ou mesmo um justo pedido de perdão, dirigido ao ofendido, por acreditar que ele é capaz de perdoar.

O perdão é o esquecimento completo e absoluto das ofensas, vem do coração, é sincero, generoso e não fere o amor próprio do ofensor. Não impõe condições humilhantes tampouco é motivado por orgulho ou ostentação. O verdadeiro perdão se reconhece pelos atos e não pelas palavras.

Existem religiões que incluem disciplinas sobre a natureza do perdão, e muitas destas disciplinas fornecem uma base subjacente para as várias teorias modernas e práticas de perdão. Exemplo de ensino do perdão está na "parábola do Filho Pródigo" (Lucas 15:11–32).”

Para os estudantes rosacruzes é fácil perceber que atraímos à semelhança, pelo que se nos magoaram é porque de alguma forma precisávamos dessa experiência. O difícil é por vezes perceber todas as lições que advêm desta experiência de forma a não ter de voltar a atrair outras semelhantes. Atraímos pessoas e experiências que nos servem de espelhos para nos evidenciar os nossos defeitos, carências, medos, preconceitos, frustações, etc mas até onde vai a nossa coragem de os enfrentar? Ao enfrentarmos a dificuldade do perdão ajuda-nos a conhecermo-nos melhor. Não será a capacidade de perdoar proporcional à capacidade com que enfrentamos os nossos medos e defeitos e paralela à capacidade de nos perdoarmos a nós próprios? (pelas ilusões criadas, pelos medos, por nos termos “vendido” a vários factores, pela ingenuidade, etc)

Habitualmente somos mais duros connosco do que com os outros. Devemos recordar que Cristo nos perdoou. Mateus 22.39 nos ensina: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. Precisamos sentir que ele nos ama e já nos perdoou. Perdoando a nós próprios e procurando o perdão de quem magoámos dá aos outros a possibilidade de fazerem as pazes connosco.

A psicologia aborda a questão do risco da raiva suprimida que acaba por se transformar em auto destruição inconsciente.  Outros autores falam de que não existe amor sem ódio e que só a manifestação do mesmo mostra que uma pessoa é capaz de verdadeiramente amar. A forma como manifestamos o ódio é que faz toda a diferença  de forma a impedir a autodestruição e a permitir o caminho do perdão. Podemos exprimir o ódio mas não podemos permitir que este se torne em vingança porque aí estamos a tentar imitar o agressor o que é um mecanismo de defesa. Parece ser a atitude mais fácil mas só nos trará ainda mais dor no futuro.

Acerca do perdão, alguns autores falam na “Arte de Perdoar “mas acredito que ela não existe sem a ” Arte de Amar” porque até um determinado nível de evolução considero díficil ter uma  sem a outra.

Nem sempre é fácil perdoar e quanto maior a intimidade ou proximidade que temos com aquele que peca contra nós, mais difícil pode ser o perdão. As Escrituras falam que a má vontade em perdoar os outros nos retira o perdão divino. Jesus ensinou: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas" (Mateus 6:14-15). Desde que todos os indivíduos responsáveis diante de Deus necessitam de perdão, é portanto indispensável que entendamos e pratiquemos o perdão. O perdão, então, é um acto no qual o ofendido livra o ofensor do pecado, liberta-o da culpa pelo pecado. Este é o sentido pelo qual Deus “esquece” quando perdoa (Hebreus 8:12).

O perdão é necessário para a cura espiritual de uma relação, mas precisamos preparar nossos corações para este acto e precisamos aceitar a injustiça do ferimento, a deslealdade do pecado, logo ficarmos prontos para perdoar ( exemplo de Jesus e Estevão; Lucas 23:34; Atos 7:60). Mesmo se o pecador se recusar a se arrepender, não podemos continuar a nutrir a raiva, ou ela se tornará em ódio e amargura (veja Efésios 4:26-27,31-32). Ainda que o pecador possa manter sua posição como transgressor por causa de sua recusa a se arrepender, seu pecado não deverá dominar meu estado emocional.

Importa não esquecer que precisamos lembrar que nós próprios somos pecadores e necessitados do perdão divino (Romanos 3:23). A incapacidade de  perdoarmos verdadeiramente pode ser  devido ao falso conceito de que "esquecer é perdoar". Esquecer NÃO é perdoar. Se perdoarmos, nós esqueceremos daquilo que aconteceu. Mas o reverso não é verdadeiro: esquecer não é perdoar - é negar. Uma mente “contaminada” com negação tende a "explodir" nos momentos mais inoportunos.

A ordem aqui é essencial. Primeiro o perdão , depois o esquecimento. Enquanto o verdadeiro perdão não acontece, a ofensa continuará entre nós e a pessoa com a qual tivemos problemas, e o mesmo ocorre em relação a Deus. O pecado  coloca-se entre nós e não pode ser "esquecido" até que lidemos com ele. Se, e quando entrarmos em verdadeiro perdão , podemos considerar a pessoa sem que a "ofensa" esteja entre nós.

Através do perdão cortamos o cordão umbilical com as pessoas e coisas ligados ao registo do nosso reprovável eu pelo que o perdão transforma a maneira como nos relacionamos.

Por último, importa também estarmos atentos aos falsos perdões pelo que como sabemos que já efectivamente perdoámos? Trata-se de uma sensação de bem estar e leveza semelhante ao sentimento de amar que nos permite ficar imunes a qualquer acção do antigo agressor,  logo livres.

Deixo agora algumas alusões na biblia ao Perdão:
Porque tu, Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para com todos os que te invocam.
Salmos 86:5
Então Pedro, aproximando-se dele, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei de perdoar? Até sete? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete; mas até setenta vezes sete.
Mateus 18:21-22
Quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que também vosso Pai que está no céu, vos perdoe as vossas ofensas. [Mas, se vós não perdoardes, também vosso Pai, que está no céu, não vos perdoará as vossas ofensas.]
Marcos 11:25-26
Tende cuidado de vós mesmos; se teu irmão pecar, repreende-o; e se ele se arrepender, perdoa-lhe. Mesmo se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; tu lhe perdoarás.
Lucas 17:3-4
suportando-vos e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vós também.
Colossenses 3:13
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.
1 João 1:9
    Mat. 6:12 (BLH) "Perdoa as nossas ofensas como também nós perdoamos os que nos ofenderam".
    Lucas 6:37 (NVI) "Perdoem, e serão perdoados".
Mateus 6:14-15 (NVI) "Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas".

Outros Versículos encontrados:

Mas contigo está o perdão, para que sejas temido.
Salmos 130:4
Ao Senhor, nosso Deus, pertencem a misericórdia e o perdão; pois nos rebelamos contra ele,
Daniel 9:9
mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca mais terá perdão, mas será réu de pecado eterno.
Marcos 3:29
 Há um ditado que diz: "Errar é humano, perdoar é divino".


Um óptimo mês e que o perdão vos ajude a chegar mais perto do amor.

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Texto enquadrado em Reuniões de Estudo dos Ensinamentos Rosacruzes segundo Max Heindel